A Benelli TRE 1130K, uma funbike de 123 cv de potência máxima e design ousado, traz, como diferencial, itens exclusivos só encontrados em motos de competição: freios Brembo, garfo Marzocchi e amortecedor Extreme Tech. Apesar da origem italiana, hoje o controle acionário do fabricante está a cargo de um grupo chinês. Importada oficialmente pelo Grupo Izzo , a TRE K enfrentará uma artilharia pesada formada por BMW R 1200 GS, Honda XL 1000V Varadero, Suzuki DL 1000 V-Strom, Ducati Multistrada, Buell Ulysses e Triumph Tiger 1050. Aliás, Benelli TRE K e a Tiger tem muita coisa em comum, principalmente o comportamento do motor, ambos de três cilindros em linha, de mais de 1000 cm³. O preço sugerido deste modelo premium é de R$ 57.900,00.
Uma característica do motor de três cilindros em linha é sua força em baixas e médias rotações, como nos propulsores de dois cilindros em “V”, aliada à elasticidade dos motores de quatro cilindros em linha. Na prática, pilotar a Benelli TRE 1130K é uma tarefa bastante fácil, divertida, por isso funbike. Quando se gira o acelerador e o piloto passa as marchas, a transferência de potência é feita de forma bastante gradativa, sem sustos.
O que impressiona neste propulsor de 1131 cm³ de capacidade cúbica é seu torque máximo – 11,4 Kgf.m a apenas 5.000 rpm. Por esta característica a moto se torna bastante versátil, já que trabalha com uma grande faixa útil do motor. Outro fator que ajuda no desempenho da moto Benelli é o câmbio de seis velocidades – macio e bem escalonado. Ou seja, a parte motriz foi dimensionada para dosar de forma bastante equilibrada o duo formado por torque e potência.
Ciclística
Em uma pista de teste fica difícil avaliar como será o comportamento desta moto na estrada, seu habitat natural. Porém a TRE K contorna bem curvas, além de oferecer bom nível de conforto e ergonomia para o piloto. Esta funbike oferece um conjunto de suspensão e freios da mais alta qualidade, usado em motos de competição, porém bastante compatível com a proposta estradeira.
Na dianteira, garfo telescópico invertido (upside-down) da grife Marzocchi com tubos de 55 mm, 190 mm de curso, e freios dignos das superesportivas – disco duplo de 320 mm de diâmetro, “mordidos” por pinça de quatro pistões. Na traseira, suspensão monoamortecida da marca Extreme Tech e disco simples de dois pistões. Detalhe: os freios são da italiana Brembo, garantia de eficiência e respostas rápidas. Para ajudar no trabalho de absorver impactos e parar a moto, o modelo está calçado com pneus Dunlop Sportmax.
Design e concorrência
O desenho da Benelli TRE 1130K é o que chamamos “ame ou odeie”. Um mix entre história em quadrinhos e filmes de ficção. Se você tiver bastante imaginação, a parte dianteira – carenagem e pára-brisa – até lembra um gafanhoto. Porém radicalizar no visual é uma característica da marca italiana.
O tanque, com capacidade para 22 litros, também tem linhas arrojadas que oferecem encaixe para as pernas do piloto e boa autonomia. Mas o que chama mesmo a atenção são o chassi e a balança traseira, ambos construídos em aço de seção tubular.
Na traseira, a lanterna foi dividida em duas partes instaladas praticamente nas laterais do escapamento, que fica sob o assento. Já os piscas foram colocados no suporte da placa, sob o escape.
FICHA TÉCNICA:
Motor: 3 cilindros em linha, DOHC, quatro tempos, refrigeração líquida
Capacidade: 1.131 cm³
Diâmetro x curso: 88 mm x 62 mm
Taxa de compressão: 11,6:1
Potência máxima: 123 cv a 9.000 rpm
Torque máximo: 11,4 kgf.m a 5.000 rpm
Câmbio: 6 marchas
Quadro: Treliça em aço com sub-quadro em liga de alumínio
Transmissão final: por corrente
Alimentação: injeção eletrônica
Suspensão dianteira: garfo telescópico invertido (upside-down), com bengalas de 55 mm
Suspensão traseira: balança em treliça monoamortecida com regulagem de retorno e pré-carga da mola
Freio dianteiro: disco duplo flutuante de 320 mm de diâmetro com pinças de 4 pistões
Freio traseiro: disco simples de 240 mm de diâmetro com pinça de dois pistões
Pneu dianteiro: Dunlop Sportmax 120/70-ZR17
Pneu traseiro: Dunlop Sportmax 180/55-ZR17
Comprimento: 2183 mm
Largura: 850 mm
Altura: 1320 mm
Altura do assento: 840 mm
Distância entre eixos: 1.515 mm
Tanque de combustível: 22 litros
Peso: 215 kg
Preço: R$: 57.900,00
Fotos: Caio Mattos
Aldo Tizzani
[Por:Agência Infomoto]
Na década de 50 os cafés à beira da estrada eram ponto de encontro dos motociclistas ingleses. Ao som do então recém criado rock’n’roll, os jovens britânicos depositavam uma moeda na Jukebox e faziam as famosas “record race” com suas motos – rachas que duravam uma música. Nascia então o termo café racer para designar os motociclistas e suas motos equipadas com semiguidões e rabetas características.
Em pleno século XXI, os motociclistas perderam sua imagem marginal e a jukebox evoluiu para o IPod. Assim como as motos que, há algum tempo, tiveram sua potência e velocidade ultrapassando a barreira dos três dígitos. Inspirada nessa época romântica, a marca de origem italiana Benelli criou a Café Racer 1130, que chega agora ao Brasil.
Fundada na Itália, mas atualmente controlada pelo grupo chinês Qianjiang, a Benelli é representada no País pelo Grupo Izzo. As motos ainda fabricadas em Pesaro, no País da Bota, têm como marca registrada o design inusitado e os motores de três cilindros em linha.
Com a Café Racer não é diferente. Do conjunto óptico dianteiro a grande ponteira única de escape, o modelo surpreende por suas linhas ousadas e diferentes de tudo que já se viu. A inspiração café racer aparece nos dois semiguidões de alumínio, que têm os retrovisores montados na extremidade, e também no banco monoposto.
Ficção científica
Antes de acelerar essa Café Racer do século XXI parei para analisar as linhas que parecem ter saído de um filme de ficção científica. O conjunto óptico é dominado pelos faróis e traz uma pequena cobertura para desviar o vento frontal. Na lateral, destacam-se as aletas que trazem embutidos os piscas e dois ventiladores do sistema de refrigeração líquida. O quadro de aço em treliça envolve o motor. E a traseira dessa Benelli termina em duas luzes de freio, uma de cada lado da grande e única ponteira de escape.
Outra peça que chama a atenção é a mesa que sustenta os dois semiguidões. Para destacar a época de ouro do motociclismo britânico, a Café Racer está disponível apenas na cor dourada.
Três em linha
Depois de admirar o desenho inusitado, era hora de acordar o motor de arquitetura também diferenciada. São três cilindros paralelos, como nas inglesas Triumph, com exatos 1.131 cm³ de capacidade. São quatro válvulas por cilindro e duplo eixo de comando no cabeçote (DOHC) com refrigeração líquida.
Alimentado por injeção eletrônica com três corpos de acelerador de 53 mm de diâmetro, esse tricilíndrico oferece 137 cv de potência máxima a 9.500 rpm. Um ponto positivo desse motor é a entrega dessa potência toda de forma linear, sem sustos para o piloto. Mas o grande destaque mesmo é seu torque máximo de 11,2 kgf.m a 7.750 rpm – número bastante elevado e que garante um motor bastante esperto.
Na prática, não se precisa acionar muito o câmbio de seis marchas para ter grande parte da força do motor a sua disposição. Esse, aliás, é um dos grandes trunfos dos motores de três cilindros: equilíbrio entre o torque dos motores de dois cilindros e a potência dos quatro em linha.
A Benelli ainda oferece um botão que dosa a potência entregue pelo motor – ideal para ser usado em dias chuvosos ou em pisos de pouca aderência. Mas em uma pista seca e livre para acelerar, como onde testamos essa Café Racer, nem pensei em diminuir a potência disponível para curtir essa italiana.
Boa de curva
Montado na Café Racer 1130 sua inspiração nas motos de corrida da década de 50 fica ainda mais evidente. O banco é monoposto, não pemitindo que se leve garupa. O espaço é amplo e permite uma boa mobilidade para o piloto. As pedaleiras recuadas contribuem para a posição de pilotagem bastante esportiva.
Como o teste foi feito em uma pista, é difícil avaliar o quesito conforto em longos trajetos ou para o uso urbano. Porém para curtir as curvas e acelerar, senti-me na posição correta para usar e abusar da ciclística dessa Benelli.
O quadro em treliça e as suspensões são bastante intuitivos, ou seja, transmitem ao piloto as reações da moto. Na dianteira, o garfo telescópico invertido (upside-down) tem bengalas de 43 mm de diâmetro e curso de 120 mm. São totalmente ajustáveis e bastante firmes – bem de acordo com a proposta esportiva do modelo. Na traseira, mais soluções inovadoras: além do quadro, a balança de aço é em treliça e conta com um único amortecedor também completamente ajustável.
Novamente, fica difícil avaliar a resposta do conjunto de suspensões no uso cotidiano. Porém, na pista, saíram-se muito bem. Aliás, como todo o conjunto ciclístico que permitia deitar nas curvas, passando confiança ao piloto.
As rodas de liga-leve Brembo calçadas com pneus radiais Dunlop – nas medidas 120/65 – ZR 17, na frente, e 190/50-ZR17, atrás – também contribuem para fazer da Café Racer uma moto “boa de curva”.
Sem falar nos freios. Os dois discos de 320 mm de diâmetro mordidos por pinças de quatro pistões na dianteira permitem frenagens bruscas sem demonstrar fadiga. Graças às mangueiras de freio em malha metálica – mais um dos muitos detalhes que demonstram o esmero da Benelli com suas motos. Na traseira, o convencional disco simples com pinça de dois pistões.
Exclusiva também no preço
Assim como o design, muitos itens nessa Benelli são bastante exclusivos. Caso das mangueiras de freio e rodas Brembo, sem falar no quadro em treliça desmontável.
Mas como tudo na vida, essa Café Racer 1130 tem seu preço. Sem frete, seu preço de tabela é R$ 68.900 – o mais alto entre os cinco modelos da marca que serão vendidos no Brasil. Mostrando que a exclusividade da Benelli Café Racer 1130 não fica apenas no design.
Ficha Técnica:
Motor
Tipo: Três cilindros em linha, quatro válvulas por cilindros, DOHC com refrigeração líquida
Capacidade: 1130 cm³
Diâmetro x curso: 88 x 62 mm
Taxa de compressão: 11,2 : 1
Potência máxima: 137 cv a 9.500 rpm
Torque máximo: 11,2 kgf.m a 7.750 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica com três corpos de aceleração de 53 mm de diâmetro
Embreagem: Em banho de óleo
Câmbio: 6 marchas
Transmissão final: por corrente
Ciclística
Quadro: de aço em treliça desmontável com sub-qaudro em liga de alumínio
Suspensão dianteira: Garfo telescópico invertido com bengalas de 43 mm de diâmetro, totalmente ajustável, com curso de 120 mm
Suspensão traseira: Balança em treliça monoamortecida, totalmente ajustável com curso de 120 mm
Freio dianteiro: Dois discos de 320 mm de diâmetro com pinça de quatro pistões
Freio traseiro: Disco simples de 240 mm de diâmetro e pinça de dois pistões
Pneu dianteiro: Dunlop Sportmax 120/70- ZR 17
Pneu traseiro: Dunlop Sportmax 190/50- ZR 17
Dimensões
Comprimento: 2128 mm
Largura: 750 mm
Altura: 1050 mm
Altura do assento: 820 mm
Entre-eixos: 1443 mm
Peso a seco: 208 kg
Capacidade do tanque: 16 litros
Preço: R$ 68.900,00
Arthur Caldeira
Fotos: Caio Mattos
Fonte:Agência Infomoto
Nova maxitrail italiana chega ao Brasil com motor tricilíndrico de 123 cv
Além de alguns modelos da naked TNT (1130 Café Racer, Sport Evo e 899), o grupo Izzo também apresentou a maxitrail da italiana Benelli, a Tre 1130 K. Equipada com pneus de uso misto e roda de 19” na dianteira (a traseira é de 17”), a versão Amazonas é a mais adequada para quem pretende aventurar-se não só por caminhos asfaltados.
Além do câmbio de 6 marchas, o apimentado motor tricilíndrico de 1130 cm³ também é compartilhado com a linha naked, porém com uma calibragem diferente, atinge 123 cv (contra 137 cv das TNT). No painel está o botão do PCN (Power Control System), dispositivo que permite, eletronicamente, suavizar a curva de potência. Com esse dispositivo ligado, a moto atinge 112 cv e permite economizar entre 10 e 20% de combustível.
Nesta primeira impressão com a moto, encontramos uma posição de pilotagem muito natural e um assento confortável, o que leva a crer que a Amazonas seja uma ótima opção para percorrer centenas de quilômetros sem descanso. As robustas bengalas dianteiras de 50 mm são invertidas e reguláveis em 3 vias, enquanto atrás encontramos um monoamortecedor com pré-carga e extensão hidráulica reguláveis.
O painel é composto de dois relógios analógicos sobrepostos — velocímetro e marcador de temperatura do líquido de arrefecimento — e um display multifunção, à esquerda. O chassi multitubular de aço e alumínio e o sistema de freios com duplo disco dianteiro de 320 mm não se preocupam em esconder o apelo Sport deste modelo.
Gabriel Berardi
Imagens Renato Durães/divulgação
[Por:Motociclismo Online]