Sete Gibernau foi anunciado na manhã desta sexta-feira, em Valência, como o piloto da Onde 2000, nova equipe inscrita para a temporada 2009 da MotoGP.

O veterano espanhol retorna à classe máxima do motociclismo após dois anos de aposentadoria e como peça fundamental para o novo projeto da Ducati na competição.

“Estou muito feliz por voltar às pistas sabendo que meu principal objetivo será o de curtir o prazer de competir”, declarou o vice-campeão de 2003 e 2004, um dos maiores adversários de Valentino Rossi na motovelocidade.

O novo time será uma nova filial da Ducati pertencente a Francisco Hernando, empresário espanhol, e comandada por Angel Nieto Jr. e Pablo Nieto, filhos do legendário Angel Nieto.

[Por:Moto.com.br]

Sete Gibernau completou seu terceiro teste pela Ducati depois de dois dias pilotando no circuito de Mugello, na Itália, junto com os pilotos de testes Vittoriano Guareshi e Niccoló Canepa.

Mesmo sem saber o quanto Gibernau está perto de voltar aos paddocks da MotoGP, provavelmente substituindo Marco Melandri, o espanhol continua acelerando no circuito italiano.

Testando ambos os pneus, de corrida e classificação, sua melhor volta foi de 1min48s9, enquanto seu tempo médio ficou em torno de 1min50s5, com o pneu de corrida mais duro. Só para ter uma referência, a pole position de Valentino Rossi nesta temporada em Mugello foi de 1min48s1, deixando o espanhol em um oitavo lugar no grid.

Embora tenha sofrido um acidente na parte final do treino, Gibernau está muito agradecido por ter completado dois dias inteiros pilotando uma Ducati.

“Tem sido ótimo testar mais uma vez os pneus de classificação depois de dois anos”, disse Gibernau. “Mas o mais importante foi a perfeita adaptação com a moto na pista em quase todos os momentos. Mesmo com a queda, fizemos um teste bem positivo. Agradeço mais uma vez a Ducati pela oportunidade de pilotar mais uma vez uma MotoGP”, declarou.

“Vamos ver juntos como e se teremos a chance de continuar cooperando. Hoje tive a experiência de novo de sofrer um acidente e estou muito bem. Decidi junto com Filippo em não correr amanhã, pois já estamos satisfeitos com o bom trabalho que fizemos nesses dois dias”.

“Agradeço muito Sete mais uma vez, que de novo nos ajudou muito”, disse Filippo Preziosi. “Estou impressionado com o ritmo dele, com tempos muito bons, tanto com pneus de corrida, como de classificação. Estamos evoluindo juntos a chance de mais uma cooperação e espero achar uma boa opção para todos”, concluiu Preziosi.

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O chefe da equipe Ducati, Davide Tardozzi, confirmou que o líder do campeonato inglês de Superbike, Shane Byrne, é um dos pilotos que poderão fazer parte da equipe para a temporada 2009 do Mundial de Superbike.

Com a aposentadoria de Troy Bayliss marcada para o fim deste ano, uma vaga se abre na equipe italiana, possivelmente duas dependendo da performance do atual piloto Michel Fabrizio durante o resto da temporada 2008.

A Ducati não quer sofrer com a carência de bons pilotos e acredita que está escolhendo o que tem de melhor na tentativa de suprir a ausência da lenda da fabricante italiana, Troy Bayliss.

Byrne lidera o campeonato Inglês de Superbike com 83 pontos e sete vitórias em cinco etapas. Foi essa consistência que o colocou na lista para assumir a equipe Ducati no Mundial de Superbike

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Ducati testa nova moto para 2009

O chefe da Ducati, Filippo Preziosi disse que testar a nova GP9 tão cedo foi importante para ter certeza de que a equipe não ficará para trás em algumas áreas.

A nova máquina foi vista pelo público nos testes depois da corrida da Catalunha, nesta segunda-feira, quando Casey Stoner, assim como os pilotos de teste Vittoriano Guareschi e Niccolo Canepa, fizeram os primeiros testes na moto 2009.

A GP9 tem um chassis feito de fibra de carbono, o que representa uma evolução em relação aos chassis regulares usados pelas montadoras japonesas.

Preziosi, entretanto, subestimou o fato de ter usado a fibra de carbono para os chassis, reconhecendo que a parte mais importante é o formato e não o material.

O italiano também disse que, depois dessas mudanças, a GP9 será uma evolução das motos existentes.

“Nós tomamos a decisão de permitir que os pilotos testassem a GP9 porque tem sido mais difícil achar o melhor acerto num estágio mais avançado de desenvolvimento e eventualmente teremos que refazer algumas mudanças”, disse Preziosi.

“Tem algumas coisas que são possíveis de analisar com dados de computador, como o motor ou as partes ciclísticas da moto, mas em outras áreas é absolutamente essencial ter a avaliação dos pilotos”, comentou.

“É importante ter o conhecimento deles para entendermos se as escolhas que fizemos estão sendo corretas e para ouvir as suas sugestões”.

“O fato de termos usado a fibra de carbono na produção dos chassis não é o ponto mais relevante, e sim o formato, que é diferente do anterior. As primeiras impressões de Stoner foram bem positivas”, finalizou.

O companheiro de equipe de Stoner, Marco Melandri, irá testar a nova moto hoje.

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Com relações próximas ao desenvolvimento de várias versões da Ducati Desmosedici, Alan Jenkins não abriu o jogo quanto ao projeto de desenvolvimento da GP9 nas conversas que manteve em Mugello.

O britânico tem sido uma das principais figuras responsáveis pela aerodinâmica das máquinas de MotoGP da Ducati, reunindo informação, principalmente de vários testes de túnel de vento. A chave para o sucesso no desenvolvimento de motos tem sido sempre manter uma mente aberta, e Jenkis diz que a fábrica italiana se recusa a colocar qualquer possibilidade para a sua mais recente moto.

“Tem havido alguma especulação sobre trabalhos com os quadros da Ducati, mas enquanto marca especializada em motos há muitas coisas em estudo e eles estão olhando para muitas opções de quadro em termos de futuro – não necessariamente substituindo o atual”, disse o antigo projetista de Fórmula 1.

“Haverá uma ou duas coisas a construir no futuro; temos de construir os protótipos para ver se o conceito trabalha na prática. A história do motociclismo está repleta de bons conceitos que, ou não funcionaram, ou sofreram com a falta de perseverança ou de alguma mudança na tecnologia de pneus, por isso, já aconteceu muita coisa antes”, declarou o inglês.

“Não posso confirmar nada sobre a GP9, a não ser que há uma moto de teste rodando que pode tornar-se na GP9. Temos dois pilotos trabalhando com ela – o Vittoriano Guareschi e o Niccolo Canepa – e os próximos passos se tornarão visíveis num futuro próximo”, concluiu Jenkins.

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Valentino Rossi pode contar com o um recorde perfeito de vitórias nas 4 tempos em Mugello, porém, há mais um piloto no grid do próximo domingo que conhece bem o sabor da vitória em casa na MotoGP.

Loris Capirossi venceu a corrida de 2000 em Mugello com uma Honda de 500cc, depois de bater Carlos Checa e Jeremy McWilliams. Incapaz de repetir o feito enquanto esteve com a Ducati, Capirossi correrá agora pela primeira na pista da Toscana com a Suzuki.

O último pódio em casa do veterano surgiu com o segundo lugar de 2006 e a repetição do resultado seria bem-vindo por Capirossi numa altura em que espera dar mais competitividade à sua temporada no campeonato.

Um dos pilotos mais populares na Itália, o veterano de 35 anos mudou para a Suzuki no final do ano passado e isso deverá fazer com que as arquibancadas de Mugello conte com maior presença da cor azul no domingo, juntando-se assim ao amarelo de Rossi e ao vermelho da Ducati.

“Estou muito ansioso para correr com a Suzuki na Itália pela primeira vez, é um grande momento para mim e sei que tenho muitos fãs lá”, disse Capirossi, atual sexto colocado na classificação geral e com um quinto posto como melhor resultado até ao momento.

“A moto está cada vez melhor, mas ainda temos que fazer alguns ajustes. Adoro Mugello e espero que sejamos capazes de dar um grande passo à frente e proporcionar muitas alegrias aos fãs italianos e da Suzuki. Estou muito determinado para conseguir um bom resultado em casa e vamos dar o nosso máximo para que isso aconteça”, enfatizou.

O último pódio da Suzuki em Mugello foi em 1995, quando Darryl Beattie foi segundo atrás da Honda de Mick Doohan.

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Casey Stoner sofreu uma quebra no motor de sua Ducati enquanto tentava segurar a segunda posição em Le Mans e Marco Melandri teve um terrível fim de semana, depois de se classificar apenas na 17ª posição no grid e ter seu motor apagado na largada.

Os dois pilotos da escuderia italiana chegaram nas últimas posições na prova francesa, com direito a levar uma volta — duas, no caso de Stoner — do vencedor, Valentino Rossi, que agora lidera a temporada com 41 pontos de vantagem para o atual campeão da MotoGP.

“Nada deu certo para nós na França”, disse Livio Suppo, chefe da equipe Ducati. “Contudo, tenho que pensar positivamente. Stoner andou muito bem durante o fim de semana e demonstrou que pode fazer a diferença. O traçado de Le mans é melhor para a Yamaha, assim como Phillip Island cai melhor para a gente”, declarou.

“Stoner foi capaz de andar na frente nos treinos classificatórios e no warm-up. Na corrida, ele estava muito bem até ter problemas”, enfatizou Suppo.

“O campeonato está mais animado desse jeito. Ano passado falavam que a MotoGP estava um tédio porque ele (Stoner) estava dominando, então este ano estamos tentando fazer com que nossos fãs tenham um pouco mais de emoção”, tentou justificar.

“Não podemos olhar negativamente. Ele andou como um Deus. Quando ele está em forma na minha opinião é o melhor piloto do mundo e isso é motivo de muito orgulho para nós”, opinou sem medir as palavras.

Suppo depois explicou que seu piloto não sofreu apenas uma pane de motor, mas também teve problemas com o pneu Bridgestone dianteiro. “Infelizmente o motor de Stoner quebrou. Essas coisas acontecem e faziam muito tempo que isso não acontecia. E ainda ele teve esse problema com o pneu dianteiro, que era o mesmo tipo que usamos nos treinos e com as temperaturas similares, mas depois de algumas voltas ele caiu muito de rendimento e Stoner que pilotar com cuidado para não cair”.

“Olhamos para o pneu juntamente com o nosso homem da Bridgestone e foi um problema totalmente anormal. Precisamos entender o que aconteceu”, finalizou.

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O quinto lugar em Xangai veio em muito boa hora para Marco Melandri, seu melhor resultado desde sua difícil mudança para a equipe Ducati no final do ano passado.

De todos os circuitos disputados até agora em 2008, Le Mans sem dúvida será o mais importante, pois, no GP francês, o italiano conseguiu ótimos resultados nos dois últimos anos.

Melandri terminou em segundo ano passado na França, e foi o vencedor em 2006. Tem também mais três pódios nas categorias de menor cilindrada e uma grande afinidade com o histórico traçado.

“Le Mans é um traçado que exige muitas freadas fortes e isso não pode ser subestimado porque é muito técnico, com curvas de baixa seguidas de curvas de alta. Mas acredito no sucesso lá, pois venci em 2006 e fui segundo ano passado”, explica o piloto da Ducati.

“Eu gosto muito do traçado, então espero conseguir mais um bom resultado. Estamos mostrando que somos capazes de sair dessa situação difícil e fizemos um ótimo progresso”, declara o italiano.

“Não vejo a hora de voltar para Le Mans. Estou muito otimista e espero que consigamos confirmar o nosso progresso numa pista totalmente diferente da última etapa na China”, finaliza.

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