De janeiro a abril deste ano foram emplacadas 496.618 motos – 18,55% menos se compararmos com o primeiro quadrimestre de 2008. Porém, algumas categorias tiveram um aumento significativo em suas vendas, caso das motos custom. Segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores), nos quatro primeiros meses de 2009, 10.878 motos do segmento custom ganharam as ruas e estradas, contra 5.688 no mesmo período do ano passado. O que representa um crescimento de 91,24%. Comparativamente, este ano o volume de vendas de modelos custom quase dobrou.
Remando contra a maré – falta de crédito para modelos básicos de até 150 cc – outros segmentos também apresentam bons resultados como, por exemplo, as nakeds, roadsters e também as big-trails. Assim, podemos afirmar que o mercado de motos de média e alta cilindradas está aquecido, até porque o perfil do consumidor é bem mais qualificado para aprovação das fichas cadastrais para o financiamento do bem. Para os motociclistas brasileiros, a moto dos sonhos acima das 500 cc custa a partir de R$ 25 mil.
Prova de que o segmento de motos custom está aquecido é o mais recente lançamento da Yamaha: a XVS 950 Midnight Star. A marca japonesa aposta na personalidade de sua estradeira, que tem motor de dois cilindros em “V” de 54 cv, para abocanhar uma fatia do segmento. Dentro do mix de produtos, a Yamaha oferece ainda outros seis modelos acima de 600cc, porém a Midnight Star, que tem preço inicial de R$ 34,6 mil, é a única custom.
TOURING
Já na linha custom/touring, podemos destacar a Harley-Davidson. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas tiveram uma reação e devem fechar o ano com volume igual ou superior ao de 2008. Sonho de consumo de várias gerações de motociclistas, a tradicional família Harley ganhou recentemente três modelos completamente distintos: a esportiva XR 1200, a “anabolizada” V-Rod Muscle, e a Dyna, modelo de 1600 cc que oferece um bom custo-benefício (a partir de R$ 34,9 mil).
“Hoje, o consumidor vive o momento de concretizar sonhos e de realizar bons negócios. Apesar da crise mundial que se instalou no final de 2008, o mercado brasileiro continuou se movimentado. As montadoras ficaram mais flexíveis nas negociações. Em alguns casos, por exemplo, os preços em reais até caíram”, explica Carlãozinho Coachman, gerente de produtos do Grupo Izzo, representante oficial da marca norte-americana no País, explicando a lei da oferta e da procura. “Não há problema de crédito neste mercado de motos de maior valor agregado, já que o motociclista cumpre todas as exigências estipuladas pelas instituições bancárias para comprovar renda,” conclui Coachman.
NAKEDS
Já as nakeds apresentaram um crescimento de 6,96% em comparação a 2008. As motos mais desejadas pelos motociclistas são a Honda CB 600F Hornet, Suzuki Bandit e a linha FZ6 da Yamaha.
Neste contexto, destaque para a Honda Hornet, com a comercialização de mais de 500 motos/mês. Neste ritmo, a montadora nipônica terá um melhor desempenho se comparado a 2008 (5.898 unidades comercializadas no ano passado).
Para José Luis Terwak, gerente do departamento de novos produtos da Honda, “o mercado de motos de maior valor e cilindrada tem como aliado um apelo emocional, surpreendendo sempre no volume das vendas. Além disso, hoje, os preços estão mais convidativos”, conta o engenheiro da Honda.
TRAIL
Nesta categoria, o aumento da participação do mercado de duas rodas não é tão significativo, porém é um dos segmentos mais concorridos. Entre os modelos mais desejados pelos motociclistas estão: Yamaha XT 660R, Suzuki V-Strom DL1000, a linha BMW (R 1200 GS, F 800 GS e F 650 GS) e a Honda XL 1000V Varadero.
A BMW já emplacou no primeiro quadrimestre 363 unidades neste segmento trail, contra 194 motos do mesmo período de 2008, ou seja, crescimento de pouco mais de 87%. Para Rolf Epp, gerente da divisão de motocicletas da BMW Brasil, este aumento nas vendas se deve à ampliação e desenvolvimento das concessionárias, além de uma boa variedade de produtos dentro da categoria trail. Detalhe: este ano a marca alemã já inaugurou mais duas revendas – Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG), em um total de 11 pontos de venda em todo o País. “O carro-chefe da marca continua sendo a R 1200 GS, porém a F 800 GS teve uma excelente receptividade do motociclista brasileiro. A diferença do volume de vendas é de apenas 6% em favor da 1200 GS”, conta Rolf Epp, afirmando que, no geral, a marca teve um crescimento de 40% em 2009.
Na análise do gerente da BMW o mercado de motos acima de 500 cc é pouco explorado, já que representa apenas 2% de todas as motos comercializadas no Pais. “Modelos de média e alta cilindradas têm um enorme potencial. E é neste motociclista que a BMW foca todas as suas energias”, explica Epp, dizendo que a marca alemã comercializou no total 425 motos no primeiro quadrimestre. Só para comparar, em 2006 foram vendidas no Brasil 526 unidades. No segundo semestre a BMW promete a apresentação da F 800 R, naked que deve acirrar ainda mais a disputa com as marcas japonesas.
EXCLUSIVA E ARTESANAL
Agora quem quiser exclusividade mesmo pode escolher um dos modelos Bimota, marca italiana importada pela Perfect Motors. O modelo é tão exclusivo que pode ser encomendado diretamente da fábrica com quadro e rodas pintadas com cores diferentes das versões originais. “Este não é um mercado fácil de se trabalhar. Para o brasileiro o que vale ainda é a cavalaria, a velocidade. Na Bimota, além de sua característica artesanal, destacamos a ciclística e também o design”, conta Carlos Ludman, da Perfect Motors, dizendo que neste segmento de motos de luxo, a taxa do dólar pouco influenciou nas vendas, já que o perfil deste piloto é bem diferenciado.
“O que este motociclista quer mesmo é novidade, exclusividade”. Ludman conta que neste ano foram comercializadas 17 Bimota. “Estamos muito próximos de atingir a meta anual da marca”, conta, eufórico, o importador. Detalhe: os preços das motos italianas variam entre R$ 80 mil e R$ 155 mil.
Aldo Tizzani ![]()
[Por:Agência Infomoto]
Moto custom tem propulsor de 942 cm³ e chega ao Brasil por R$ 34 600
Para substituir a bela Virago 535 e, ao mesmo tempo, brigar com a contemporânea Honda Shadow 600 pela liderança do mercado custom nacional, em janeiro de 2003, a Yamaha passou a produzir a Drag Star e, logo de cara, a 650 cumpriu os seus objetivos iniciais e tornou-se a referência do segmento.
Mas o tempo passa e hoje, 6 anos depois, o panorama é completamente diferente. Com campanhas comerciais agressivas, a Harley-Davidson entrou na briga com a sportster 883; a Honda retomou a liderança com a Shadow 750, em 2005, e consolidou-se como a custom mais vendida com a versão com injeção eletrônica, apresentada no ano passado; a Suzuki deixou a antiga Marauder de lado e chegou com uma moderníssima e esportiva Boulevard 800… mas, e a Drag Star?
Bem, a Yamaha seguia praticamente idêntica a aquela de 2003, o preço estava convidativo, o visual ainda agradava, até que chegou um tal de Promot 3 e a concepção mecânica ultrapassada da Drag não resistiu… foi o tiro de misericórdia. A solução da Yamaha foi, no mínimo, surpreendente e enquanto todos imaginávamos que a velha e boa Drag receberia um motor com injeção e um comedido face-lift, a marca dos diapasões ousou e tirou a 650 de linha para dar lugar à XVS 950 Midnight Star, um modelo tão diferente de sua antecessora que o ganho de 300 cm³ na cilindrada e 11 cv na potência do motor é um mero detalhe.
Só de olhar para as dimensões e para a ficha técnica da “Estrela da Meia-Noite”, pode-se ter uma ideia de quanto a representante custom da Yamaha evoluiu e cresceu! Para corresponder à tocada muito mais próxima a das power-cruisers de apelo esportivo do que a das “custom tradicionais” (como era a própria Drag) a XVS 950 substitui as tradicionais rodas raiadas por um belo jogo de ligaleve calçado em pneus mais esportivos e enquanto o disco de freio cresceu (agora é de 320 mm), o tambor de freio traseiro deu espaço a outro disco (de 298 mm).
A calibragem das suspensões e o rígido chassi acompanham essa nova proposta de utilização, o câmbio está mais preciso, a posição de pilotagem acomoda com muito mais conforto o piloto. O preço sugerido pela Yamaha para a motocicleta é de R$ 34 600.
Ficha técnica
Motor: bicilíndrico em V a 60º, SOHC, 4 válvulas, refrigerado a ar, alimentado por injeção eletrônica, embreagem multidisco em óleo, câmbio de 5 marchas e transmissão secundária por correia dentada
Cilindrada: 942 cm³
Potência: 53,6 cv a 6 000 rpm
Torque: 7,8 kgfm a 3 000 rpm
Diâmetro x curso: 85,0 x 83,0 mm
Taxa compressão: 9,0:1
Quadro: Berço duplo de aço
Cáster / trail: 32° / 145 mm
Susp. dianteira / traseira: Telescópica convencional / monoamortecedor
Curso diant. / traseiro: 135 mm / 110 mm
Regulagens: na pré-carga da mola traseira
Freio dianteiro / traseiro: 1 disco de 320 mm / 1 disco 298 mm
Pinça dianteira / traseira: 2 pistões / 1 pistão
Pneu/roda dianteiro: 130/70-18″/ 3,5″ x 18″
Pneu/roda traseiro: 170/70-16″ / 5,0″ x 16″
Garantia / revendas: 1 ano / 513 concessionárias
Comprimento: 2 475 mm
Entre-eixos: 1 690 mm
Alt. do banco: 675 mm
Tanque: 17 litros
Peso seco: 261 kg
Gabriel Berardi
Imagens Renato Durães
[Por:Motociclismo online]
Projetada pelo designer Oberdan Bezzi, moto seria uma verdadeira muscle bike
Originárias do mesmo conceito utilizado nos carros de arrancada, as muscle bikes possuem um visual agressivo impulsionado por um motorzão. Uma das máquinas deste estilo que fez mais sucesso até hoje é a famosa Yamaha V-Max. O novo modelo da musculosa motocicleta foi apresentada no ano passado, arrancando suspiros dos fãs.
Com um motor de 1679 cm³, a V-Max é capaz de gerar estonteantes 201 cv de potência. Pensando no sucesso da moto da marca dos diapasões, o designer italiano Oberdan Bezzi colocou no papel uma possível muscle bike da Triumph. Utilizando como base a Thunderbird 1600, a marca inglesa apostaria na Hurricat 1700.
A nova máquina teria o mesmo propulsor da custom só que um pouco maior. Além disso, estaria equipado com pinças Brembo e um garfo invertido Öhlins, mesma marca do duploamortecedor traseiro. O grande escape dá um toque final no visual da Hurricat. Resta esperar e ver se os ingleses levarão a “brincadeira” de Bezzi a sério.
Rafael Miotto
Imagens Oberdan Bezzi
[Por:Motociclismo Online]
Confira a performance da motocicleta da Yamaha de 201 cv
A esperada apresentação dinâmica do novo modelo da Yamaha ocorreu em San Diego, nos Estados Unidos. Um grande número de jornalistas dirigiu-se até lá para testar a lendária V-Max. Um colega que estava ao meu lado acelerou ao máximo, em 2ª marcha, deixando no chão uma marca negra de 30 m. O motor é tão poderoso que — até o momento do corte da ignição — dá a sensação de que o pneu incendiará o asfalto. Esse detalhe define a V-Max: é uma moto para se divertir e um passatempo quase ilegal.
Estamos diante de uma máquina de 1679 cm³ com 201 cv declarados. Trata-se de um veículo que é uma combinação de custom, naked e esportiva. Não é fácil explicar em palavras a rapidez com que esta besta acelera. Tranqüilamente chega a 50 km/h, em 2ª marcha, e em um piscar de olhos alcança os 150 km/h.
A YamahaV-Max conseguiu um novo significado para o torque de motor. A aceleração que produz é sentida no corpo, não trata-se de uma motocicleta que tem uma potência sobrenatural, mas logo faz o piloto ficar indefeso. Deixando de lado a sua aparência custom, em seu peito bate um coração de esportiva. Assim, a supermáquina da Yamaha permite ir até os 150 km/h e depois frear com segurança, quando e onde quiser.
Mas é importante deixar claro que a V-Max foi desenvolvida para ser desfrutada principalmente em retas, só que não faz feio em outras ocasiões. É uma grande moto, seu conjunto funciona muito bem e a aceleração é praticamente capaz de arrancar-lhe os braços. Percebemos isso durante a nossa passagem por estradas no norte de San Diego.
Passamos um pouco do limite durante o teste, culpa da V-Max! A motocicleta instiga até o piloto mais equilibrado. Analisando friamente, pode-se achar que a Yamaha exagerou ao fabricar uma moto assim, só que ao acelerar a máquina, surge o desejo de parabenizar os seus criadores.
O projeto nasceu inspirado na antiga V-Max. O novo modelo assemelha-se bastante ao original, no que refere-se ao visual. Mas a Yamaha queria lapidar mais o produto, algo que foi possível graças a todos os avanços tecnológicos obtidos nos últimos 20 anos. A manobrabilidade foi melhorada, aumentaram levemente a potência e asseguraram que a posição de condução fosse mais confortável, mesmo assim, sem perder a lendária capacidade de aceleração do modelo — essência que tornou a primeira V-Max tão famosa.
Os engenheiros da marca dos diapasões partiram de uma folha de papel em branco, tendo como objetivo conseguir uma aceleração capaz de tirar o soluço e também uma posição de condução cômoda. O V4 de 1679 cm³ tem cerca 500 cm³ a mais que o modelo antecessor, mas, ao mesmo tempo, é 7 mm mais curto. Os cabeçotes atuais são menores, o que permitiu mover o motor para colocar mais peso sobre a roda dianteira.
A nova Yamaha V- Max não tende a levantar a roda quando queima-se o pneu traseiro a uma velocidade forte. As tomadas de ar também recordam a motocicleta que deu início à saga, mas agora o “air box”, ou caixa de ar, tem 13 litros de capacidade, sendo assim, o dobro do que possuía anteriormente. Uma centralina controla todo o motor, incluindo os dutos de admissão de comprimento variável. Em baixas rotações, medem cerca de 150 mm e, em altas, ficam por volta de 45 mm.
Essa maleabilidade traduz-se em uma ampla gama de torque, existindo a possibilidade de alcançar altas velocidades em todas as marchas. Uma injeção Mikuni encarrega-se de alimentar a besta, ficando no passado os carburadores de 35 mm.
Outro item que não falta é o acelerador eletrônico, o mesmo empregado em alguns modelos esportivos da marca. O sistema permite que um pouco de combustível alimente os corpos dos injetores reduzindo o freio-motor.
O câmbio de cinco relações é acompanhado de um cardã muito bem resolvido. A embreagem, com sistema antibloqueio, é hidráulica e permite grandes reduções, sem que a roda traseira seja bloqueada e a máquina perca o controle. O acionamento da manopla é um pouco duro, um preço a pagar por um propulsor com tanta força.
No conjunto das suspensões, contamos com um garfo de 52 mm, na frente, acompanhado de um monoamortecedor — na traseira. Uma moto com essa potência necessita de freios poderosos: dois discos Brembo de 320 mm com pinças radiais de 6 pistões. Além disso, estão acompanhados de sistema ABS — algo aconselhável a esta máquina. O freio traseiro mede 299 mm. Os Brembo destacam-se por sua potência e tato, sendo capazes de parar uma motocicleta com tamanho peso e força.
Os pneus são Bridgstone BT28, o traseiro é um enorme 200/50. O normal seria que a V-Max fosse um pouco deficiente na hora de realizar curvas, mas não é o caso. Os comandos de direção lembram mais uma esportiva do que uma custom. O assento do novo modelo é mais largo e cômodo, o que satisfará os pilotos mais altos. Para os mais baixos, existe um problema, neste caso, o jeito é sentar-se um pouco para frente. Desse modo, colocar os pés no chão não será um empecilho, com o assento de aproxidamente 1cm a mais na altura que o da antiga V-Max.
Outra mudança aconteceu em relação às pedaleiras, que estão mais baixas e recuadas, não comprometendo a distância livre do solo. Para tocar com os limitadores no no solo, o piloto tem de ir realmente rápido e não há por que preocupar-se em raspar o escapamento no chão. O painel do tanque tem muita informação: posição do acelerador, consumo, cronômetro… só que é difícil de ler, pois está demasiadamente baixo, junto ao tanque falso.
Se você gostava do visual original, vai se impressionar muito com a nova estética. Ela está bem similar à anterior, só que com uma aparência mais musculosa, algo que parecia impossível de alcançar. Assim, mantém um aspecto único que conquistou o coração de todos os seus fãs. Os novos radiadores modificaram um pouco a imagem da V-Max e é impossível de deixar os escapes passarem despercebidos. Outro detalhe chamativo são as entradas de ar cromadas.
Até aí tudo explicado, mas, com certeza, fica a pergunta: a que velocidade pode chegar esta supermáquina? Podemos dizer que a V-Max ultrapassou os 200 km/h em alguns trechos de estrada em San Diego. A motocicleta vem com um limitador de velocidade que entra em ação quando chega aos 220 km/h. Entretanto, o sistema não funciona quando percebe que o piloto foi ao limite em cada marcha como, por exemplo, em competições de aceleração. Assim, sua diversão não será arruinada.
A V-Max vem com eletrônica e outros componentes mais típicos de uma moto esportiva que em uma custom. Mas o que realmente a afasta das custom é a sua potência. Não é uma MotoGP, mas chega perto. Uma coisa que podemos assegurar é que não se parece com nenhuma moto que já tenha pilotado antes!
Rafael Miotto
Imagens MPIB
[Por:Motociclismo Online]
22 Oct
Posted by admin as Harley Davidson, Motos, Outros, Super Motos
Por toda uma história vitaminada pelas telas de cinema, as motos do estilo chopper — dentro do segmento custom — possivelmente sejam as mais emblemáticas. Portanto, nada mais adequado que batizar de Rocker um modelo que traz em seu DNA — além de uma linhagem lendária que atende pela sigla H-D — todo um retrospecto associado à juventude, rebeldia e a quebra de paradigmas.
Já faz alguns anos que a Harley-Davidson deixou de ser uma marca na qual a filosofia “easy rider” de viver era o argumento de vendas mais forte que a própria qualidade dos produtos. Hoje, indiscutivelmente, a marca de Milwaukee fabrica motocicletas que, além de levarem na lateral do tanque todo esses 105 anos de história, possuem tecnologia, confiabilidade e qualidades mecânicas irrepreensíveis.
[Por:Motociclismo Online]
O Johnnie Wash, centro de customização e serviços para motocicletas, apresenta no Salão da Motocicleta uma versão personalizada do modelo GR250T3, fabricado pela Garinni Motors.
A máquina de 250 cilindradas tem design moderno com influência das “Bobbers” dos anos 1950 e 1960, além de alterações no sistema de suspensão dianteira e traseira, pára-lamas e bancos.
“Também diminuímos o curso da balança traseira, produzimos um novo guidão e novos comandos avançados”, explica Ricardo Medrano, bike designer do Johnnie Wash. “Foi feita a reestruturação da parte elétrica e mecânica, fizemos um novo conjunto óptico, colocamos novos pneus finalizamos com novos grafismos e pintura”, completa.
A parceria entre o Johnnie Wash e a Garinni tem o objetivo de mostrar que é possível ter uma moto única, ideal para o uso urbano, transpassando o estilo e com a personalidade do cliente.
O Salão da Motocicleta começou ontem, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento seguirá como atração da capital paulista até o domingo (26).
[Por:Moto.com.br]
Máquina utiliza motor Buell de 1200 cm³ e tem formato de felino
Baseada no símbolo da famosa marca de carros inglesa, um projetista criou o que parecia impossível: uma motocicleta em forma de felino. Utilizando partes de uma Buell Thunderbolt e muita criatividade, Barend Hemmes percebeu que o felino pulando da Jaguar encaixava-se perfeitamente em um quadro de moto.
Assim, transformou o sonho em realidade, com a ajuda da Polar Cycles, empresa especializada em motocicletas customizadas. O corpo do felino foi construído sobre uma Buell S3 Thunderbolt de 1.200, arrematada por Hemmes em um leilão.
De acordo com o artigo publicado no periódico britânico Daily Mail, o corpo do Jaguar foi esculpido em fibra de vidro e o veículo pode alcançar até 80 km/h, uma velocidade considerável para um “gato”. Resta saber se a motocicleta chegará a ser comercializada.
[Por:Motociclismo Online]
Uma das grandes atrações apresentada pela Yamaha na Intermot, Salão de Motos em Colônia, Alemanha, a XVS 950 Midnight Star tem a missão de renovar a linha de motos custom abaixo de 1000 cilindradas.
No modelo, os engenheiros da marca dos três diapasões tiveram a preocupação em criar linhas suaves e clássicas, para não destoar com o bom e velho estilo custom. A nova estrela da constelação da Yamaha já estará disponível a partir do mês que vem ao mercado europeu.
Piscas com capa transparente, rodas de liga-leve em tons prata e preto e cromados em várias partes da moto compõem o visual da nova Midnight Star. Outro detalhe importante nessa custom é a transmissão final feita por correia dentada. O que significa mais conforto e tranqüilidade ao piloto por exigir mínima manutenção em comparação ao sistema por corrente.
Seguindo a tradição custom, a Yamaha adotou um propulsor de dois cilindros em “V” a 60 graus, porém com pistões forjados, tecnologia já utilizada em modelos mais esportivos da marca.
Com 942 cilindradas, o motor da XVS 950 conta com alimentação por injeção eletrônica e arrefecimento a ar. O propulsor gera 54 cv de potência a 6.000 rpm e torque de 7,84 kgf.m, já disponível a 3.000 rpm.
Para comparar a força desse motor Yamaha, a Suzuki Boulevard M800 gera 7,03 kgf.m de torque a 4.000 rpm, quase um quilo de torque a menos e em uma faixa de giros superior.
Vale lembrar que em motos custom não são almejados os números absolutos de potência e cilindrada, como nas esportivas. Mas sim por seu estilo “Easy Rider” e conforto.
Na saída de escape, uma bela e única ponteira cromada saindo pela lateral direita da moto, que conta com catalisador para se ajustar às normas de emissão de poluentes (Euro 3).
A nova custom da Yamaha tem quadro de berço duplo, que conseguiu um bom equilíbrio entre agilidade e facilidade para manobras. Para os pilotos de baixa estatura o assento da Midnight Star está a apenas 675 milímetros do chão.
No conjunto de suspensões a receita é simples: garfo telescópico na dianteira (135 mm de curso) e monoamortecimento na traseira (110 mm de curso).
Estilo clássico
Seguindo o estilo “low and long” (baixa e longa, em português), a Midnight Star tem uma distância entre-eixos de 1,685 milímetros, o que permite uma posição de pilotagem bem relaxada, com os pés e mãos posicionadas à frente, sem exageros.
Para aumentar o conforto, o piloto apóia seus pés em generosas plataformas e conta com um pedal próximo do calcanhar esquerdo para auxiliar nas mudanças de marcha. A estradeira da Yamaha está calçada com largos pneus 130/90 – 18 na, roda dianteira, e 170/80 – 16, na traseira.
O painel analógico conta com uma pequena tela de LCD que fica sobre o tanque de combustível e traz informações básicas: velocímetro e luzes espia. O LCD pode ter a regulagem de brilho da tela por intermédio de um comando instalado no punho esquerdo, facilitando a leitura em dias de sol.
A ignição da XVS 950 fica logo a frente do guidão, em vez de estar na lateral da coluna de direção ou ao lado do motor, como em outros modelos custom.
[Por:Agência Infomoto]
11 Oct
Posted by admin as Kawasaki, Motos, Outros, Super Motos
A Kawasaki, famosa por suas motos esportivas, fez grande alarde no Salão de Motos de Colônia em torno da sua nova linha de motos custom com motor V2 de 1700cc.
O propulsor que veio substituir o anterior de 1600 traz ainda um comando de válvulas simples no cabeçote (SOHC) em vez do anterior comando por varetas.
A grande estrela da linha é a Voyager VN 1700, anunciada como a primeira custom japonesa com pára-brisa integral, bem ao estilo da americana Electra-Glide da Harley-Davidson.
Com refrigeração líquida, injeção e acelerador eletrônico, o V2 de exatos 1700 cm³ produz 75 cv a 5.000 rpm e um torque de mais de 13,1 kgf.m. Além da enorme Voyager, o propulsor ainda vai equipar outros dois modelo: a Classic Tourer com pára-brisa e a Classic, mais básica.
Na linha de motos de média cilindrada, destaque para o novo modelo supersport, a ZX-6R. Com inúmeras melhorias, do motor ao chassi, a fábrica de Akashi prometeu uma moto muito mais voltada para as pistas, com tecnologia de ponta.
No mesmo segmento de 600cc, a Kawa ainda apresentou o modelo 2009 da naked ER-6n, que traz um motor de dois cilindros paralelos. Uma versão semi-carenada, a ER-6f, também foi mostrada.
[Por:Agência Infomoto]
Cheio de luzes, o grande estande da Yamaha no Salão Intermot, na Alemanha, parecia mais uma festa. Também sobram motivos: além do título na principal categoria do Mundial de Motocross, o italiano Valentino Rossi faturou por antecipação o Campeonato Mundial de MotoGP.
Em clima de comemoração, foi o público que ganhou o presente: ver de perto a nova versão da lendária custom V-Max e também o modelo 2009 da YZF-R1 com seu revolucionário motor.
Apesar de a imprensa especializada já ter até mesmo testado a nova V-Max e seu motor de quatro cilindros em “V” e 1.679 cm³ capaz de produzir 200 cv de potência, o público ainda não tinha visto a moto de perto. Era difícil se aproximar dessa gigante.
Outro modelo muito procurado pelos fãs era a nova YZF-R1, que traz um motor inédito em motos de rua. Chamado de “big-bang”, o intervalo de ignição entre os cilindros é totalmente diferente dos outros quatro cilindros que equipam as motos de rua da concorrência.
Baseada na tecnologia que equipa a vencedor M1, motocicleta pilotada por Rossi, a R1 promete revolucionar o mercado. Até mesmo seu ronco é diferente. Na coletiva de imprensa, os jornalistas calaram-se quando o apresentador ligou a nova R1.
Mas a marca dos três diapasões não ficou apenas com suas estrelas. Mostrou ainda a nova versão da esportiva XJ6 Diversion, que usa um motor de quatro cilindros em linha.
Outro lançamento era a nova linha WR 125, nas versões R (uso misto) e X (supermotard). Trata-se de uma versão de rua da off-road WR 125, com visual bastante moderno e que traz o motor de 125cc refrigerado a líquido. Mostra que a Yamaha, assim como a Honda, está de olho nos novos motociclistas.
Também chamou a atenção dos alemães a nova XVS 950 Midnight Star. Mais compacta que suas irmãs maiores, atraiu o olhar dos fãs de motos custom.
[Fonte:Agência Infomoto]