Versão EX é a única Titan com freio a disco; há ainda rodas de liga-leve e visual diferenciado

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Ao olhar para a Honda CG Titan 150 Mix EX, a maioria dos consumidores do modelo deve pensar: “Queria deixar a minha assim”. Afinal, a versão topo de linha da motocicleta mais vendida do Brasil traz de série rodas de liga-leve, suporte das pedaleiras da garupa em alumínio e alguns itens da roupagem em preto fosco, o que dá um ar um pouco mais “sofisticado” à versão. Isso sem citar o mais importante: a Titan EX é a única equipada com freio a disco na roda dianteira. Item de segurança mais que fundamental.

Lançada no final de 2009, a Honda Titan 150 EX substituiu a versão ESD — que tinha partida elétrica e freio a disco. Com isso, a distância entre a versão mais básica da Honda CG Titan, a versão KS com partida a pedal e freio a tambor, para a topo de linha é de quase R$ 1.000. A KS tem preço de tabela de R$ 6.324 e a EX, R$ 7.265.
Mas vale a pena pagar a mais? Pelo freio a disco e as rodas de liga-leve, sim. Além de frenagens mais seguras e eficazes, as rodas de liga, mais leves que as raiadas convencionais, contribuem para a agilidade do modelo, uma vez que a ciclística e mecânica são exatamente as mesmas da velha e conhecida Titan.

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DESEMPENHO IDÊNTICO
Equipada com o já consagrado motor de um cilindro, 149,2 cm³, arrefecimento a ar e comando de válvulas simples no cabeçote, a CG Titan 150 EX já nasceu bicombustível e pode usar álcool e gasolina. Com álcool gera 14,3 cavalos de potência máxima a 8.500 rpm e com gasolina, 14,2 cv. O torque máximo de 1,45 kgfm a 6.500 rpm é também com álcool — segundo a Honda, o propulsor oferece 1,32 kgfm com gasolina.

Como se pode notar pelos números, o desempenho da versão EX é exatamente o mesmo das versões mais básicas. Diferentemente do que acontecia com a CG 150 Sport, a versão topo de linha que tinha um comando de válvulas mais “bravo” e um carburador a vácuo, a nova EX tem a mesma motorização da Titan standard.

Outro detalhe ausente na EX é o conta-giros, que havia na Sport. Nela, o painel tem apenas grafismos diferenciados.

VISUAL DIFERENCIADO
Além das rodas, freio a disco e suporte da pedaleira, a Honda CG 150 Titan Mix EX tem a rabeta pintada na cor principal da motocicleta e as tampas laterais em preto fosco. A parte superior da carenagem frontal que envolve o farol conta também aplicação em preto, “inspirada” na CB 300R.

Disponível nas cores vermelha, preta, cinza metálica e laranja metálica, a CG 150 EX Mix é uma boa opção para quem quer uma moto mais que confiável, de fácil comercialização e com itens exclusivos. E também é a única opção para quem quer um freio a disco na popular CG.

FICHA TÉCNICA: Honda CG 150 Titan Mix EX

Motor:     OHC, 149,2 cm³, monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar.
Potência máxima:     14,3 cv a 8.500 rpm (etanol).
Torque máximo:     1,45 kgfm a 6.500 rpm (etanol).
Alimentação:     Injeção Eletrônica PGM-FI.
Partida elétrica
Câmbio: Cinco marchas com embreagem multidisco em banho de óleo.
Suspensão:     Dianteira com garfo telescópico com 130 mm de curso; traseira com duplo amortecedor com 101 mm de curso.
Freios:     Dianteiro a disco, 240 mm de diâmetro, e cáliper de dois pistões; traseiro a tambor com 130 mm de diâmetro.
Pneus:     Dianteiro 80/100-18M/C 47P; traseiro 90/90-18M/C 57P.
Chassi:     Tipo diamante.
Dimensões:     1.988 x 730 x 1.098 mm (comprimento, largura, altura); 792 mm (altura do assento); 165 mm (distância do solo); 1.315 mm (entre-eixos).
Peso:     116,9 kg.
Tanque:     16,1 litros.

Arthur Caldeira

[Fonte:Uol]



Após 32 anos de existência e 5,2 milhões de unidades comercializadas, a Honda CG Titan parte para uma nova fase de sua trajetória de liderança no mercado brasileiro de motocicletas.

Até o final de dezembro, chega às concessionárias autorizadas a sétima geração da moto mais vendida do Brasil, agora com um visual mais esportivo, inspirado na irmã de média cilindrada (CB 600F Hornet) e em aves de rapina. Na prática, significou robustez na parte dianteira e leveza na traseira.

No quesito estético, também chama a atenção o novo conjunto óptico com piscas integrados ao farol tanto na dianteira quanto na traseira, além do novo tanque de combustível maior e com linhas esportivas, que garantem um melhor encaixe das pernas do condutor.

A rabeta e as tampas laterais possuem pintura na cor prata fosco metálica, transmitindo a sensação de esportividade e tecnologia, segundo os criadores. O escapamento em aço inoxidável foi pintado na cor preta para suportar as altas temperaturas.

A evolução técnica, como era de se imaginar, foi outro ponto trabalhado pela Honda, que motivada pela chegada do Promot 3 adotou o sistema de injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection), catalisador e sensor de oxigênio ao motor OHC (Over Head Camshaft) de 149,2 cm³ para auxiliar a redução — com sobras — das emissões de gases poluentes.

Monocilíndrico, quatro tempos, arrefecido a ar, com comando de válvulas no cabeçote e balancim roletado, este propulsor atinge torque máximo de 1,32 kgf.m a 7.000 rpm e potência de 14,2 cv a 8.500 rpm. O câmbio de cinco velocidades teve a quarta e quinta marchas alteradas, o que resultou em um melhor aproveitamento do motor.

Desenvolvida especialmente para o modelo da categoria “Utility”, a injeção eletrônica fez da CG Titan um veículo mais ágil e esperto, além de 8,5% mais econômico, de acordo com os engenheiros da fabricante.

Contribui para esta economia a leveza do equipamento. O conjunto frontal, formado por farol e painel, perdeu 700 gramas e o novo chassi ficou 600 gramas mais leve. A versão KS (com partida a pedal) passou de 118 kg para 115,9 kg, enquanto as versões ES (partida elétrica) e ESD (partida elétrica e freio dianteiro a disco com cáliper de dois pistões), antes com 119 kg e 121 kg, agora têm 116,9 kg e 119,4 kg, respectivamente.

O chassi do tipo diamond estampado, com novos ajustes de rigidez, oferece maior resistência a torções. Além disso, as bengalas estão mais próximas, 10 mm em relação ao chassi, melhorando a ciclística e a dirigibilidade.

Para contribuir com o conforto, a Honda projetou um novo assento em dois níveis de melhor ergonomia e acomodação tanto do piloto quanto do garupa. Para o passageiro, as melhorias nas alças laterais, mais altas e largas, proporcionam conforto e segurança.

A suspensão dianteira, formada por braço telescópico, tem curso de 130 mm. Na traseira, o braço oscilante possui curso de 101 mm. Completam o conjunto os amortecedores com cinco posições de regulagem da tensão da mola.

Nos freios, a única novidade está na versão top (ESD), com freio a disco com 240 mm de diâmetro e novo cáliper de dois pistões; não somente um como no modelo anterior. Na traseira e nas versões mais simples, permanece o freio a tambor com 130 mm de diâmetro.

Outro item de segurança presente no modelo é o Sistema Honda de Proteção, composto por shutter-key (fechadura adicional acionada com chave sextavada e combinações magnéticas) e comb-lock (trava do guidão combinada à chave de ignição). A novidade fica por conta da integração entre chave de ignição e shutter-key em uma única peça. Assim, evita-se a perda de um dos componentes, o que significa maior comodidade e praticidade ao motociclista.

Disponível nas cores preta, vermelha, prata metálica e azul metálica, a CG 150 Titan 2009 chega às concessionárias de todo o Brasil com valores apenas 5% acima da geração 6: R$ 6.040 (KS), R$ 6.590 (ES) e R$ 6.990 (ESD).

Ficha Técnica

Motor: OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Cilindrada: 149,2 cc
Potência Máxima: 14,2 cv a 8.500 rpm
Torque Máximo: 1,32 kgf.m a 7.000 rpm
Diâmetro x Curso: 57,3 X 57,84 mm
Sistema de Alimentação: Injeção Eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection)
Relação de Compressão: 9,5 : 1
Ignição: Eletrônica
Sistema de Partida: Pedal (versão KS) / Elétrica (versões ES e ESD)
Tanque de Combustível: 16,1 litros
Transmissão: 5 velocidades
Suspensão Dianteira: Garfo telescópico com 130 mm de curso
Suspensão Traseira: Duplo amortecido com 101 mm de curso
Freio Dianteiro: A tambor com 130 mm de diâmetro (versões KS e ES) / disco com 240 mm de diâmetro e cáliper de dois pistões (versão ESD)
Freio Traseiro: A tambor com 130 mm de diâmetro
Pneu Dianteiro: 80/100-18M/C 47P
Pneu Traseiro: 90/90-18M/C 57P
Chassi: Diamond frame
Altura do Assento: 792 mm
Distância Mínima do Solo: 165 mm
Dimensões (C x L x A): 1.988 X 730 X 1.098 mm
Distância entre Eixos: 1.315 mm
Peso Seco: 115,9 kg (versão KS) / 116 kg (versão ES) / 119,4 kg (versão ESD)
Cores: Azul metálico, vermelho, preto e prata metálico

[Por:Moto.com.br]

Comparativo: Duelo popular

A Honda CG já tem mais de três décadas de estrada. Começou como uma 125cc e hoje tem motor de 150cc e a liderança absoluta do mercado de duas rodas no Brasil: de janeiro a setembro foram emplacadas 351.455 unidades, incluindo aí todas as versões. Já a Dafra Speed 150 é uma novata. Lançada em fevereiro deste ano, acumulou no mesmo período 24.951 unidades emplacadas.

Se os números de venda estão a favor da Honda CG Titan 150, no quesito preço a Dafra Speed leva grande vantagem neste duelo entre tradição e novidade.

Completa, com rodas de liga-leve, freio a disco na dianteira e partida elétrica, a Speed sai por R$ 4.990, o que tem chamado a atenção de muitos motociclistas. Afinal, para se ter uma CG 150 ESD, versão com partida elétrica, freio a disco, mas com rodas raiadas, o consumidor desembolsa R$ 6.679 (preço sugerido pela fábrica, mas algumas concessionárias chegam a cobrar mais que isso).

São quase R$ 2.000 que podem explicar o grande sucesso da Speed 150, carro-chefe da nova marca. Mas ao comprar uma moto não podemos levar em consideração apenas o preço. Há outros fatores importantes para serem levados em conta. Por isso, rodamos mais de 500 km pelas ruas de São Paulo durante uma semana. Confira as conclusões desse duelo entre os modelos populares.

Motor

Ambas têm motor de um cilindro, quatro tempos, refrigerado a ar — 149,2 cm ³ de capacidade na Honda CG e 149,4 cm³ na Speed 150. No quesito desempenho, os números não mentem. A Honda declara que a CG 150 tem 14,2 cv de potência máxima a 8.000 rpm, já a Speed 150 tem 13,2 cv a 7.700 rpm. Na prática isso se confirma, a CG 150 é mais potente, portanto consegue manter mais facilmente a velocidade.

O torque da CG também é levemente superior, 1,35 kgf.m a 6.500 rpm, enquanto a Speed tem 1,31 kgf.m de torque máximo nas 7.000 rpm. Valores muito próximos, mas que fazem a diferença. A Honda acelera mais rapidamente que a 150cc da Dafra.

Outro fator que faz com que o desempenho dessas motos seja diferente é o peso. A CG 150 ESD tem peso a seco de 121 kg e a Speed 150 pesa 155 kg, de acordo com os dados fornecidos pelas montadoras. São mais de 30 kg de diferença. Bastante peso para uma moto de baixa cilindrada.

O resultado do torque maior (em uma rotação mais baixa) e do peso menor da CG reflete no consumo. No teste realizado nas ruas de São Paulo e também em estradas como a Via Anchieta até o ABC Paulista, a moto da Honda foi bem mais econômica.

Conseguimos uma média de 32 km/l com a CG 150. Já na Dafra Speed nossa melhor média foi de 28 km rodados com um litro de gasolina. Para quem roda diariamente muitos quilômetros, isso dá uma grande diferença no final do mês.

Ciclística

Neste quesito, elas são bastante semelhantes. Ambas têm quadro do tipo Diamond e usam receitas tradicionais no conjunto de suspensões: garfo telescópico na dianteira e amortecedores bichoque na traseira.

Tanto a Dafra Speed quanto a Honda CG 150 estão calibradas para o uso urbano. Copiam bem as imperfeições do solo, mas sofrem um pouco na buraqueira. De novo a CG leva vantagem. Suas suspensões têm curso maior que as da Speed. Na prática, a CG “sofre” menos nos pisos irregulares.

Completando o conjunto ciclístico estão as rodas e pneus. A Speed tem rodas de liga-leve, já a CG usa as tradicionais rodas raiadas. Esteticamente, as rodas de liga são mais bonitas. Porém, rodas raiadas são mais resistentes. Os pneus são exatamente os mesmos: Pirelli City Demon.

Na hora de frear, essas duas motos street contam com freio a disco na dianteira e o tradicional tambor na traseira. Cumprem bem seu papel e param ambas com segurança. Está aí uma vantagem do modelo Dafra Speed, pois a única versão à venda já vem com disco na frente, enquanto apenas a CG top de linha, a ESD, tem o sistema. E ainda por um preço bem superior.

Itens de conforto

Como a ciclística de ambas é bastante semelhante, a posição de pilotagem também. Porém, as pedaleiras da Speed 150 são um pouco mais recuadas, fazendo com que as pernas fiquem mais flexionadas e canse um pouco mais.

Outro ponto positivo da CG Titan é o banco mais confortável, com espuma mais densa e macia. Além disso, na moto Dafra o banco é mais inclinado fazendo com que as partes “baixas” batam no tanque ao frear bruscamente.

A Speed 150 leva vantagem nos comandos nos punhos. São mais completos — com lampejador de farol alto e afogador no punho. Já a CG 150, além do afogador de difícil acesso, não tem nem botão corta-corrente.

O painel da Dafra também é mais completo, com conta-giros e indicador de marcha. Porém, durante nosso teste o ponteiro do conta-giros simplesmente parou de funcionar e depois caiu, ficando solto no mostrador. Aparentemente apenas um problema de montagem. Já o indicador de marchas só tem utilidade à noite, pois na luz do dia, é impossível visualizar a marcha engatada.

Conclusão

Além do preço bem mais em conta, a Speed 150 tem a áurea de novidade. Muitos proprietários também apontam o design mais moderno como uma das qualidades do modelo da Dafra. Sem falar que, em função do menor número de vendas, a Dafra Speed 150 ainda não é tão visada pelos “amigos do alheio”. Já que um dos grandes problemas da Honda CG 150 Titan é o alto índice de furtos e roubos.

Cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Se a Speed 150 é mais barata, ao mesmo tempo tem maior consumo de combustível. Porém, as peças de reposição originais da Dafra são mais baratas.

A CG 150 por ser o veículo mais vendido do Brasil, também oferece diversas peças paralelas de reposição. Mas também significa que milhões de motociclistas terão uma moto igual a sua e conseqüentemente ela pode ser cobiçada para ser desmanchada e vendida em partes.

É o velho duelo de geração: tradição versus novidade.

Fichas Técnicas

Dafra Speed 150
Motor: OHV, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Capacidade: 149,4 cm³
Potência máxima: 13,2 cv a 7.700 rpm
Torque máximo: 1,31 kgf.m a 7.000 rpm
Câmbio: 5 marchas
Partida: Elétrica e a pedal
Transmissão final: por corrente
Alimentação: Carburador
Comprimento x Largura x Altura: 1.980 x 735 x 1.112 mm
Distância entre eixos: 1.320 mm
Altura do assento: não informado
Peso a seco: 155 kg
Suspensão dianteira: Garfo Telescópico com 120 mm de curso
Suspensão traseira: Braço oscilante com duplo amortecimento com 75 mm de curso
Freio dianteiro: Disco
Freio traseiro: Tambor
Pneu dianteiro: Pirelli City Demon 2.75-18
Pneu traseiro: Pirelli City Demon 90/90-18
Tanque de combustível: 15 litros
Cores: Amarela, Prata, Preta e Vermelha
Preço: R$ 4.990 (preço público sugerido)

Honda CG 150 Titan
Motor: OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Capacidade: 149,2 cm³
Potência máxima: 14,2 cv a 8.000 rpm
Torque máximo: 1,35 kgf.m a 6.500 rpm
Câmbio: 5 marchas
Partida: Elétrica
Transmissão final: por corrente
Alimentação: Carburador
Comprimento x Largura x Altura: 2.002 x 743 x 1.085 mm
Distância entre eixos: 1.323 mm
Altura do assento: 792 mm
Peso a seco: 121 kg
Suspensão dianteira: Garfo Telescópico com 130 mm de curso
Suspensão traseira: Braço oscilante com duplo amortecimento com 101 mm de curso
Freio dianteiro: Disco de 240 mm de diâmetro
Freio traseiro: Tambor com 130 mm de diâmetro
Pneu dianteiro: Pirelli City Demon 80/100-18
Pneu traseiro: Pirelli City Demon 90/90-18
Tanque de combustível: 14 litros
Cores: Azul, Prata, Preta e Vermelha
Preço: R$ 6.679 (preço público sugerido)

[Por:Agência Infomoto]