A linha 2013 da Comet GT 650R, versão esportiva e carenada do modelo, chega às concessionárias Kasinski sem alterações significativas no seu conjunto, mas apostando em uma receita que vem dando certo de design moderno, mecânica acertada e aproveitando o bom momento do segmento de motos Premium no país. A parceira da marca brasileira é o grupo chinês Zongshen, mas diferente que se pensa a linha Comet é um projeto da parceira sul-corena Hyosung.

Com um visual agressivo e moderno, a Comet GT 650R se destaca pelo conjunto óptico diferente, alongado na vertical, carenagem integral com duas entradas de ar que combina com o conjunto de cores na versão testada (branco, preto e vermelho) que chamam realmente a atenção.

O banco bipartido reforça seu apelo esportivo, mas não espere grande conforto para transportar o garupa. A concepção da Comet GT 650R é toda voltada para a prática da pilotagem e para o desfrute do piloto, que pode sentir boas sensações no comando da moto.

Evidentemente, que uma moto esportiva carregada com todo seu estilo, não pode ser encarada como um veículo para o dia-a-dia nos centros urbanos e requer algumas particularidades. Primeiro, a posição de pilotagem segue o melhor estilo Racing, com barriga no tanque e pescoço esticado. Segundo, o ângulo de esterço do guidão não é dos maiores. Lembre-se que para contornar as curvas as motos esportivas inclinam.

Fora isso, o encaixe para as pernas é perfeito e os pés ficam recuados para trás. De um modo geral, é uma posição mais incômoda no início, mas com o tempo se acostuma. A visualização do painel de instrumentos é boa, com conta-giros analógico e velocímetro digital, e traz diferentes níveis de iluminação.

O motor dois cilindros em “V” de 647 cm³ da Comet GT 650R por uma questão de aproveitamento da empresa é o mesmo usado nas versões naked GT 650 e da custom Mirage 650, sendo uma alternativa de investimento reduzido para o motociclista que busca uma autêntica esportiva, sem precisar recorrer a outros modelos, mesmo de cilindrada menor, ou com mecânica de quatro cilindros ou dois cilindros em linha.

Segundo o fabricante as especificações do motor para a Comet GT 650R ficam em 89,6 cavalos a 9.250 rpm de potência máxima e torque máximo de 6,9 kgf.m a 7.250 rpm. Como esse propulsor trabalha melhor em altos giros, o câmbio de seis velocidades acaba sendo mais exigido ao rodar na cidade. A vibração durante o funcionamento é mais um aspecto que requer adaptação.

O comportamento da suspensão (invertida na frente e monoamortecida na traseira) é de surpreender ao passar por ruas e avenidas, oferecendo um nível de conforto bastante razoável para esse tipo de moto. O trabalho mais rígido da suspensão percebido quando se acelera com um pouco mais de energia. No ambiente rodoviário, a firmeza e a estabilidade da versão mais esportiva da Comet agradam nas curvas e manobras de ultrapassagens.

Ponto positivo para a pequena bolha sobre o painel, que barra as rajadas de ar cortantes que desgastam e empurram o piloto para trás e para a carenagem integral, que corta o vento e contribui para manter um direcionamento perfeito da moto na pista.

As acelerações e as retomadas de velocidade não chegam a empolgar nas comparações com esportivas maiores, mas as respostas aos comandos do acelerador se mostram lineares permitindo atingir rapidamente velocidades superiores aos 120 km/h e as reduções de marcha se mostraram precisas e sem trancos.

Na hora de parar a Comet GT 650R também não se faz de rogada e, apesar do porte médio, freia como gente grande, com firmeza e sem grandes sustos. O conjunto de frenagem é composto por dois discos (pinças duplas com quatro pistões) na frente e disco simples na traseira. A inclusão de sistema ABS, pelo menos como opcional, também seria muito bem-vinda.

A média de consumo da Comet GT 650 durante os testes ficou em cerca de 17 km/litro no ambiente rodoviário e em torno de 14 km/litro no circuito urbano. Não são números de impressionar nesse segmento de motorização, mas vale dar um desconto, pois o que conta mais nessa proposta de moto é a esportividade e o design. Considerando a capacidade do tanque de combustível para até 17 litros, a esportiva da Kasinski pode chegar a uma autonomia próxima de 300 km.

Com um preço sugerido de R$ 25.400, bastante convidativo para o seu nicho, a Comet GT 650R pode ser considerada uma boa alternativa para atingir o próximo degrau entre as esportivas de média cilindrada. Um estilo de motocicleta voltado para a diversão, especialmente nos passeios de final de semana e em viagens de curta distância por boas estradas.

O jornalista usou nos testes capacete LS2, macacão, calça e luvas Race Tech e botas Dainese

FICHA TÉCNICA
Motor DOHC, 4 tempos, 8 válvulas, 2 cilindros em “V”
Refrigeração Arrefecimento a água
Capacidade 647 cm³
Alimentação Injeção eletrônica
Potência máxima 89,6 cv / 9.250 rpm
Torque máximo 6,9 kgf.m a 7.250 rpm
Lubrificação Bomba de óleo
Câmbio 6 velocidades
Transmissão final Corrente
Partida Elétrica
Embreagem Multidiscos banhados em óleo
Comprimento total 2.095 mm
Largura total 700 mm
Altura total 1.135 mm
Distância entre eixos 1.445 mm
Distância livre do solo 165 mm
Peso a seco 198 kg
Altura assento 835 mm
Roda Liga leve
Freio dianteiro Hidráulico a disco (duplo)
Freio traseiro Hidráulico a disco
Pneu dianteiro 120/70 – 17
Pneu traseiro 160/60 – 17
Suspensão dianteira Telescópica invertida (U.D.F.) – Ajuste de amortecimento
Suspensão traseira Balança monochoque ajustável
Cores Cores: Vermelha e Dual Tone (Branca/Preta, Vermelha/Preta e Preta/Cinza)
Preço sugerido ao consumidor R$ 25.400

[Por:Moto.com.br]

O segmento de motos trail representa grande parte do mercado brasileiro, sendo este o terceiro mais comercializado no país. Segundo dados da Fenabrave – Federação das Concessionárias – somente em 2012 foram mais de 260 mil motocicletas trail de baixa cilindrada (125 a 300cc) vendidas no período entre janeiro e dezembro.

Devido ao constante crescimento deste mercado, nosso teste da vez traz um comparativo entre dois modelos trail, a Honda Bros 150, que segue disparado no topo da lista com 192.580 unidades emplacadas, e a Kasinski CRZ 150, uma das mais baratas da categoria e sétima colocada com 2.296 motos emplacadas em 2012.

Honda NXR 150 Bros

Para se manter a frente da concorrência, a líder do segmento trail no Brasil recebeu algumas modificações no final do ano passado. Apesar do modelo anterior já possuir injeção eletrônica, a nova Bros recebeu a adoção de um sistema bicombustível (Flex), além de novas carenagens e um novo conjunto de farol, mais potente com 35W.

A estrutura de chassi e suspensões mantiveram-se as mesmas, porém a vocação off road foi deixada em segundo plano para dar espaço ao conforto durante o uso diário, o que faz dela meio “soltona” na terra. Mais urbano e com pneus mais largos, o novo modelo manteve as rodas com 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira, porém seu banco em dois níveis está muito mais macio e confortável.

De “tocada” fácil, a nova Honda NXR 150 Bros possui uma pilotagem extremamente agradável e possui um ótimo ângulo de esterço, facilitando a locomoção em congestionamentos mesmo para quem tem que passar horas sobre essas duas rodas de uma lado a outro da cidade.

A grande vantagem de uma motocicleta de pequeno porte é o seu baixo consumo, comprovado pela Bros que fez uma média de 31 km/l. Apesar da pequena trail da Honda possuir motor flex, optamos por fazer o consumo apenas com gasolina para que a disputa ficasse justa. Sendo assim, sua autonomia é de aproximadamente 370 km, já que seu tanque de combustível possui uma capacidade de 12 litros.

Kasinski CRZ 150

Diferentemente da Honda Bros, a Kasinski CRZ 150 possui uma pegada totalmente fora de estrada, basta olhar para o modelo e já é possível perceber sua vocação off road. Suas rodas são maiores – 21” na dianteira e 18’’ na traseira – e seu banco mais rígido, reto e estreito. Outro item que facilita o uso fora de estrada são suas largas pedaleiras com extremidades pontudas que garantem mais segurança para o piloto ao ficar em pé, muito útil em trilhas “travadas”.

Equipada com um motor de 150cc capaz de gerar 11,8 cv, a Kasinski CRZ 150 possui um motor alimentado por carburador e com um alto índice de vibrações, até desconfortável quando o acelerador está totalmente aberto. O câmbio também poderia ser um pouco mais preciso, não é nada fácil encontrar o neutro quando paramos no semáforo.

Além do preço público sugerido – R$ 6.790, um dos mais baixos da categoria, a CRZ possui outros diferenciais quase não encontrados em suas concorrentes como setas com luzes em LED, freio a disco na traseira, relampejador, suspensão invertida na dianteira e pedal de câmbio retrátil em alumínio, revelando mais uma vez seu lado off road.

Seu tanque de combustível também segue os padrões das motos especiais de competição, de plástico e com pequena capacidade – apenas 6,5 litros. Com essa capacidade não é possível ir tão longe sem abastecer, com uma média de 30,7 km/l, sua autonomia é de aproximadamente 200 quilômetros.

Desfecho

Nem sempre aquilo que vende mais é melhor, porém desta vez a mais vendida possui melhores atributos que a sua concorrente, apesar do preço mais “salgado” – R$ 6,790 da CRZ contra R$ 8.990 da Bros. Com um agradável conjunto ciclístico e forte apelo urbano, a Honda NXR 150 Bros tem motor bicombustível, mais potente e com uma autonomia quase duas vezes maior que a Kasinski CRZ 150.

Por outro lado, para quem quer uma moto para o uso urbano e ainda quer encarar um pouco de terra aos finais de semana fazendo um investimento menor, a Kasinski CRZ 150 é uma ótima opção. Das suas rodas maiores, passando pelo seu banco estreito até as suas largas pedaleiras e alavanca de câmbio retrátil revelam toda vocação off road dessa pequena trail. Agora, a escolha cabe a você e, principalmente ao seu bolso!

Os jornalistas usaram no teste jaqueta, calça e luvas Race Tech e Alpinestars, botas Dainese e Alpinestars e capacetes NoRisk.

Cotação de Seguro (*)

Kasinski CRZ 150
A vista: R$ 1.675,00
Franquia: R$ 1.062,00

Honda NXR 150 Bros
A vista: R$ 2.163,22
Franquia: R$ 1.489,00

(*) Perfil médio: Homem, 25 a 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, morador de São Paulo e com residência em região razoável (bairro da zona sul ou zona oeste, por exemplo).

[Por:Moto.com.br]

A Mirage 650 é uma custom de médio porte produzida no Brasil pela Kasinski, na sua fábrica em Manaus (AM), com projeto assinado pela sua parceira sul-coreana Hyosung. Apresentada no Salão de Milão de 2003, o modelo atraiu olhares curiosos pelo seu visual mais agressivo, fugindo do estilo mais tradicional e clássico.

Com um design moderno, a Mirage 650 se destaca pelo tanque afilado, quadro tubular de berço duplo, lanterna traseira com LEDs, pneu mais largo na traseira e vários detalhes cromados e pretos. Uma receita que agrada boa parte dos fãs de motos custom.

O guidão também tem estilo próprio. Grande, largo e afastado da coluna de direção, ele oferece ao piloto uma condução confortável e que facilita os movimentos. O painel da Mirage 650 tem aparência simples, mas conta com velocímetro digital, relógio, hodômetro parcial, temperatura, marcador de combustível, luzes de sinalização, porém sem a indicação de conta-giros.

No lado mais tradicional dessa custom aparece o motor de dois cilindros em “V” com injeção eletrônica e refrigeração a água capaz de desenvolver 80,7 cavalos de potência a 9.250 rpm e torque de 6,9 kgf.m a 7.250 rpm. Um comportamento vigoroso e com boas retomadas, especialmente em média e alta rotação.

Apesar da boa disposição do propulsor, rodar com essa custom no trânsito das grandes cidades pode virar uma tarefa cansativa devido ao seu porte avantajado (2,43 metros de comprimento). Por outro lado, na estrada a Mirage 650 se sente em casa e esbanja desempenho, estabilidade e conforto.

O câmbio é dotado de cinco marchas com engates justos e que permitem trocas rápidas. Uma sexta marcha, como overdrive, fez falta, pois deixaria o motor menos ruidoso e melhoria o consumo. Outro aspecto interessante é a transmissão por correia dentada de fibra de carbono, que permite um funcionamento mais silencioso ao rodar.

Graças ao bom acerto de suspensão, a Mirage 650 apresenta boa estabilidade nas curvas, assim como nos trechos de subidas e descidas, mantendo um traçado firme e seguro. Resultado da suspensão dianteira do tipo invertida e traseira com balança bichoque ajustável.

As rodas são liga leve aro 18 e os pneus do conjunto de rodagem têm medidas de 120/70-ZR 18 na dianteira e 180/55-ZR 17 na traseira, uma largura bastante generosa para esse segmento.

O sistema de freios da Mirage 650 conta com disco duplo de 300 mm na dianteira e simples de 260 mm na traseira. Apesar de não contar com freios ABS antitravamento, são especificações suficientes para fazer a moto parar com segurança e equilíbrio.

Em nosso teste, a Mirage 650 registrou um consumo de 20 km por litro na estrada. Isso permite uma autonomia estimada de cerca de 300 quilômetros. Já na cidade, a média ficou em cerca de 16 km/l.

Com um preço sugerido de R$ 24.990 a Mirage 650 pode ser uma pedida e tanto para o motociclista que está procurando uma custom de médio porte e com uma boa relação custo-benefício.

Para aproximar os compradores da linha Mirage 650 a Kasinski criou um espaço exclusivo na internet, o blog Mirage Experience, que permite a troca de experiências sobre o modelo, além de permitir a publicação de fotos e histórias de viagens e aventuras.

O jornalista usou no teste capacete MT Joker (www.capacetesmt.com.br) e jaqueta, calça, luvas Joe Rocket e botas TCX, que podem ser encontrados nas lojas Nacar Motorcycles e no site www.nacar.com.br

SEGURO
Cotação (preço à vista): R$ 2.109,10
Franquia: R$ 1.714,00

Perfil médio: Homem, 25 a 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, morador de São Paulo e com residência em região razoável (zona sul ou zona oeste, por exemplo).

Cycle Assessoria e Corretora de Seguros
(11) 3159-0733
www.cycleseguros.com.br

CESTA DE PEÇAS
Filtro de óleo: R$ 49,00
Filtro de ar: R$ 148,32
Pastilha dianteira: R$ 120,37 (conjunto)
Pastilha traseira: R$ 62,56 (conjunto)
Lâmpada do farol R$ 14,98
Pneu dianteiro original: Não disponibilizamos
Pneu traseiro original: Não disponibilizamos
Kit relação: R$ 673,17

FICHA TÉCNICA
Motor: Dois cilindros em “V”, quatro tempos, DOHC, 8 válvulas
Capacidade cúbica: 647 cm³
Potência máxima: 80,7 cv a 9.250 rpm
Torque máximo: 6,9 kgf.m a 7.250 rpm
Câmbio: Cinco marchas
Transmissão final: Correia dentada
Alimentação: Injeção eletrônica
Partida: Elétrica
Quadro: Tubular de berço duplo
Suspensão dianteira: Garfo telescópico invertido com regulagem e 126 mm de curso
Suspensão traseira: Balança bichoque ajustável, com 130 mm de curso
Freio dianteiro: Disco duplo de 300 mm de diâmetro com pinça de 2 pistões fixado radialmente
Freio traseiro: Disco simples de 260 mm de diâmetro com pinça de 2 pistões
Pneus: Dianteiro 120/70-ZR 18 e traseiro 180/55-ZR 17
Comprimento: 2.430 mm
Largura: 840 mm
Altura: 1.155 mm
Distância entre-eixos: 1.665 mm
Distância do solo: 160 mm
Altura do assento: 675 mm
Peso a seco:  214 kg
Tanque de combustível: 16 litros
Cores: Preta e Vinho
Preço sugerido: R$ 24.990

[Por:Moto.com.br]

A Kasinski divulga a nova tabela de preços públicos sugeridos para sua linha de motocicletas disponíveis para o mercado nacional.

O consumidor pode obter o endereço da concessionária Kasinski mais próxima de sua localidade pelo telefone 0800 55 9044 ou no site www.kasinski.com.br

Tabela de preços – Motocicletas Nacionais
PRIMA 500     R$ 2.890,00
PRIMA 150     R$ 5.490,00
SOFT 50     R$ 3.690,00
WIN 110     R$ 4.290,00
MIRAGE 150     R$ 5.590,00
CRZ 150     R$ 6.690,00
PRIMA ELCTRA 2000     R$ 4.190,00
CRZ 150 SM     R$ 6.690,00
WIN ELETRIKA     R$ 4.990,00
COMET 150     R$ 5.390,00
COMET GT 250     R$ 10.990,00
COMET GT 250 R     R$ 14.990,00
COMET GT 250 R (DUAL)     R$ 14.990,00
MIRAGE 250     R$ 13.800,00
MIRAGE 250 (DUAL)     R$ 14.300,00
COMET GT 650     R$ 20.990,00
COMET GTR 650     R$ 25.300,00
COMET GTR 650 (DUAL)     R$ 25.400,00

[Por:Moto.com.br]

A Kasinski expõe sua linha completa de motocicletas, entre 50 e 650 cm3 de cilindradas, na 3a edição da Motofair. Destaque para o scooter Kasinski Prima 150, um modelo nacional com design italiano. O scooter é cheio de atributos e oferece agilidade no trânsito, facilidade de condução, economia, segurança e muito espaço para transportar pequenos objetos.

Outra novidade é o novo modelo naked, a Kasinski Comet GT 650. Apresentada no Salão Duas Rodas 2011, a moto mantém o DNA esportivo da versão GTR, mas com menor preço.

Os visitantes do Motofair, evento que acontece entre os dias 29 de março a 1 de abril em Belo Horizonte (MG), poderão conhecer de perto alguns dos modelos elétricos que já estão sendo fabricados e comercializados pela Kasinski em todo o Brasil.

Os novos modelos estão sendo produzidos na unidade fabril de Manaus (AM), mas no segundo semestre passarão a ser fabricados na cidade de Sapucaia  (RJ), que irá sediar a primeira fábrica de motos e scooteres elétricos do País.

[Por:Moto.Com.br]

O mercado brasileiro de motos nunca ofereceu tantas opções para o consumidor. Isso se explica pelo fato de o Brasil figurar atualmente entre os cinco maiores produtores mundiais de motocicletas, com uma frota de mais de 17 milhões de motocicletas – média de uma para cada 11,5 habitantes – e cadeia produtiva empregando diretamente cerca de 140 mil pessoas na indústria de todo o país.

Com esse boom vieram as opções. E com estas opções, que vão de motocicletas da BMW e MV Agusta, até Honda, Yamaha, Dafra e Kasinski, apareceu a Comet GT650. Apresentada no fim do ano passado, durante o Salão Duas Rodas 2011, essa naked de 650 cm³ é a moto mais acessível (R$ 20.990) do segmento de nakeds de 600cc e aparece como mais uma opção para o motociclista que deseja dar um upgrade à sua rotina.

Para isso, a Kasinski optou por manter o motor de dois cilindros em “V”, que equipa sua irmã carenada, a Comet GT650R. Além de diferenciá-la, fazem dessa naked uma alternativa as motos de quatro e dois cilindros em linha. Já no conjunto nenhuma surpresa. Suspensões eficientes, desempenho condizente com sua proposta e um design agressivo, tudo para conseguir um espaço neste concorrido nicho das nakeds de média cilindrada.

Única com V2
Para reduzir gastos e aproveitar os componentes que já “têm em casa”, a Kasinski preferiu equipar a Comet GT650 com o mesmo motor de dois cilindros em “V” que já movem a esportiva Comet GT650R e a custom Mirage 650. O problema é que os engenheiros da marca tiveram que alterar a faixa útil do propulsor, deixando esta naked “manca” em rotações mais baixas.

Como o motor é o mesmo e a tocada precisava ser diferente, a potência máxima (89,6 cv) só aparece aos 9.250 rpm e o torque máximo (6,9 kgf.m) nos 7.250 rpm. Isso complica um pouco a vida do motociclista urbano — público alvo desta moto —, que precisa trocar de marcha o tempo todo.

Por outro lado, quando chega às rodovias o motor apresenta uma dinâmica interessante. O condutor consegue trabalhar em todas as faixas do propulsor e, se não fosse o vento, viajaria aos 150 km/h sem se cansar. Por conta dessa característica, o consumo da GT650 variou bem entre o trânsito urbano e o trânsito viário. Alimentada por injeção eletrônica, essa naked chegou a fazer 16,9 km/l na estrada e baixou para 14,5 km/l na cidade.

Ciclística acertada
Se a motorização desta Kasinski deixou um pouco a desejar na cidade, na ciclística acertou em cheio. Todo o conjunto funciona alinhado com a proposta urbana desta moto. Os potentes discos duplos dianteiros (pinças duplas com quatro pistões) aliados ao disco simples traseiro deixam o piloto tranquilo nas frenagens. A Kasinski não divulga diâmetro dos discos, nem o curso das suspensões.

Aliás, as suspensões trabalham com maestria. Na dianteira, o garfo invertido tem ajuste. E na traseira a balança monochoque também é ajustável. Mesmo com o asfalto bem irregular, a GT650 mostrou estar preparada para a rotina diária de qualquer trabalhador. Ponto negativo é o esterço desta naked. O ângulo de esterço não privilegia a troca rápida de direção e dificulta manobras em pequenos espaços.

Outro item que também contribui para a tocada e garante aderência, principalmente nas curvas, são os pneus. Os Metzeler Sportec M3 montados nas rodas de 17 polegadas contribuem para essa naked deitar nas curvas e transpor os buracos da cidade. Não é uma esportiva, mas contorna um trajeto sinuoso sem fazer feio.

Visual agressivo e ergonomia
Outra característica que diferencia a Comet GT650 é seu visual agressivo. Equipada com um conjunto óptico trapezoidal, o modelo vem com decoração bicolor no banco da garupa. Detalhe que também foge dos padrões do segmento. O banco bi-partido remete às motos racing e realmente dá um ar mais esportivo a essa Kasinski. Entretanto, o conforto fica comprometido. O encaixe das pernas é um ponto positivo, mas a garupa sofre com esse tipo de assento.

Um ponto que poderia ser revisto é o acabamento. Muitos cabos aparentes e soldas grosseiras no quadro tubular atrapalham um pouco o visual dessa naked. Mas nada comprometedor. Na maioria dos lugares que estacionei, a Comet GT650 atraiu a curiosidade de outros motociclistas. Poucos a conhecem e rapidamente nota-se o desejo dos consumidores que, em sua maioria, tem uma moto de baixa cilindrada (125cc até 250cc) e vêem nessa Kasinski uma alternativa para o mundo das motocicletas mais potentes.

Por fim, o painel é completo, mescla informações analógicas e digitais e ainda conta com três níveis de iluminação, o que facilita a visualização tanto durante o dia como mais para a noite. A Kasinski GT650 é comercializada nas cores preta e vermelha pelo prelo sugerido de R$ 20.990.

Depois de avaliá-la, ainda ficou uma dúvida: o preço mais acessível cobrado pela Kasinski faz da Comet 650GT uma opção interessante? Acredito que sim. Primeiro pelo fato do mercado brasileiro oferecer hoje opções para todos os motociclistas e deixar que eles escolham o melhor — o que por si só já é um ponto positivo. Segundo, pela Kasinski apostar e lançar uma moto mais barata que suas concorrentes e que permite à maioria dos motociclistas ingressarem em um segmento que talvez, sem a GT650, eles não conseguissem. Conjunto honesto e preço justo, esses são os trunfos dessa naked.

Ficha Técnica
Kasinski Comet GT 650
Motor DOHC, 4 tempos, 8 válvulas, 2 cilindros em “V”
Refrigeração Arrefecimento a água
Capacidade 647 cm³
Alimentação Injeção eletrônica
Potência máxima  89,6 cv / 9.250 rpm
Torque máximo 6,9 kgf.m a 7.250 rpm
Lubrificação Bomba de óleo
Câmbio 6 velocidades
Transmissão final Corrente
Partida  Elétrica
Embreagem Multidiscos banhados em óleo
Comprimento total 2.095 mm
Largura total 785 mm
Altura total 1.125 mm
Distância entre eixos 1.445 mm
Distância livre do solo 185 mm
Peso a seco 193 kg
Altura assento 835 mm
Roda Liga leve
Freio dianteiro Hidráulico a disco (duplo)
Freio traseiro  Hidráulico a disco
Pneu dianteiro 120/70 – 17
Pneu traseiro 160/60 – 17
Suspensão dianteira Telescópica invertida (U.D.F.) – Ajuste de amortecimento
Suspensão traseira Balança monochoque ajustável
Cores Preto e vermelho
Preço sugerido ao consumidor R$ 20.990,00

[Por:Moto.com.br]

Abraham Kasinski faleceu na quinta-feira, 9, em São Paulo, SP. Desde 2009, Kasinski não possuía mais funções dentro da marca

Abraham Kasinski, fundador da fabricante de motocicletas Kasinski, morreu ontem na capital paulista. O corpo será sepultado no Cemitério Israelita do Butantã, em São Paulo, SP, nesta sexta-feira, 10.

Em 2009, Abraham Kasinski vendeu 100% da marca para a empresa sino-brasileira CR Zongshen do Brasil, holding nacional da Zongshen Industrial Group. Portanto, desde então, não possuía funções no grupo.

[POr:Motociclismo Online]

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