Há 50 anos, a Honda lançava a Super Cub, a avó de nossa Biz 125. A sigla Cub significa Cheap Urban Bike, uma moto urbana e barata, e resume bem a proposta desse tipo de motocicleta. Com câmbio rotativo e embreagem centrífuga semi-automática, a receita se tornou um sucesso que gera frutos até hoje. Um exemplo é a MVK Fox 110.

A motoneta de origem chinesa não foge a receita cinqüentenária: além da facilidade de pilotagem em função da ausência de embreagem manual, tem chassi monobloco, suspensões convencionais — garfo telescópico na dianteira e sistema bichoque na traseira —, além de contar com porta objeto sob o banco e uma grade para pequenas cargas entre as pernas do piloto.

A MVK Fox 110 ainda segue outra receita que tem feito o sucesso das motos chinesas no Brasil: muitos itens opcionais inclusos, com um preço abaixo da concorrência japonesa.

A única versão disponível já sai de fábrica com freio a disco na dianteira, rodas de liga-leve e partida elétrica. Seu preço público sugerido (sem frete) é de R$ 4.680.

Vale dizer que qualquer consumidor que opte pela Fox deve reservar uma quantia a mais para comprar pneus melhores que os chineses que equipam o modelo. Até mesmo o dianteiro derrapa em uma frenagem mais brusca.

Economia

Outro grande alicerce responsável pelo sucesso das Cub em todo o mundo, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, é a economia de combustível.

O motor, em geral posicionado de forma horizontal, é um simples monocilíndrico de 110 cm³ de capacidade e comando simples no cabeçote. A MVK divulga que pode se rodar 46 km com um litro de gasolina! Ou seja, com o pequeno tanque para 3,5 litros é possível percorrer cerca de 160 km.

Como o teste foi feito em pista fechada, não pudemos confirmar esses números. Porém, analisando-se seu desempenho e a comparando com as concorrentes, a média é realista desde que se rode a uma velocidade média de 60 km/h.

Aliás, o (baixo) desempenho costuma ser outro ponto fraco das chinesas e com a Fox 110 isso também acontece. A potência declarada pelo fabricante é de 8,2 cv a 8.000 rpm. Quase um cavalo a menos que a Honda Biz 125. Porém, na prática, parece que o motor de 110cc da Fox é ainda mais fraco. O velocímetro, apesar de ter escala até os 160 km/h, dificilmente supera os 80 km/h. O torque não é declarado pela MVK, mas certamente não chega a 1 kgf.m.
Mesmo insatisfatório o desempenho não chega a ser um defeito, pois acaba se revertendo no baixo consumo de gasolina. Mas caso você deseje fazer curtas viagens, vai precisar de paciência.

Ciclística e acabamento

Assim como no motor, a ciclística não traz nada de novo: apenas reproduz o que é feito há 50 anos em toda Cub. O quadro monobloco tem garfo telescópico na dianteira e sistema bichoque na traseira, com ajuste na pré-carga da mola. Acertada para o uso urbano, é macia demais e sofre nas imperfeições do piso.

O freio a disco na dianteira é um pouco “borrachudo”, isto é, demora um pouco para entrar em funcionamento. Mas em conjunto com o tambor traseiro consegue parar com segurança os 90 kg (a seco) da Fox 110. Na verdade, o que mais atrapalha são os pneus chineses, fabricados em um composto duro demais, que retarda as frenagens.

Já no quesito acabamento a MVK surpreende positivamente. Os plásticos são bem encaixados e a pintura tem bom acabamento. Uma crítica freqüente dos motociclistas que adquiriram uma MVK é a qualidade dos cromados, o que não chega a preocupar na Fox 110, já que apenas a capa protetora do escape tem acabamento cromado neste modelo.

Uma sacada da MVK foi o lançamento da Fox Rosa, estilizada com um grafismo que se encaixa no conceito de pink marketing, o mercado cor-de-rosa, desenvolvido especialmente para o público feminino. O preço da versão “feminina” é o mesmo.

Ficha Técnica
Motor: monocilíndrico, duas válvulas por cilindro, OHC, comando simples, e refrigeração a ar.
Capacidade: 110cm³
Potência: 8,2 cv (a 8.000 rpm)
Alimentação: Carburador
Transmissão: 4 marchas
Embreagem: Centrífuga, automática, multidiscos banhados a óleo.
Chassi: Monobloco
Suspensão dianteira: Garfo telescópico
Suspensão traseira: Balança oscilante com duplo amortecimento
Freio dianteiro: Disco simples ventilado
Freio traseiro: Tambor
Roda dianteira: liga-leve, aro 17”, com pneu 60/100
Roda traseira: liga-leve, aro 14”, com pneu 80/100
Comprimento: 1.900 mm
Largura: 800 mm
Altura total: 1.020 mm
Altura do assento: 780 mm
Entre-eixos: 1.300 mm
Tanque de combustível: 3,5 litros
Peso a seco: 90 kg
Cores: Amarela, prata, preta, rosa e vermelha
Preço: R$ 4.680,00 (sem frete e seguro)

Fotos: Gustavo Epifanio.

Fonte:
Agência Infomoto

O dia 2 de novembro passa a fazer parte das datas de maior importância para a história do motociclismo brasileiro. Neste domingo de Finados, Eric Granado sagrou-se o novo campeão do Cuna de Campeones Bancaja, acirrado torneio mirim de motovelocidade da Espanha.

A conquista inédita na carreira do jovem piloto de 12 anos foi alcançada da melhor maneira possível: com vitória no circuito de Valência, único resultado que interessava ao brazuca e a seu adversário na briga pelo título da categoria MiniGP XL 80, o espanhol Agustí Levy.

Segundo colocado no grid, Granado assumiu a liderança na segunda volta da corrida, mas logo em seguida foi superado pelo rival Levy, que se manteve na ponta até a quinta passagem, fazendo inclusive a melhor volta da prova neste período.

A forte pressão de Eric, no entanto, contribuiu para um erro crucial do espanhol, que perdeu o controle da moto e caiu na sexta volta. Dali em diante, o brasileiro percorreu as três voltas finais mais longas de sua vida, uma vida dedicada ao sonho de chegar um dia a MotoGP. Um degrau rumo ao objetivo foi concretizado ontem com todos os méritos.

Levy ainda conseguiu retornar à disputa depois da queda, finalizando a etapa na oitava colocação. Granado, o campeão, recebeu a bandeirada com 5s686 de vantagem para a segunda colocada, a espanhola María Herrera. Manuel Garcia completou o pódio em terceiro. Lucas Barros, filho do ex-piloto de MotoGP Alexandre Barros, chegou em sétimo.

Com o resultado de Valência, Eric carimbou a faixa do título com 128 pontos, oriundos de duas vitórias, dois segundos e dois terceiros lugares em sete etapas, além de três pole positions.

Pelo título, o pequeno brazuca ganhou uma “bolsa de estudos” para disputar a categoria Pré-GP, destinada a motos de 125 cilindradas, em 2009. Prêmio que também foi concedido a Levy e a Garcia, segundo e terceiro colocados na classificação final.

Trajetória de campeão

Considerado por muitos especialistas como forte candidato a próximo representante brasileiro na MotoGP, Eric Granado iniciou bem cedo a sua trajetória no esporte a motor sobre duas rodas. Com quatro anos, completou os primeiros metros a bordo de uma motinha alugada.

Com cinco anos e meio, ganhou a primeira moto e com seis começou a correr no campeonato paulista, sendo campeão no ano de estréia. Em 2005 e 2006, Eric obteve o quarto lugar na classificação do Brasileiro de Motovelocidade, disputando apenas quatro das oito corridas realizadas.

A primeira experiência internacional veio em 2004 no Mundial de MiniGP, em Almería, na Espanha. No ano seguinte, voltou a andar no Mundial, só que em Valência. Em 2006, fez sua estréia no Cuna de Campeones, chegando em sétimo entre 25 competidores, além de ter novamente corrido no Mundial.

No ano passado, Eric festejou a primeira vitória no certame espanhol, justamente em Valência, onde neste fim de semana conquistou seu primeiro título fora de “casa”. Em 2007, ainda celebrou o degrau mais alto do pódio no Mundialito, mostrando a todos que seria um forte concorrente ao título de 2008. Algo que se confirmou ontem.

Confira o resultado da etapa de Valência:
1) Eric Granado (BRA), 8 voltas em 16min37s313
2) María Herrera (ESP), a 5s686
3) Manuel Garcia (ESP), a 13s181
4) Oscar Calvo (ESP), a 19s434
5) Rubén Fenoll (ESP), a 32s448
6) Darío Cabrero (ESP), a 42s668
7) Lucas Barros (BRA), a 1min17s492
8 ) Agustí Levy (ESP), a 1min44s391

Classificação final do Cuna de Campeones:
1) Eric Granado, 128 pontos
2) Agustí Levy, 110
4) Manuel Garcia, 90
5) Oscar Calvo, 81
7) María Herrera, 80
3) Jorge Martinez, 79
6) Rubén Fenoll, 73
8 ) Darío Cabrero, 70
9) Angel Garcia, 57
10) Francisca Ruiz, 35
13) Lucas Barros, 35
11) Sergi Marti, 34
12) Francisco Guebara, 32

[Por:Moto.com.br]

O público catarinense assistiu neste fim de semana a duas provas bastante acaloradas do Campeonato Brasileiro de Supercross. A categoria realizou em Joinville a terceira etapa da temporada 2008, evento que empolgou mais de seis mil pessoas na noite de sábado.

Na categoria SX2, Jean Ramos venceu de ponta a ponta e assumiu a liderança isolada com dois pontos de vantagem para Swian Zanoni. Na SX1, a segunda vitória de Jorge Balbi foi conquistada com 0s214 de vantagem para Leandro Silva.

“O Leandro comemorou, o público ficou na dúvida, mas eu tinha certeza da vitória, pois sabia que o sensor que marca o tempo estava antes do salto e decidi pegar a parte interna da pista e cruzar a linha sem saltar”, disse Balbi.

“Desta vez ganhei, mas já perdi corrida com essa diferença”, acrescentou o mineiro, que reassumiu a liderança da SX1, agora, com quatro pontos de vantagem para Silva, dois deles obtidos como bônus por ser o mais rápido nos treinos classificatórios e pelo holeshot (completar a primeira curva da prova na frente).

Segundo colocado, Leandro disse que foi atrapalhado por retardatários quando estava na liderança da corrida. “O Jorginho está andando bem e na última volta arrisquei bastante e achei que tinha vencido. No final, o segundo lugar foi bom devido às difíceis condições da pista”, afirmou o piloto numa referência às valas formadas na terra bastante molhada devido às chuvas em Joinville.

Na SX2, Jean Ramos conseguiu quebrar a hegemonia de Swian Zanoni, vencedor das duas provas iniciais da temporada. No entanto, o que ajudou a garantiu sua liderança isolada foi o ponto extra conquistado com o holeshot.

“O Swian levou azar na largada e isso foi fundamental para eu sair na ponta. Foi muito bom vencer e assumir a primeira posição na classificação geral. Preciso me preparar mais ainda mentalmente para conquistar esse título nas duas provas que faltam”, destacou Ramos.

Swian, que terminou na quarta posição, promete muita disputa para retomar a liderança nas etapas marcadas para 22 de novembro, no Rio Grande do Sul, e 13 de dezembro, em São Paulo, no encerramento da temporada.

“Agora tenho de pensar muito na corrida seguinte e ver se não cometo mais erros como nesta, quando novamente caí e tive de fazer uma prova de recuperação”, declarou.

Confira os cinco primeiros de Joinville:

SX1
1) Jorge Balbi (Honda), 16min42s204
2) Leandro Silva (Honda), a 0s214
3) Wellington Garcia (Honda), a 1 volta
4) Pipo Castro (Yamaha), a 1 volta
5) João Marronzinho Paulino (Pro Tork), a 1 volta

SX2
1) Jean Ramos (Honda), 16min16s090
2) Rafael Zenni (Suzuki), a 12s
3) Lucas Moraes (Yamaha), a 19s
4) Swian Zanoni (KTM), a 35s
5) Eduardo Lima (Honda), a 41s

Classificação:

SX1
1) Jorge Balbi, 70 pontos
2) Leandro Silva, 66
3) João Marronzinho, 48
4) Pipo Castro, 37
5) Kurtt Rocha, 31

SX2
1) Jean Ramos, 67 pontos
2) Swian Zanoni, 65
3) Rafael Zenni, 42
4) Rodrigo Selhorst, 36
5) Eduardo Lima, 29

[Por:Moto.com.br]

Com duas vitórias na rodada de encerramento da temporada 2008 do Mundial de Superbike, Troy Bayliss colocou um ponto final, neste domingo, em sua vitoriosa carreira no motociclismo.

O australiano da Ducati se despediu das pistas com duas atuações dominantes no circuito português de Portimão. Na primeira corrida, recebeu a bandeirada com pouco mais de dois segundos de vantagem para o espanhol Carlos Checa. No páreo seguinte, quem mais se aproximou do veterano foi Michel Fabrizio.

“Este foi um final perfeito para a minha carreira. Pole position e duas vitórias, algo realmente fantástico”, celebrou Bayliss, detentor de três títulos na categoria para motos superesportivas de rua.

Xará do campeão, Troy Corser conquistou o vice-campeonato do torneio, com uma expressiva desvantagem de 118 pontos em relação ao compatriota. Noriyuki Haga, escalado pela Ducati para ser o substituto de Bayliss em 2009, foi o terceiro colocado na tabela de classificação.

De acordo com o calendário provisório, a próxima temporada do Mundial de Superbike terá início no dia 1º de março, em Phillip Island, na Austrália.

Confira os resultados de Portimão:

Corrida 1
1) Troy Bayliss (AUS/Ducati)
2) Carlos Checa (ESP/Honda), a 2s207
3) Troy Corser (AUS/Yamaha), a 6s972
4) Jonathan Rea (ING/Honda), a 15s228
5) Fonsi Nieto (ESP/Suzuki), a 16s126
6) Gregorio Lavilla (ESP/Honda), a 18s152
7) Leon Haslam (ING/Honda), a 18s939
8 ) Ryuichi Kiyonari (JAP/Honda), a 20s942
9) Ruben Xaus (ESP/Ducati), a 32s018
10) Regis Laconi (FRA/Kawasaki), a 32s871

Corrida 2
1) Troy Bayliss (AUS/Ducati)
2) Michel Fabrizio (ITA/Ducati), a 3s638
3) Leon Haslam (ING/Honda), a 4s356
4) Max Neukirchner (ALE/Suzuki), a 4s983
5) Fonsi Nieto (ESP/Suzuki), a 6s775
6) Troy Corser (AUS/Yamaha), a 7s403
7) Carlos Checa (ESP/Honda), a 7s578
8 ) Gregorio Lavilla (ESP/Honda), a 16s113
9) Cal Crutchlow (ING/Honda), a 16s284
10) Regis Laconi (FRA/Kawasaki), a 16s446

Classificação final:
1) Troy Bayliss, 460 pontos
2) Troy Corser, 342
3) Noriyuki Haga, 327
4) Carlos Checa, 313
5) Max Neukirchner, 311
6) Fonsi Nieto, 256
7) Max Biaggi, 238
8 ) Michel Fabrizio, 223
9) Ryuichi Kiyonari, 206
10) Ruben Xaus, 178

[Por:Moto.com.br]

Gisele Flores, colunista do Moto.com.br, conquistou neste fim de semana o sexto lugar na classificação final da categoria 250cc do Campeonato Gaúcho de Motovelocidade.

Dentre 13 competidores que participaram das provas ao longo da temporada 2008, a gaúcha era a única mulher efetivamente em disputa, além de estreante.

A piloto já havia conquistado o quarto lugar na 1ª Copa Gaúcha de Supermoto de 2008, sendo a única mulher dentre 12 competidores, e poderia ter terminado em quinto nas 250cc se não fosse a má administração dos dirigentes da Federação Gaúcha de Motociclismo, pois na penúltima etapa aplicaram uma regra que nunca tinha sido utilizada até então, em nenhuma categoria, com o único propósito de prejudicá-la.

“Lutei contra muitos preconceitos, inveja e ciúmes em todas as etapas nas quais participei. Além da desvantagem que levei por correr somente com homens, tive que superar enorme desgaste emocional e tensão causados por fatos de fora das pistas”, desabafou Gisele.

Na etapa decisiva, assim como já havia acontecido na Copa de Supermoto, Gisele sofreu uma forte queda na primeira bateria, mas conseguiu consertar a moto para a corrida seguinte.

“Corro não somente por mim, mas para incentivar mais mulheres a participarem deste esporte comigo. Mesmo machucada e abalada emocionalmente pela maneira que fui tratada, resolvi seguir em frente e voltar para a corrida para mostrar o valor que uma mulher pode ter”, declarou em prantos.

“Estou muito feliz com o resultado que alcancei e agradeço ao meu marido, Jaime Nazário, que sempre me apoiou em todas as corridas, aos meus preparadores da Stilus Motos, que deixaram minha moto, a Borboleta, em boas condições, e a todos os meus demais patrocinadores. Ano que vem voltarei, pois não desisto fácil. Vou treinar mais e alcançarei resultados ainda melhores”, completou Gisele.

[Por:Moto.com.br]