Na contramão das tendências mundiais, a Yamaha apresentou na Europa o modelo 2010 da off-road YZ 450F alimentado por carburador. Na última semana, a Honda havia lançado a CRF250R, da mesma categoria, com um moderno sistema de injeção eletrônica.

Apesar da “bola fora”, a montadora japonesa alega que foram feitas mudanças nos acertos de carburação para otimizar o desempenho do motor de um cilindro e cinco válvulas refrigerado a líquido. Além disso, a Yamaha anunciou diversas mudanças ciclísticas para melhorar o desempenho da YZ450F 2010 nas pistas de motocross.

[Por:Agencia Infomoto]

Disputadas quatro etapas das oito previstas, o Campeonato Brasileiro de Motocross entra,  no dia 11 de julho,  em Sorriso, Mato Grosso, numa fase em que qualquer erro poderá ser fatal para as pretensões dos líderes das oito categorias da competição. A briga pelo reconhecimento como o melhor piloto de motocross  da temporada, assegurará, por esta razão, disputas emocionantes e cada vez mais técnica, principalmente por que na classificação geral de cada categoria, desponta pelo menos cinco pretendentes ao título brasileiro.

Nas categorias MX-1 (Motos 2 tempos de 100 a 250cc e 4 tempos de 175cc até 450cc) e MX-2 ( Motos 2 tempos de 100 até 150cc e 4 tempos de 175cc até 250cc), as principais do campeonato, a briga é muito acirrada pelo título. O goiano Wellington Garcia, piloto da equipe Honda/Mobil/Pirelli, lidera as duas classes com diferenças mínimas para os demais competidores.

Na MX1, ele tem no seu encalço, o catarinense Joáo Paulino “Marronzinho” (Pró-Tork/Rinaldi/Motoshop) que na etapa de Foz do Iguaçú, em Santa Catarina, foi absoluto e conseguiu desbancar o favoritismo da equipe Honda. Sua vitória o colocou há três pontos de Garcia, que lidera a categoria com 83 pontos. Não tão distante dos ponteiros, aparece outro catarinense, Cristopher Castro, piloto da  2B Racing/Consórcio Realizar/MartPlus, com 69 pontos em terceiro; o mineiro Swian Zanoni, também da equipe Honda, está em quarto com 66.

Ainda na 1, não é recomendável menosprezar a força de Leandro Silva, que vinha de um desempenho superlativo na categoria,  até ter se acidentado na etapa de Canoas – ele fraturou o pulso –, e interrompeu uma sequência de vitórias que tinha se iniciado em Indaiatuba, São Paulo; e foi mantida na segunda etapa, em Canelinha, Santa Catarina. Piloto Honda, ele é considerado como uma das gratas revelações do cross nacional e poderá provar esta sua força em Sorriso, quando retornará às pistas. Leandro está em quinto lugar com 66 pontos, 30 atrás do primeiro colocado.

Já na categoria MX2, Garcia tem a concorrência direta do paranaense Jean Carlo Ramos, também piloto Honda. O primeiro colocado tem 95 pontos, contra 86, do segundo colocado. Na terceira posição aparece Swian Zanoni, com 80; seguido de Cristopher Castro, com 74 e Rafael Faria, com 66.

Este equilíbrio se verifica também na Mx3 (Motos de 2 tempos de 70 até 105cc e 4 tempos de 75cc até 150cc – pilotos de 11 a 15 anos e mulheres até 17 anos). Cristiano Lopes (BM Motos/Honda), de São Paulo, lidera com 87 pontos, 17 à frente do segundo colocado Vagner Lachi  (Freeway), do Rio Grande do Sul. A mineira Mariana Balbi, da equipe 2B Racing/Consórcio Realizar/Martplus, primeira mulher a vencer uma etapa do motocross nacional, está em terceiro com 65. Alexandro Valerim Martins, com 64,  é o quarto.

Assim como nas outras categorias, na MX Júnior (Moto dois tempos de 100 a 150cc e quatro tempos de 100 até 250cc – Homens de 13 a 17 anos e mulheres de 13 a 25 anos), a disputa pelo do título da temporada está indefinida e cinco pilotos tem chances reais de conquista. Gabriel Gentil (Motshop/Rinaldi), de Santa Catarina, lidera com 88 pontos. Em segundo lugar aparece Rodrigo Rodrigues (Honda/Mobil/Posto Max Center)  de São Paulo, com 82. Gustavo Takahashi, também piloto Honda, está em terceiro, com 74. Já em quarto, aparece Hector Freitas Assunção, outro piloto Honda, com 71;  Rodrigo Andrade,tem 70.

Destoando das outras classes, na CRF 230 cc (Motos 230 Honda) não se registra o mesmo equilíbrio das demais.  Marcos Moraes, lidera com 96 pontos, 20 a mais que Nivaldo José Viana, que tem 76; seguido de Richard “piaba” Rezende, com 64.

A proporcionalidade retorna na  85 cc (Motos de 2 tempos de 70 até 105cc e 4 tempos de 75cc até 150cc – pilotos de 11 a 15 anos e mulheres até 17 anos). Thiago Formehl, pilotos Honda, lidera a competição com 72 pontos e terá todo um conjunto de circunstâncias para manter esta hegemonia na categoria. Piloto natural de Sorriso, onde será disputado a próxima etapa, ele quer vencer em casa e retomar a boa fase. Ele não pontuou na etapa de Foz. Em segundo lugar se encontra o gaúcho Endrews Armstrong, com  69; seguido de Anderson Pereira, com 63; Eduardo Rudnick, com 57; Kaio César, com 54 e Everaldo Rodrigues, com 52.

Na 65 cc (Motos 2 tempos de 59cc até 65cc. Pilotos de 7 a 12 anos), Rodrigo Riffel (Lem/EMX/ASW), de Santa Catarina, lidera com 100, maior pontuação alcançada por um piloto nas oito categorias. Atrás dele está Wilgner Francisco, com 88. Enzo Lazaro, em terceiro, com 62, 38 pontos atrás do ponteiro.  Enquanto isto,  Enzo lidera a categoria 50 cc  (Motos 2 tempos 50cc, monomarca, automática, aro 10’na traseira e até aro 12”na dianteira. Pilotos de 4 a 9 anos). No segundo lugar, com 87 pontos, está Guilherme Torres e Gabriel Gomes dos Santos, em terceiro, com 82 pontos.

O Campeonato Brasileiro de Motocross tem o patrocínio da Honda e Mobil e supervisão da Confederação Brasileira de Motociclismo. Após Sorriso serão disputadas ainda etapas em Sonora, Mato Grosso do Sul, no dia 18 de julho; Espírito Santo, no dia 16 de agosto;  e Nova Friburgo, Rio de Janeiro, no dia 30 de agosto.

[Por:Moto.com.br]

A quarta etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross, neste final de semana em Foz do Iguaçu (PR), trará uma dupla missão para o goiano Wellington Garcia: manter a liderança das categorias MX1 e MX2.

À frente das principais classes do campeonato, Wellington quer ampliar a vantagem sobre os adversários nas corridas que marcam a metade da competição. Já na MXJr e 85cc, o Team Honda pretende recuperar o primeiro lugar. O ob jetivo está bem próximo de Rodrigo Rodrigues e Eduardo Rudnick, vice-líderes, respectivamente, nas duas categorias.

A liderança de Wellington já é mais consistente na categoria MX1. Com 12 pontos de vantagem sobre o segundo colocado João Paulino “Marronzinho”, o goiano também deve aproveitar a ausência do companheiro de equipe, o paranaense Leandro Silva, machucado, para se sair bem. Wellington soma 67 pontos, Marronzinho 54 e Leandro 53, em terceiro.

Wellington Garcia não pretende dar chance aos adversários. “Ainda não tivemos prova em Foz do Iguaçu, mas isso não é suficiente para nivelar os pilotos porque no dia da corrida a pista acaba mudando. Quem estiver mais bem treinado leva a melhor”, destacou o goiano. Por falar em treinamento, Wellington tem investido forte nos exercícios físicos e com moto. “Tenho treinado bastante para conseguir abrir mais vantagem. Com o Leandro fora desta etapa, tenho mais chances de ampliar. Mas também não posso dar bobeira porque o Marronzinho está logo atrás d e mim”, lembrou.

MX2 – Na categoria MX2, a pressão sobre o líder é grande. O paranaense Jean Ramos está a apenas cinco pontos de Wellington (70 contra 65) e venceu as duas últimas etapas. A proximidade na classificação deve apimentar ainda mais a disputa. Swian Zanoni é mais um que tem grandes chances de se sair bem. O mineiro ocupa a quarta colocação (58 pontos).

Wellington sabe que os riscos são grandes. “Na MX2, acabei caindo na penúltima etapa (em Canelinha) e tive de fazer uma prova de recuperação. Em Canoas (RS) foi quase a mesma coisa. Bati em um retardatário e tive de me recuperar. Desta vez, tenho que tentar fazer tudo certo porque o Jean está bem próximo. Ele tem conquistado excelentes resultados”, comentou o piloto.

Como utiliza motocicletas diferentes nas categorias, Wellington tem que fazer uma espécie de adaptação. Na MX1, ele entra na pista com a Honda CRF 450R e na MX2 com a Honda CRF 250R. Isso demonstra toda a versatilidade do campeão brasileiro nas duas categorias em 2007. “Treino muito com as duas motos, por isso, já estou acostumado.”

MXJr – O objetivo do Team Honda na categoria MXJr é recuperar a liderança. O paulista Rodrigo Rodrigues, que seguia em primeiro lugar até a terceira etapa, quer ocupar mais uma vez o posto. Para isso, precisa se sair melhor que o adversário Gabriel Gentil, na frente com 63 pontos. Rodrigo soma 60 pontos e tem se dedicado muito aos treinos para cumprir a missão. Logo atrás, com 58 pontos, está o companheiro de equipe Gustavo Takahashi.

O piloto considera a categoria MXJr uma das mais disputadas no campeonato até aqui. “Tenho me preparado muito para esta etapa porque quero a liderança de volta. Tive uma luxação na cartilagem do tornozelo na terceira etapa, mas já estou bem. Esta semana estou intensificando ainda mais os treinos. Preciso tentar não cair e conquistar o primeiro lugar para seguir mais confiante no campeonato”, destacou

85cc – O paranaense Eduardo Rudnick também vai brigar pela liderança na categoria 85cc. Atualmente em segundo lugar com 57 pontos, 12 a menos que o primeiro colocado, Andrews Armstrong, o competidor de Pien quer aproveitar para vencer em seu Estado. Logo atrás de Rudnick está o companheiro de equipe Thiago Formehl. Cezar Zamboni e Everaldo Filho completam a equipe.

Programação:

Sábado – 13/06
8h – Treinos livres
10h40 – Treinos cronometrados
13h30 – Abertura oficial
A partir das 14h – Provas (MXJr, 65cc, MX3 e 50cc)

Domingo – 14/06
7h – Treinos Livres
10h30 – Treinos cronometrados
A partir das 14h30 – Provas (MX2, CRF230, 85cc e MX1)

* a programação é fornecida pela organização do evento e está sujeita a alterações.

[Por:Moto.com.br]

Neste final de semana, a cidade de Praia Grande vai receber uma rodada dupla de motocross. No domingo haverá a abertura de um dos melhores campeonatos de motocross do Estado, a Copa São Paulo de Motocross. Em sua 5ª edição a prova recebe algumas novidades.

Entre elas estão as categorias MX 30 e MX 40, que farão uma divisão na MX3. Outra novidade na Copa SP-MX será a categoria 230F, no restante a Copa mantém o seu formato que vem dando muito certo.

Todas as categorias da Copa: 85 cc, Nacional Amador, MX – 2 Amador, Motos 2 tempos, 250 – 4 tempos, MX-30, MX 40, MX – N, MX – 2, MX – Open, 230F.

Um dia antes, no sábado à noite, começa o 2º Praia Grande Open de Motocross, competição com categorias livres (para todos os pilotos visitantes), e fechadas só para pilotos do litoral.

Em 2008 a competição foi um grande sucesso, com a pista totalmente iluminada. A competição terá quatro etapas, sempre em conjunto com um evento Extreme Racing. As categorias serão: Nacional Open, Importada Open, Nacional Regional, Importada Regional.

Ambas serão localizadas na pista de motocross da Praia Grande, entrada pela Avenida Ayrton Senna da Silva, logo no Portal da Praia Grande.

São esperados pilotos de todo o estado para esta abertura de temporada.

[Por:Moto.com.br]

O modelo 2009 da Kawasaki KX 450 F deve passar como um furacão e levantar poeira nas pistas de motocross de todo o mundo. A representante da Kawa na principal categoria mundial da modalidade, a MX-1, é a primeira moto off-road da marca equipada com injeção eletrônica.

A fábrica de Akashi seguiu a receita de Suzuki e Honda, mas foi além: criou um inovador sistema de injeção eletrônica, que elimina o uso da bateria. A KX 450 F, que deve desembarcar neste primeiro semestre no Brasil, também recebeu melhorias na sua ciclística.

O motor monocilíndrico tem 449cm³ de capacidade tem comando de válvulas duplo (DOHC) e conta com refrigeração líquida. O cabeçote e os dutos de admissão e exaustão foram projetados para acomodar o novo sistema de alimentação eletrônica e oferecer desempenho em uma ampla faixa de rotação.

A Kawasaki não divulgou os números de desempenho, porém afirma que a entrega da potência foi melhorado e o torque está disponível desde as baixas e médias rotações. Tudo para garantir tração desde a largada até o salto final. Até mesmo o sistema de exaustão, com um novo tubo de escapamento, foi desenhado para garantir o torque constante dessa verdinha.

Chassi mais estreito e leve

Se por um lado se busca mais potência em uma off-road profissional como essa KX 450 F, por outro os engenheiros trabalham duro para reduzir o peso. O quadro com tubos de seções mais estreitas — de 70 mm para 68 mm — garantiu uma perda de cerca de 800 g. Mas sem esquecer a rigidez que garante estabilidade em altas velocidades. Afinal, essa nova Kawa foi feita para acelerar.

A balança traseira, além de 200 g mais leve, foi redesenhada e agora está fixada em um ponto mais alto do quadro. Com isso, garante melhor tração e permite um maior curso do monoamortecedor — 315 mm na roda traseira.

Na dianteira, o garfo invertido (upside-down) traz a assinatura da Kayaba e se encarrega de neutralizar os maus caminhos. Na frente, o curso da roda também é de 315 mm, além de oferecer mais de 20 regulagens de retorno e compressão da mola. Pesando apenas 112,7 kg em ordem de marcha, não será tarefa difícil para esse conjunto absorver os saltos de uma pista de motocross.

Vem para o Brasil?

Com o retorno da marca ao País no ano passado, as chances de ver essa máquina nas pistas aumentaram. Segundo a assessoria de imprensa da Kawasaki no Brasil, a novidade desembarca por aqui junto com outras motocicletas off-road da marca neste primeiro semestre.

Além disso, a “Kawa” deve nomear em breve uma concessionária especializada em motocicletas off-road em Bragança Paulista (SP). Agora é esperar para ver a “verdinha” arrepiando nas pistas brasileiras.

Bruno Parisi

[Por:Agência Infomoto]

Teste:Honda CRF 150R

Conheça com detalhes a menor 4T da marca japonesa especial para cross

O ano de 1998 representou um marco na história do motocross mundial. Após anos de domínio das máquinas de motores 2T, Doug Henry e sua Yamaha YZ400F mar­caram o fim de uma era, vencendo o AMA motocross naquele ano e mostrando ao mundo o que seria uma tendência dali para a frente. Foi o início do domínio dos motores 4T.

Porém, mesmo com a vitória na temporada de 1998, muitos ainda resistiram à novidade e continuaram pilotando motos de 2T, inclusive com certo sucesso, como James Stewart na antiga 125 cc com uma KX e Ricky Carmichael com uma Honda 250 cm³ na categoria principal.

Entretanto, todas as equipes e pi­lotos, aos poucos foram se rendendo às motocicletas com mo­tores 4T, até que se tornou uma raridade encontrar uma moto de 2T nos gates das competições. Por isso, os campeonatos passaram a ter nomenclaturas diferentes em suas categorias, deixando de ser 125 cc e 250 cc para se chamar MX2 e MX1.

Contudo, essas mudanças ficaram res­tritas as categorias maiores. Somente no ano passado, 2007, que a Honda disponibilizou uma moto de 150 cm³ para competir na categoria 85 cc. Por enquanto, somente a marca da “asa dourada” tem o modelo que — em apenas um ano — foi adotado por praticamente 100% dos pilotos e que nos campeonatos nacionais e internacionais dão toda mostra do potencial da caçula 4T.

Para podermos analisar a fundo as prin­cipais características desta moto, contamos com a ajuda de Eduardo Rudnick, o paranaense de Pien que integra a equipe, Pro Tork. O jovem, que se destaca pela sua pilotagem agressiva e rápida, nos cedeu sua CRF 150 para testarmos na veloz pista de São Lourenço da Serra, no interior pau­lista. Mas antes de colocarmos a “motinho” à pro­va na terra, analisamos alguns dados no exclusivo dinamômetro que temos aqui na editora Motorpress.

Apesar de aparentemente não ser muito menor que uma CRF 250, por exemplo, ao dar as primeiras voltas estranhei as medidas reduzidas da 150. Entretanto, foram necessários apenas alguns minutos para me acostumar e poder começar a me divertir com a “motinho”. Bastante leve e com um torque excepcional, o propulsor usa a mesma tecnologia da sua irmã maior, a 250 — que para muitos tem o melhor mo­tor de sua categoria.

Ape­nas em baixa rotação é possível sentir fal­ta de disposição; nesse caso, é preciso exi­gir um pouco da embreagem para con­seguir sair das curvas com maior rapidez. Entretanto, quando se atingi média e alta rotação, o motor responde com mais vi­gor, nessa circunstância, é possível perceber o progresso em relação às “antigas” 2T. Outro ponto positivo que nos chamou a atenção foram as suspensões.

Com um curso obviamente menor (dianteira 275 mm e traseira 273 mm), elas trabalham mui­to bem e, mesmo não estando reguladas para o nosso peso — bem maior do que o de Eduardo que tem apenas 13 anos — su­pe­rou as expectativas inclusive resistindo bravamente quando exigida em pulos maio­res. A única ressalva fica por conta do excesso de maciez, claramente justificado pela diferença de peso.

No quesito freio, nada de surpreendente. O dianteiro de 220 mm é comum, tem um bom tato, mas não passa disso. No ca­so do traseiro a moto deixa a desejar, é preciso usar com força e mesmo assim nota-se falta de “pegada”.
O chassi ainda é tubular de aço e não recebeu a tecnologia implantada na CRF 250 que é de alumínio.

Entretanto, oferece uma boa ciclística com um fun­cionamento rígido, mas que ao mesmo tempo permite entrar com tranqüilidade nas curvas. Em suma, o grande diferencial é mesmo o propulsor. A moto é completa, mas o motor é o ponto forte e principal responsável pelo sucesso da CRF 150R. Exemplo disso, é o Brasileiro de Motocross onde as primeiras posições são todas ocupadas por pilotos que competem com este modelo. A Honda acertou com a criação da CRF 150 que, por enquanto, é a única que oferece a pequena 4T para os pilotos das categorias de acesso. Resta esperar as outras marcas para sabermos as novidades que vem por aí.

[Por:Motociclismo Online]

Injeção de adrenalina

A linha 2009 da Honda, apresentada recentemente na Europa e Estados Unidos, traz uma grande novidade para os amantes do fora-de-estrada: a top de linha da marca para o motocross, a CRF 450R, ganhou injeção eletrônica de combustível.

Seguindo a tendência da Suzuki, a primeira a usar injeção em motos off-road profissionais, a Honda adotou também o sistema, além de reformular totalmente o modelo.

Segundo o fabricante, a CRF está mais rápida, mais potente e oferece maior controle na pilotagem. Versátil, o modelo 2009 pode ser utilizado em provas de supercross, motocross e até em trilhas pesadas ou em passeios por terrenos acidentados. A CRF 450 R é pura energia!

Para extrair o máximo de desempenho, a Honda apostou todas suas fichas na dupla formada pelo chassi em alumínio combinado com o motor compacto e potente. O novo propulsor ganhou partes em titânio e pistões forjados. Além disso, cada componente foi revisto e muitas dimensões foram alteradas, no que resultou em um emagrecimento do modelo de quase 2 kg.

O propulsor de quatro tempos, quatro válvulas por cilindro, comando simples no cabeçote (SOHC) e arrefecimento líquido, tem 449cm³ e gera potência máxima de 56,4 cv a 8.500 rpm e torque máximo de 5,12 kgf.m a 7.000 rpm.

Essa off-road está equipada com câmbio de cinco velocidades. Com a adoção da injeção de combustível, a Honda afirma que a nova CRF 450 R oferece respostas mais rápidas e uniformes em qualquer regime de rotação, melhor comportamento em curva e uma entrega de potência mais suave.

Ciclística e estética

A nova CRF 450R é mais estreita, com um centro de gravidade mais baixo, o que facilita o controle em saltos. O chassi mais fino, construído em alumínio de seção retangular, combina com a nova cara dessa off-road e dá maior sustentação à parte ciclística.

Na dianteira, essa guerreira da Honda conta com suspensão telescópica invertida (upside-down) com múltiplos ajustes de pré-carga e retorno e 310 mm de curso. Na traseira, o tradicional sistema Pro-Link com várias posições de ajustes e 320 mm de curso.

Para melhorar a absorção de impactos, a moto de alta performance conta ainda com um amortecedor de direção, Honda Progressive Steering Dumper (HPSD), ou simplesmente amortecedor progressivo de direção.

Em ambas as rodas, a CRF leva disco de 240 mm de diâmetro. O modelo off-road está equipado com rodas de alumínio, calçadas com pneus Pirelli MIDSOFT – 80/100-21 (51M) na dianteira e na traseira 110/90-19 (62M).

Feita para pilotos experientes, esta “magrela” também teve seu visual remodelado, com novos plásticos e grafismos. Ganhou guidão de alumínio da marca Renthal e escape de alta performance de titânio.

Com capacidade para abrigar 5,7 litros no tanque de gasolina, a CRF 450 R pesa (a seco) 106,9 kg. O preço ainda não foi divulgado.

Fotos: Divulgação.

[Fonte:Agência Infomoto]

O mercado de motocicletas está em plena ascensão e, com esse crescimento acentuado, as marcas vêm investindo pesado para conquistar seus clientes. Um bom exemplo é a Yamaha, que em 2006 criou a Lander XTZ 250. Desenvolvida e projetada especificamente para o mercado brasileiro, o projeto deu frutos para a fabricante japonesa que, em pouco mais de um ano depois do lançamento, põe à disposição dos clientes uma outra opção criada a partir da própria Lander.

A XTZ 250X é mais uma das integrantes da família X da Yamaha, apresentada no último Salão das Duas Rodas em novembro de 2007. Com design mais arrojado e linhas agressivas, o X da Yamaha nos remete à idéia de uma motocicleta racing, e é justamente essa a intenção da marca dos diapasões. Com lançamentos parecidos na Europa, como a XT 660 X e a WR 250R, a Yamaha pretende incorporar este conceito no mundo todo. E no Brasil não é diferente! Com uma excelente receptividade, esse tipo de moto vem ganhando diversos adeptos e as vendas têm surpreendido os mais otimistas.

Esportes como o supermotard e o próprio motocross inspiraram os projetistas, que transformam as motos em verdadeiras obras de arte. Apesar de não mudar praticamente nada em sua ficha técnica, a XTZ 250X é bastante diferente de sua irmã mais velha, a Lander, principalmente no que diz respeito ao visual. Com detalhes em preto fosco no motor, balanças pretas, novo protetor de bengalas, traseira reestilizada e rodas com aros 17″ de alumínio na cor preta, este modelo se tornou muito mais on do que offroad.

[Por:Motociclismo Online]