Enquanto a nova Honda CG 150 divide opiniões em função de seu visual reformulado, a versão 2008 da moto pertencente à categoria “Utility” segue com folga na liderança da lista dos modelos mais vendidos do Brasil.
De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), que se baseia no número de emplacamentos, a CG de 150 cilindradas acumulou 410.595 vendas até o dia 1º de dezembro.
Em segundo lugar, também pertencente a Honda e à classe dos veículos de duas rodas, aparece a CG 125, com 349.473 unidades emplacadas ao longo do ano. Na seqüência, surge o Volkswagen Gol, terceiro colocado no ranking geral e o mais vendido entre os carros com 267.237.
Da lista dos dez primeiros figuram cinco motocicletas, sendo quatro modelos fabricados pela Honda e um pela Yamaha; a YBR 125, que ocupa a nona posição da tabela com 117.142 motos vendidas.
No balanço exclusivo das máquinas de duas rodas, a única “intrusa” entre o trio de ferro do país — formado por Honda, Yamaha e Suzuki — é a Dafra, que desponta na décima colocação com o modelo Speed 150.
Confira os dez modelos mais vendidos no Brasil:
1) Honda CG 150: 410.595
2) Honda CG 125: 349.473
3) VW Gol: 267.237
4) Fiat Palio: 187.995
5) Honda Biz: 182.058
6) Fiat Uno: 130.295
7) Chevrolet Corsa Sedan: 125.390
8 ) Chevrolet Celta: 124.466
9) Yamaha YBR 125: 117.142
10) Honda NXR 150: 104.202
Confira as dez motos mais vendidas no Brasil:
1) Honda CG 150: 410.595
2) Honda CG 125: 349.473
3) Honda Biz: 182.058
4) Yamaha YBR 125: 117.142
5) Honda NXR 150: 104.202
6) Suzuki EN 125: 80.306
7) Honda CBX 250 Twister: 71.544
8 ) Honda Pop 100: 63.879
9) Yamaha Fazer: 35.569
10) Dafra Speed 150: 33.118
*Dados fornecidos pela Fenabrave (período de 1 de janeiro a 1 de dezembro de 2008).
[Por:Moto.com.br]
A Honda CG já tem mais de três décadas de estrada. Começou como uma 125cc e hoje tem motor de 150cc e a liderança absoluta do mercado de duas rodas no Brasil: de janeiro a setembro foram emplacadas 351.455 unidades, incluindo aí todas as versões. Já a Dafra Speed 150 é uma novata. Lançada em fevereiro deste ano, acumulou no mesmo período 24.951 unidades emplacadas.
Se os números de venda estão a favor da Honda CG Titan 150, no quesito preço a Dafra Speed leva grande vantagem neste duelo entre tradição e novidade.
Completa, com rodas de liga-leve, freio a disco na dianteira e partida elétrica, a Speed sai por R$ 4.990, o que tem chamado a atenção de muitos motociclistas. Afinal, para se ter uma CG 150 ESD, versão com partida elétrica, freio a disco, mas com rodas raiadas, o consumidor desembolsa R$ 6.679 (preço sugerido pela fábrica, mas algumas concessionárias chegam a cobrar mais que isso).
São quase R$ 2.000 que podem explicar o grande sucesso da Speed 150, carro-chefe da nova marca. Mas ao comprar uma moto não podemos levar em consideração apenas o preço. Há outros fatores importantes para serem levados em conta. Por isso, rodamos mais de 500 km pelas ruas de São Paulo durante uma semana. Confira as conclusões desse duelo entre os modelos populares.
Motor
Ambas têm motor de um cilindro, quatro tempos, refrigerado a ar — 149,2 cm ³ de capacidade na Honda CG e 149,4 cm³ na Speed 150. No quesito desempenho, os números não mentem. A Honda declara que a CG 150 tem 14,2 cv de potência máxima a 8.000 rpm, já a Speed 150 tem 13,2 cv a 7.700 rpm. Na prática isso se confirma, a CG 150 é mais potente, portanto consegue manter mais facilmente a velocidade.
O torque da CG também é levemente superior, 1,35 kgf.m a 6.500 rpm, enquanto a Speed tem 1,31 kgf.m de torque máximo nas 7.000 rpm. Valores muito próximos, mas que fazem a diferença. A Honda acelera mais rapidamente que a 150cc da Dafra.
Outro fator que faz com que o desempenho dessas motos seja diferente é o peso. A CG 150 ESD tem peso a seco de 121 kg e a Speed 150 pesa 155 kg, de acordo com os dados fornecidos pelas montadoras. São mais de 30 kg de diferença. Bastante peso para uma moto de baixa cilindrada.
O resultado do torque maior (em uma rotação mais baixa) e do peso menor da CG reflete no consumo. No teste realizado nas ruas de São Paulo e também em estradas como a Via Anchieta até o ABC Paulista, a moto da Honda foi bem mais econômica.
Conseguimos uma média de 32 km/l com a CG 150. Já na Dafra Speed nossa melhor média foi de 28 km rodados com um litro de gasolina. Para quem roda diariamente muitos quilômetros, isso dá uma grande diferença no final do mês.
Ciclística
Neste quesito, elas são bastante semelhantes. Ambas têm quadro do tipo Diamond e usam receitas tradicionais no conjunto de suspensões: garfo telescópico na dianteira e amortecedores bichoque na traseira.
Tanto a Dafra Speed quanto a Honda CG 150 estão calibradas para o uso urbano. Copiam bem as imperfeições do solo, mas sofrem um pouco na buraqueira. De novo a CG leva vantagem. Suas suspensões têm curso maior que as da Speed. Na prática, a CG “sofre” menos nos pisos irregulares.
Completando o conjunto ciclístico estão as rodas e pneus. A Speed tem rodas de liga-leve, já a CG usa as tradicionais rodas raiadas. Esteticamente, as rodas de liga são mais bonitas. Porém, rodas raiadas são mais resistentes. Os pneus são exatamente os mesmos: Pirelli City Demon.
Na hora de frear, essas duas motos street contam com freio a disco na dianteira e o tradicional tambor na traseira. Cumprem bem seu papel e param ambas com segurança. Está aí uma vantagem do modelo Dafra Speed, pois a única versão à venda já vem com disco na frente, enquanto apenas a CG top de linha, a ESD, tem o sistema. E ainda por um preço bem superior.
Itens de conforto
Como a ciclística de ambas é bastante semelhante, a posição de pilotagem também. Porém, as pedaleiras da Speed 150 são um pouco mais recuadas, fazendo com que as pernas fiquem mais flexionadas e canse um pouco mais.
Outro ponto positivo da CG Titan é o banco mais confortável, com espuma mais densa e macia. Além disso, na moto Dafra o banco é mais inclinado fazendo com que as partes “baixas” batam no tanque ao frear bruscamente.
A Speed 150 leva vantagem nos comandos nos punhos. São mais completos — com lampejador de farol alto e afogador no punho. Já a CG 150, além do afogador de difícil acesso, não tem nem botão corta-corrente.
O painel da Dafra também é mais completo, com conta-giros e indicador de marcha. Porém, durante nosso teste o ponteiro do conta-giros simplesmente parou de funcionar e depois caiu, ficando solto no mostrador. Aparentemente apenas um problema de montagem. Já o indicador de marchas só tem utilidade à noite, pois na luz do dia, é impossível visualizar a marcha engatada.
Conclusão
Além do preço bem mais em conta, a Speed 150 tem a áurea de novidade. Muitos proprietários também apontam o design mais moderno como uma das qualidades do modelo da Dafra. Sem falar que, em função do menor número de vendas, a Dafra Speed 150 ainda não é tão visada pelos “amigos do alheio”. Já que um dos grandes problemas da Honda CG 150 Titan é o alto índice de furtos e roubos.
Cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Se a Speed 150 é mais barata, ao mesmo tempo tem maior consumo de combustível. Porém, as peças de reposição originais da Dafra são mais baratas.
A CG 150 por ser o veículo mais vendido do Brasil, também oferece diversas peças paralelas de reposição. Mas também significa que milhões de motociclistas terão uma moto igual a sua e conseqüentemente ela pode ser cobiçada para ser desmanchada e vendida em partes.
É o velho duelo de geração: tradição versus novidade.
Fichas Técnicas
Dafra Speed 150
Motor: OHV, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Capacidade: 149,4 cm³
Potência máxima: 13,2 cv a 7.700 rpm
Torque máximo: 1,31 kgf.m a 7.000 rpm
Câmbio: 5 marchas
Partida: Elétrica e a pedal
Transmissão final: por corrente
Alimentação: Carburador
Comprimento x Largura x Altura: 1.980 x 735 x 1.112 mm
Distância entre eixos: 1.320 mm
Altura do assento: não informado
Peso a seco: 155 kg
Suspensão dianteira: Garfo Telescópico com 120 mm de curso
Suspensão traseira: Braço oscilante com duplo amortecimento com 75 mm de curso
Freio dianteiro: Disco
Freio traseiro: Tambor
Pneu dianteiro: Pirelli City Demon 2.75-18
Pneu traseiro: Pirelli City Demon 90/90-18
Tanque de combustível: 15 litros
Cores: Amarela, Prata, Preta e Vermelha
Preço: R$ 4.990 (preço público sugerido)
Honda CG 150 Titan
Motor: OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Capacidade: 149,2 cm³
Potência máxima: 14,2 cv a 8.000 rpm
Torque máximo: 1,35 kgf.m a 6.500 rpm
Câmbio: 5 marchas
Partida: Elétrica
Transmissão final: por corrente
Alimentação: Carburador
Comprimento x Largura x Altura: 2.002 x 743 x 1.085 mm
Distância entre eixos: 1.323 mm
Altura do assento: 792 mm
Peso a seco: 121 kg
Suspensão dianteira: Garfo Telescópico com 130 mm de curso
Suspensão traseira: Braço oscilante com duplo amortecimento com 101 mm de curso
Freio dianteiro: Disco de 240 mm de diâmetro
Freio traseiro: Tambor com 130 mm de diâmetro
Pneu dianteiro: Pirelli City Demon 80/100-18
Pneu traseiro: Pirelli City Demon 90/90-18
Tanque de combustível: 14 litros
Cores: Azul, Prata, Preta e Vermelha
Preço: R$ 6.679 (preço público sugerido)
[Por:Agência Infomoto]
O Plano Mega Fácil, do Consórcio Nacional Honda, oferece o Lance Fixo e a possibilidade de diluição do lance, antes exclusivos para a Honda POP 100, aos modelos Biz 125, CG 125 Fan, CG 150 Titan, NXR 150 Bros, CRF 230 F, CBX 250 Twister e XR 250 Tornado.
O Lance Fixo permite ao cliente concorrer à contemplação mensal com 15% do valor total do seu Plano Mega Fácil para os prazos de 50, 60 e 72 meses. Na amortização diferenciada do lance, o consorciado utiliza a importância paga para amortizar o prazo contratado ou para reduzir em até 30% o valor das parcelas mensais.
Por exemplo, um consorciado contemplado com oferta de lance de R$ 750,80 para a Honda POP 100 poderá utilizar este valor para quitar dez parcelas na ordem inversa, a partir da última (72ª até a 63ª parcela) ou diminuir o valor da mensalidade, que passaria a ser de R$ 64,35.
O Plano Mega Fácil conta, portanto, com três diferentes formas de contemplação: Sorteio, em que o número contemplado é extraído da Loteria Federal, Lance Livre, que premia o maior percentual ofertado, respeitando o mínimo de 10% do saldo devedor, e a nova modalidade Lance Fixo.
[Por: Carros]