Depois de acelerar a Honda Shadow 750 modelo 2009 fiquei na dúvida se estava realmente pilotando a nova versão da motocicleta custom equipada com injeção eletrônica de combustível.
Não fossem as pedaleiras plataformas, a dupla saída de escape e as cores inéditas, diria que a nova Shadow é exatamente igual ao modelo 2008. Isso porque, apesar da alimentação mais eficiente, o desempenho da Shadow 2009 é muito semelhante ao de sua antecessora.
De acordo com os números de desempenho declarados pela Honda, o motor de dois cilindros em “V”, comando simples no cabeçote (OHC), três válvulas por cilindro e refrigeração líquida da Shadow 2009 produz 45,5 cv a 5.500 rpm. Enquanto na versão anterior o bicilíndrico de exatos 745 cm³ oferecia 45,8 cv na mesma rotação.
Mas como uma moto com uma alimentação mais eficaz pode ser mais “fraca” que o antigo modelo com carburadores? A “culpa” dessa pequena diferença é da terceira fase do Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), que passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2009.
De acordo com o Promot, a partir desta data os veículos de duas rodas só poderão produzir 2.0 g de monóxido de carbono (CO) por quilômetro rodado. O meio ambiente agradece!
Para atender ao Programa, a Honda teve de instalar um catalisador maior e mais eficiente no escapamento da Shadow. Com isso, o desempenho da versão carburada ficaria muito prejudicado.
“Realmente, a injeção proporciona um melhor desempenho. Mas no caso da Shadow adotamos o sistema para compensar a perda que o catalisador proporcionaria”, explica Alfredo Guedes, engenheiro mecânico de formação que ocupa o cargo de Analista de Relações Públicas da Honda.
Outra mudança do novo sistema de gerenciamento do motor foi o torque máximo de 6,5 kgf.m, que agora chega nas 3.500 rpm — na anterior, o par máximo era atingido nas 3.000 rotações. Dado que não é uma boa notícia se tratando de uma custom com motor em “V”, que tem como uma das principais qualidades a “força” em baixas rotações.
Estilo clássico
Assim como a injeção não significou grandes mudanças no desempenho da Shadow 750, as novidades estéticas do modelo 2009 também foram discretas. A mais perceptível delas é a saída dupla de escape em substituição a única e, na minha opinião, exagerada ponteira do modelo anterior.
Outra boa mudança foram as opções de cores. A Honda apostou em três estilos diferentes: manteve a sóbria cor preta, mas agora com detalhes em laranja e um novo logotipo; um azul metálico que traz exatamente o mesmo grafismo em flames da cor prata 2008; e uma nova versão mais clássica na cor cinza metálico, com detalhes em preto e um emblema cromado. Apesar das novas cores, o estilo clássico dos pára-lamas, o painel sobre o tanque e a cara de custom “antiga” permaneceram neste modelo 2009.
Novidade que veio completar o conjunto estradeiro são as pedaleiras plataformas. Mais confortáveis e em harmonia com o restante da moto. Outro item que proporciona mais conforto é o novo guidão montado sobre coxins, que reduz as vibrações, e posicionado mais à frente e mais alto que no modelo 2008.
Finalizando as discretas mudanças estão as luzes de advertência na mesa de direção, já que o painel exatamente igual ganhou uma nova luz de “check-up” da injeção.
Resumindo, a Shadow 750 continua sendo uma boa opção de moto estradeira. Pois, além do seu estilo clássico, manteve as suas qualidades para longas viagens: boa ergonomia e muito conforto para o motociclista.
A melhor novidade de todas, curiosamente, é o preço que continua o mesmo, apesar das melhorias tecnológicas. À venda a partir de junho, a Shadow 750 2009 tem preço público sugerido de R$ 29.980,00, no Estado de São Paulo, sem óleo, frete e seguro. Preço sugerido pela Honda, mas raramente praticado por sua rede de concessionárias.
Ficha Técnica
Motor: OHC (Over Head Camshaft), 745 cm3, 4 tempos, com 2 cilindros em “V” e arrefecimento a líquido
Potência máxima: 45,5 cv a 5.500 rpm
Torque máximo: 6,5 kgf.m a 3.500 rpm
Diâmetro x curso: 79,0 x 76,0 mm
Alimentação: Injeção Eletrônica de combustível
Relação de compressão: 9,6 : 1
Sistema de ignição: Eletrônica
Bateria: 12V – 11,2 Ah
Farol: 60/55W (baixo/alto)
Sistema de partida: Elétrica
Capacidade do tanque: 14,4 litros
Óleo do motor: 3,2 litros
Transmissão: 5 velocidades
Transmissão final: Eixo cardã
Suspensão dianteira: Garfo telescópico (140 mm)
Suspensão traseira: Duploamortecida (90 mm)
Freio dianteiro: A disco, com 296 mm de diâmetros e cáliper de pistão duplo
Freio traseiro: A tambor, com 180 mm de diâmetro
Pneu dianteiro: 120/90 – 17 M/C 64S
Pneu traseiro: 160/80 – 15 M/C 74S
Altura do assento: 660 mm
Altura mínima do solo: 130 mm
Chassi: Berço duplo de aço
Dimensões (C X L X A): 2.503 x 920 x 1.125
Entre-eixos: 1.639 mm
Peso seco: 247 kg
Cores: Preta, Azul metálica e cinza metálica
Preço: R$ 29.980,00
[Por:Moto.com.br
30 May
Posted by admin as Motocross, Motos, OFF-ROAD, Outros, Yamaha
A Equipe Petrobras Lubrax acaba de ganhar um reforço para o 16º Rally Internacional dos Sertões. O piloto Tiago Fantozzi integrará o time, na disputa da categoria motos até 450 cilindradas ao lado de Rodolpho Mattheis. A efetivação foi assinada na manhã de segunda-feira (26), na sede da equipe em São José dos Campos (SP).
“Minha expectativa é a melhor possível, pois estava acostumado a correr sozinho e em times menores e, agora, tenho toda a estrutura de uma grande equipe, que me dará todo suporte que preciso” disse Fantozzi.
“Integrar um grupo que tem nomes como André e Jean Azevedo, ambos com experiência internacional em provas como o Dakar, também contribui bastante para a minha carreira”, enfatiza o piloto.
No Rally dos Sertões, Fantozzi foi campeão na geral das motos em 2001, segundo colocado em 2002 e 2004, e terceiro em 2003. Nos dois anos seguintes, não completou a prova por problemas mecânicos e também sofreu um acidente e, na edição passada, não participou. Em 2008, o piloto venceu o Rally RN 1500, maior competição off-road do Nordeste brasileiro.
Tiago Fantozzi atravessará os 4.474 quilômetros previstos de percurso a bordo da Yamaha WR450F, enquanto Rodolpho Mattheis competirá o Sertões com uma motocicleta Yamaha XT 660R.
[Por:Moto.com.br]
Os primeiros metros dos 4.735 quilômetros que fazem parte da 16ª edição do Rally Internacional dos Sertões serão percorridos em Goiânia (GO).
Com formato inédito, o Super Prime será realizado no dia 17 de junho, às 19h30, em um circuito fechado construído em frente ao Shopping Flamboyant.
Nesta pista de dois mil metros, as feras que disputam a etapa brasileira dos Campeonatos Mundiais de Rally Cross-Country para carros, caminhões, motos e quadriciclos irão se enfrentar em busca dos melhores tempos.
Os pilotos mais rápidos de cada categoria no Super Prime terão prioridade para escolher os seus lugares no grid de largada do dia seguinte, que marca o início das disputas pelo interior do país rumo a Natal (RN), ponto de chegada no dia 27 de junho – veja programação completa abaixo.
O Super Prime em Goiânia pode ser acompanhado de perto pelo público, já que a estrutura inclui arquibancadas com capacidade para cinco mil lugares. Cada ingresso deve ser trocado por dois quilos de alimentos não perecíveis a partir do dia 14 de junho, no quiosque do Rally dos Sertões localizado no piso térreo do Shopping Flamboyant.
Além de pilotos renomados em pegas de tirar o fôlego, o público irá presenciar um verdadeiro show de fogos e luzes com locução eletrizante das disputas, para que ninguém perca qualquer detalhe do Super Prime.
O Rally dos Sertões é um dos maiores eventos off-road do mundo e nesta temporada conta com 168 veículos inscritos: 93 motos, 57 carros, nove caminhões e nove quadriciclos. A prova bateu recorde de estrangeiros, com 38 competidores vindos de 14 países.
Além dos brasileiros, competidores do Chile, Portugal, Polônia, Bélgica, Argentina, Catar, Suécia, Estados Unidos, África do Sul, Alemanha, Espanha, França, Uruguai e Austrália irão passar pelas trilhas do Sertões.
[Por:Moto.com.br]
Mattia Pasini provou ser o piloto das 250cc mais a vontade com a molhada pista de Mugello, assinando a pole provisória nos últimos segundos da primeira sessão de qualificação na Itália.
O piloto da Polaris World trouxe algum sol aos fãs locais neste dia cinzento, sendo o único italiano a liderar uma sessão de treinos nesta tarde de sexta-feira.
A volta de 2min05s711, a última das 18 que efetuou, foi o suficiente para travar o ataque tardio de Marco Simoncelli, da Metis Gilera, com o italiano encontrando segundos valiosos nos treinos na Itália.
A primeira fila provisória inclui ainda Hector Barberá, da Aprilia, enquanto Hiroshi Aoyama, da KTM, evitou que os quatro primeiros fossem compostos apenas por motos Aprilia ao assinar um tempo a mais de dois segundos de diferença de Pasini.
Álvaro Bautista foi apanhado pelo traiçoeiro asfalto de Mugello depois de assinar o quinto registo do dia. Manuel Poggiali foi o sexto, seguido do líder do campeonato, Mika Kallio, e com Thomas Lüthi fechando a segunda fila provisória.
Confira os dez primeiros desta sexta-feira:
1) Mattia Pasini (ITA/Polaris), 2min05s711
2) Marco Simoncelli (ITA/Metis Gilera), a 0s927
3) Hectoe Barberá (ESP/Aprilia), a 0s996
4) Hiroshi Aoyama (JAP/KTM), a 2s127
5) Alvaro Bautista (ESP/Aspar), a 2s165
6) Manuel Poggiali (RSM/Campetella), a 2s200
7) Mika Kallio (FIN/KTM), a 2s218
8 ) Thomas. Luthi (SUI/Emmi), a 2s751
9) Karel Abraham (TCH/Cardion), a 2s810
10) Imre Toth (HUN/Aprilia), a 3s578
[Por:Moto.Com.br]
30 May
Posted by admin as Ducati, Honda, Kawasaki, Moto GP, Motos, Outros, Super Motos, Suzuki, Yamaha
John Hopkins, da Kawasaki, foi o piloto mais rápido na primeira sessão de treinos da MotoGP, que teve a pista bastante molhada devido à chuva que caiu ao início do dia.
O tempo de 1min54s053 do americano surgiu no final da sessão, deixando o piloto da casa Loris Capirossi na segunda posição do primeiro treino livre dessa sexta-feira em Mugello, na Itália.
Capirossi, que se estréia em casa como piloto da Suzuki, ficou quase um segundo de Hopkins, mas com mais meio segundo de margem para o segundo piloto da Kawasaki, Anthony West.
As condições foram vistas como menos favoráveis por alguns pilotos, mas acabaram sendo muito bem recebidas por West, que tem tido muitas dificuldades no seco com a Ninja ZX-RR nesta temporada.
Alex de Angelis se recuperou de uma queda no início para terminar com o quarto tempo com a Honda Gresini. O seu companheiro de equipe Shinya Nakano e Andrea Dovizioso, do JiR Team Scot, completaram a representação satélite da Honda nos seis primeiros.
Chris Vermeulen, da Suzuki, foi sétimo, à frente dos candidatos ao título Daniel Pedrosa, Casey Stoner. Valentino Rossi, que corre em casa e que nunca perdeu em Mugello com a moto 4 tempos, ficou na décima posição.
Outro piloto que corre em casa é Marco Melandri, que saiu duas vezes da pista e não conseguiu fazer mais que o 15° tempo nesta sexta-feira.
Classificação do treino de sexta-feira:
1) John Hopkins (USA/Kawasaki/B), 1min54s053
2) Loris Capirossi (ITA/Rizla Suzuki/B), 1min54s520
3) Anthony West (AUS/Kawasaki/B), 1min55s021
4) Alex de Angelis (RSM/Honda Gresini/B), 1min55s141
5) Shinya Nakano (JPN/Honda Gresini/B), 1min55s528
6) Andrea Dovizioso (ITA/JiR Team Scot/M), 1min55s718
7) Chris Vermeulen (AUS/Rizla Suzuki/B), 1min55s774
8 ) Dani Pedrosa (SPA/Repsol Honda/M), 1min55s805
9) Casey Stoner (AUS/Ducati/B), 1min58s618
10) Valentino Rossi (ITA/Fiat Yamaha/B), 1min58s672
11) Randy de Puniet (FRA/LCR Honda/M), 1min59s240
12) Nicky Hayden (USA/Repsol Honda/M), 1min59s436
13) James Toseland (GBR/Tech 3 Yamaha/M), 1min59s899
14) Jorge Lorenzo (SPA/Fiat Yamaha/M), 2min0s004
15) Marco Melandri (ITA/Ducati/B), 2min0s162
16) Sylvain Guintoli (FRA/Alice Team/B), 2min1s718
17) Tady Okada (JPN/Repsol Honda/M), 2min2s810
18) Toni Elias (SPA/Alice Team/B), 2min3s305
19) Colin Edwards (USA/Tech 3 Yamaha/M), 2min3s774
Legenda
B = Bridgestone / M = Michelin
[Por:Moto.com.br]