Moto BMW F800 GS

Moto BMW F800 GS

Moto BMW F650 GS

Moto BMW G450 X

Rolf Epp

Gerente da divisão de motocicletas da BMW do Brasil

No cargo de gerente da divisão de motocicletas da BMW Brasil desde 15 de janeiro, o uruguaio com nacionalidade alemã Rolf Epp veio da subsidiária da empresa na Argentina, onde acumulava também o cargo de gerente de comunicação.

Apesar do pouco tempo frente à marca no país, Epp se esforça para falar com desenvoltura o português e está antenado em vários assuntos relacionados ao Brasil como, por exemplo, economia, agro-indústria e ecologia.

Nesta entrevista exclusiva, o jovem executivo da BMW, que ingressou no grupo em março de 1997, fala dos desafios que a marca alemã tem pela frente, as diferenças entre os mercados brasileiro e argentino e, principalmente, os novos modelos que desembarcarão no Brasil. Além, é claro, de comemorar o recorde histórico de vendas em um único mês: 133 motos BMW em abril.

Qual a principal diferença entre o mercado brasileiro e argentino?

Rolf Epp: Primeiro, o mercado brasileiro é bem maior que o argentino. No Brasil temos uma indústria de duas rodas já consolidada, que produz em alta escala. Além disso, o motociclista brasileiro tem maior consciência em relação ao uso de equipamentos de segurança, principalmente o capacete.

E no segmento de motos Premium?

RE: Neste segmento de motos com mais de 500cc, o Brasil também tem maior volume de vendas. Só para se ter uma idéia, em 2008 foram comercializadas mais de 30 mil motos acima das 500cc. Porém, o maior crescimento foi nas motos acima de 900cc.

Por que na Argentina o preço em dólar da moto BMW é menor se comparado ao Brasil?

RE: O grande culpado da diferença de preços entre os modelos vendidos no Brasil e Argentina é a carga tributária brasileira. Mas há outros fatores como, por exemplo, os brasileiros preferem modelos mais equipados. A economia da Argentina sempre funcionou em dólar. Já no Brasil temos que atrelar o preço das motos em Euro. Porém, hoje o real, o dólar e o euro estão estáveis, facilitando as linhas de crédito.

Qual o balanço do início do seu trabalho frente a BMW Motorrad Brasil?

RE: Os resultados são muito positivos. Nos quatro primeiros meses do ano foram entregues 334 motos, o que representou um crescimento de 49,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. Somente no mês de abril, registramos um aumento de 155,7% na venda de motocicletas em comparação ao mesmo mês de 2007. Entregamos 133 unidades de motos BMW. Este expressivo número, que representa recorde histórico nas vendas mensais de motocicletas BMW no País. Neste ritmo queremos fechar o ano com mais de mil unidades vendidas.

Qual é o “carro-chefe” no Brasil e qual o seu desempenho em vendas?

RE: Sem dúvida, a R 1200 GS é um sucesso de vendas em todo o mundo assim como no Brasil. Até a terceira semana de maio foram entregues 249 unidades do modelo on/off-road. Este número representa 60% das vendas da BMW Motorrad no Brasil.

Comparando o bom desempenho dos concorrentes do segmento Premium, quais os principais desafios das BMW para crescer ainda mais no país?

RE: Ampliar a participação da BMW no mercado, com a entrada de modelos em novos segmentos como, por exemplo, abaixo de 900cc. Assim atrairemos clientes novos ao mundo BMW. Hoje, o mercado e os motociclistas estão cada dia mais exigentes e adaptados às novas tendências de mercado. Assim, temos que seguir oferecendo produtos com a mais alta tecnologia e capacitar cada vez mais a rede de concessionárias, principalmente o pós-venda.

Qual é o grande diferencial da BMW frente à concorrência?

RE: Com certeza é a tecnologia embarcada. Nossos modelos oferecem o que há de mais moderno no mundo das duas rodas: sistema de freios ABS, ESA (ajuste eletrônico da suspensão) e o ASC (controle de tração). Além disso, a imagem da BMW está ligada diretamente à segurança, qualidade e confiabilidade.

O mercado de motocicletas premium está em expansão. O senhor não acha que há poucas concessionárias da marca no país?

RE: Atualmente temos oito concessionárias. Buscamos um crescimento sustentável. Se o mercado de motos premium continuar aquecido, existe a possibilidade de novas concessionárias. Porém, temos que investir constantemente na infra-estrutura de nossa rede, modernizando as lojas e capacitando os mecânicos.

Quais são os próximos lançamentos da BMW?

RE: No segundo semestre, a BMW apresentará a F 650 GS e a F 800 GS. No melhor estilho on/off-road, as duas motos estão equipadas com o mesmo motor, ou seja, um bicilíndrico em linha com 798 cm³. A diferença se dará pelo design, porte e potência. A F 800 GS custará entre R$ 55.000,00 e R$ 60.000,00. Já a F 650 GS será um pouco mais barata, entre R$ 45.000,00 e R$ 50.000,00. Para o final do ano, lançaremos também a G 450 X, uma moto específica para o off-road.

Quais as principais atividades programadas pela BMW Motorrad durante o ano?

RE: Temos o BMW Rider Training, curso de pilotagem dividido em on e off-road, que é aberto a qualquer motociclista. O objetivo é aumentar a segurança na pilotagem, seja no asfalto ou em estradas de terra. Além disso, organizamos o Driving Experience Road Show, evento itinerante no qual os proprietários de BMW podem testar todos os modelos da linha.

Por:Moto.Com.BR]

O Grande Prêmio da Catalunha, na Espanha, completa este ano 17 anos de história. O circo da motovelocidade desembarca no circuito de Montmeló para mais uma emocionante prova. Veja um breve histórico dessa corrida que desde 1992 faz parte do calendário da MotoGP.

1992 – A primeira corrida de 500cc na Catalunha teve representantes de três marcas diferentes no pódio, com Wayne Rainey, aos comandos de uma Yamaha, Mick Doohan, com uma Honda, e Doug Chandler, com uma Suzuki. O pódio das 250cc foi composto por italianos: Luca Cadalora em primeiro, Loris Capirossi em segundo e Max Biaggi, com 20 anos, em terceiro depois de largar da pole pela primeira vez na carreira.

1993 – Pelo segundo ano consecutivo o pódio das 500cc contou com três marcas diferentes; os dois primeiros foram os mesmos de 1992, mas desta feita com Kevin Schwantz terminando em terceiro com uma Suzuki. Max Biaggi venceu as 250cc, a sua única vitória do ano com uma Honda preparada por Erv Kanemoto.

1994 – Terceira vitória consecutiva da Yamaha nas 500cc, mas agora com Luca Cadalora, enquanto Doohan foi segundo pelo terceiro ano seguido. Biaggi voltou a ganhar nas 250cc, partilhando o pódio com os compatriotas Loris Capirossi e Doriano Romboni.

1995 – Alex Criville venceu nas 500cc, tornando-se no primeiro espanhol a vencer um Grande Prémio na Catalunha. Biaggi ganhou as 250cc pelo terceiro ano consecutivo.

1996 – Pela segunda vez consecutiva um espanhol ganhou as 500cc, desta vez foi Carlos Checa que anotou a primeira vitória da carreira e com Mick Doohan terminando em segundo pela quarta vez no circuito. Esta foi a 100ª vitória da Honda nas 500cc e também o maior domínio por parte da marca na história da categoria rainha com os oito primeiros classificados pilotando motos Honda. Biaggi voltou a ganhar nas 250cc com uma Aprilia.

1997 – Doohan conseguiu sua primeira vitória no circuito da Catalunha depois de longa batalha com os heróis locais Checa e Crivillé. Ralph Waldman bateu o Sr. de Montmeló nas 250cc, Biaggi, depois de ter saído de pista nos momentos iniciais da corrida. Valentino Rossi anotou a primeira vitória da Aprilia nas 125cc na Catalunha a caminho do seu primeiro título mundial.

1998 – Doohan acabou ganhando mesmo depois de cruzar a linha de chegada atrás de Biaggi, que foi posteriormente desclassificado por ignorar uma penalização de passagem pelos boxes e consequentemente levou bandeira preta por ter ultrapassado sob bandeiras amarelas na segunda volta. Valentino Rossi venceu nas 250cc à frente dos companheiros de equipe da Aprilia Tetsuya Harada e Capirossi.

1999 – Crivillé repetiu a vitória de 1995 depois de longa batalha durante a corrida com o companheiro de equipe Tady Okada, triunfando por 0,061s, e com o piloto oficial da Honda Sete Gibernau completando o pódio naquela que foi a sua segunda corrida com a V4 da Honda. Rossi repetiu a vitória nas 250cc a caminho do título.

2000 – Kenny Roberts deu à Suzuki a primeira vitória no circuito da Catalunha numa corrida disputada sob chuva. Já Olivier Jacque deu à Yamaha a única vitória nas 250cc no circuito espanhol.

2001 – Rossi venceu a corrida das 500cc perante seu maior rival, Biaggi. Com esta vitória Rossi tornou-se no primeiro piloto a vencer na Catalunha em todas as classes.

2002 – Rossi ganhou a primeira corrida de MotoGP disputada na Catalunha, batendo o companheiro de equipa Tohru Ukawa.

2003 – Uma vitória histórica por parte de Capirossi, que deu o primeiro triunfo da história da Ducati na categoria rainha e a primeira em qualquer classe desde que Mike Hailwood ganhou o GP da Irlanda de 125cc de 1959. Dani Pedrosa tornou-se no primeiro espanhol a vencer o GP nas 125cc no circuito de Montmeló.

2004 – Rossi deu à Yamaha a primeira vitória na categoria principal das motos na Catalunha desde Cadalora, em 1994. Marco Melandri foi terceiro, o seu primeiro pódio numa máquina de MotoGP.

2005 – Rossi ganhou pela quarta vez na MotoGP, batendo o herói local Gibernau. As 250cc assistiram ao primeiro pódio da história composto totalmente por adolescentes: Pedrosa, Casey Stoner e Andrea Dovizioso. A vitória de Pedrosa foi a primeira nas 250cc, na Catalunha, por parte de um espanhol.

2006 – Outra vitória de Rossi numa corrida que foi reiniciada depois de um violento acidente com vários pilotos na primeira curva e que deixou Capirossi, Gibernau e Melandri de fora.

2007 – Casey Stoner, com sua Ducati, parecia estar imbatível neste ano e, na Catalunha, não foi diferente, chegando na frente de Valentino Rossi e Daniel Pedrosa.

[Por:Moto.Com.Br]