Yamaha lança XTZ 250X, versão supermotard da Lander 250

Estaciono a nova Yamaha XTZ 250X para abastecer. O frentista pergunta: “Qual a cilindrada dessa moto?” Antes mesmo de ouvir a reposta, ele já solta: “Tem um desenho, assim, agressivo, né?”

Ele acertou em cheio. O apelo visual é mesmo uma das grandes qualidades da recém-lançada versão supermotard da trail XTZ 250 Lander. Com um pára-lama dianteiro alto, traz aros de 17 polegadas calçados com pneus street, no melhor estilo supermotard. Feitas em alumínio e da marca japonesa DID, as rodas merecem destaque pela qualidade e também pelo acabamento em grafite, que dá um toque especial à nova XTZ 250X.

Para completar o visual atraente da única versão disponível, a balança, as canelas da suspensão dianteira, o escapamento e as tampas laterais do motor receberam pintura em preto fosco, que a Yamaha chama de Mat-Black. Além do pára-lama dianteiro em forma de flecha, tem proteção rígida das bengalas e novos grafismos, de mais bom gosto que na versão trail. Na 250X outro item que parece harmonizar melhor com o conjunto é a tampa do bocal de abastecimento: idêntica à usada na XT 660R.

 

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A lanterna traseira e o suporte de placa, ambos inspirados nos modelos-conceitos X expostos no Salão Duas Rodas 2007, completam o acabamento de qualidade que a Yamaha dedicou a seu mais recente lançamento.

Mas as novidades têm seu preço: a XTZ 250X, que já está à venda em algumas concessionárias, vai custar R$ 12.060 — quase 10% mais cara que a trail Lander, cotada a R$ 11.210. Por esse preço, bem que outros espelhos retrovisores poderiam ter sido instalados, e a ponteira do escape, renovada. Sente-se falta também de protetores de mão.

 

Relação final alongada
Equipada com o mesmo motor de um cilindro com 249 cm³ de capacidade, a XTZ 250X conta com as respostas rápidas ao acelerador da injeção eletrônica, que alimenta também os outros modelos de 250cc da Yamaha. Os números de desempenho são iguais ao da trail: 21 cv a 7.500 rpm e 2,10 kgfm a 6.500.

Porém, na motard 250X a relação final foi “alongada”, usando-se uma coroa com dois dentes a menos — 44, contra os 46 da Lander. O pinhão e a relação das cinco marchas continuam os mesmos.

Na teoria, a nova relação resulta em uma velocidade final maior. Apesar de o exemplar testado ser novo em folha, com apenas uma centena de quilômetros rodados, o velocímetro digital chegou a registrar 140 km/h.

 

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Ciclística motard
Os aros de alumínio, além de belos, têm sua utilidade. Bastante leves, contribuem para a redução do peso suspenso, o que se traduz em agilidade. As rodas de 17 polegadas são calçadas com os pneus esportivos Pirelli Sport Demon, na generosa medida 130/70, na traseira, e 110/70, na dianteira.

Com a redução do ângulo de cáster de 26,50° na Lander para 25,40°, a nova 250 X reúne as qualidades que fizeram do segmento supermotard um sucesso de vendas em todo o mundo: a agilidade nas mudanças de direção, curvas mais “radicais”, mas sem perder o benefício das suspensões de longo curso.

O conjunto de suspensões da Yamaha XTZ 250X — balança traseira monoamortecida e garfo telescópico dianteiro — tem a mesma configuração e curso da Lander. Porém as bengalas dianteiras foram recalibradas para oferecerem mais firmeza e esportividade. Afinal, a motard pesa 143 kg, dois a mais que sua irmã de uso misto.

As dimensões também apresentam ligeira modificação. As mais perceptíveis são a menor altura do assento (870 mm) e altura total: 1.163 mm na nova 250X contra os 1.180 mm da Lander. No trânsito urbano, isso se reflete em mais dificuldade para rodar nos corredores, já que o guidão mais baixo vai de encontro com o retrovisor dos carros.

Em compensação, o motociclista tem uma moto mais ágil e adequada para o uso urbano. Sem esquecer do visual, capaz de encantar, além dos outros motociclistas, até mesmo os frentistas…

 

[Por: Uol Motos]