O segmento de motos street de até 150 cilindradas é o maior e mais concorrido do Brasil. Hoje, essas motos de baixa cilindrada representam mais de 80% do total de unidades vendidas por aqui. Entre tantos modelos pasteurizados em forma e conteúdo, a Traxx Joto JH125 pode ser uma opção para quem quer fugir do lugar comum.

Importado da China, o modelo desembarca no Brasil apresentando alguns diferenciais se comparado à concorrência: suspensão traseira monoamortecida, semicarenagem que envolve o conjunto óptico, semiguidões, freio a disco na dianteira e rodas de liga-leve. O preço sugerido é outro atrativo: R$ 5.399.

Com relação ao desenho, a Joto 125 da Traxx é uma salada de tendências registradas em outras motos: lanterna integrada à rabeta como na Honda CG, semiguidões e o escape esportivo muito semelhantes ao utilizado na Suzuki GS 500… Falando em Suzuki, o pára-lama é parecido com o da Yes 125. Já a semicarenagem lembra a usada pela Honda NX4 Falcon. O que não dá para entender é a instalação de um amperímetro no painel de instrumentos, em vez de um marcador de combustível. Coisas do mercado asiático. A Traxx é subsidiária da fábrica de motocicletas chinesa Jialing, como mostram os adesivos no modelo cedido para teste.

MOTORIZAÇÃO
Mas, na prática, como é pilotar a Jialing/Traxx JH125? A chinesinha está equipada com motor OHC, quatro tempos, arrefecido a ar com 133 cm³ de capacidade. O propulsor gera potência máxima de 13,1 cavalos a 8.000 rpm e o torque máximo de 1,07 kgfm a 6.500 rpm. O propulsor monociclíndrico tem bom rendimento — porém, quando chega aos 8.000 giros, o conjunto vibra demais, chegando a incomodar os pés do piloto, além de fazer barulho excessivo.

O câmbio de cinco marchas também merece mais atenção por parte da Traxx. Com engates não muito precisos, são necessárias várias tentativas para se colocar o câmbio no neutro nas paradas de semáforos.

CICLÍSTICA E ERGONOMIA
O conjunto de suspensão da unidade avaliada estava muito macio. Ele não absorve, e sim copiava, os solavancos e impactos com o solo. Uma grata surpresa é que a Joto está calçada com pneus Pirelli City Demon, em vez dos pneus chineses que costumam equipar as motos vindas do gigante asiático. Já os freios — disco na dianteira, com o acionamento hidráulico, e tambor traseiro — são “borrachudos”, ou seja, demoram muito para entrar em operação.

Um ponto positivo para o modelo Jialing importado pela Traxx é a ergonomia. O piloto que tenha em torno de 1,70 metro fica bem posicionado e roda com certo conforto. Já o painel de instrumentos não oferece boa visualização, pois o fundo branco “briga” com a moldura prata. Mas há várias informações: velocímetro, hodômetro parcial e total, rpm e indicador de marchas.

O terceiro lugar de Colin Edwards em Le Mans, no último fim de semana, deixou o chefe da Tech 3 Yamaha, Hervé Poncharal, bastante entusiasmado, já que desde 2003 a equipe não conseguia terminar a etapa de “casa” entre os três primeiros colocados.

“Estou muito contente”, exclamou o francês. “Na China, foi uma grande desilusão; não dissemos muito naquele momento, mas Edwards me prometeu algo especial para Le Mans e ele fez uma grande corrida”.

Edwards tinha prometido a vitória ao seu patrão dias antes da corrida gaulesa, mas o seu ritmo foi prejudicado pela batalha travada ao longo de toda a prova e teve de se contentar com um satisfatório pódio. Contudo, a corrida não esteve livre de momentos tensos para os homens da escuderia satélite da Yamaha.

“Edwards fez uma grande corrida, mas tive algum receio quando ele teve dificuldades em passar o Casey Stoner e outros pilotos começaram a se aproximar”, confessou Poncharal.

“Sabia que sem ninguém à frente ele não teria problemas, mesmo com o Dani Pedrosa atrás dele. A corrida podia ter sido ainda melhor, mas estou muito contente com o pódio”, declarou.

“Agora estamos empatados em pontos no mundial de construtores com a Ducati, o que é muito bom”, disse o homem forte da Tech 3.

Edwards é o quinto na classificação do Mundial de MotoGP, com 47 pontos, enquanto seu companheiro de equipe, James Toseland soma 33.

No mundial de construtores a Tech 3 Yamaha vem em terceiro lugar junto com a Ducati, com 80 pontos ganhos.

[Por: Moto.com.br]