A Honda anuncia mudanças sutis nos seus modelos de entrada na linha 2014. As novas versões das motocicletas Honda Pop 100, Lead, Biz 100, Biz 125, NXR 125 Bros, NXR 150 Bros e CB 300R chegam às concessionárias trazendo novas opções e combinações de tonalidades.

Pop 100: Porta de entrada para o mundo das duas rodas, o modelo chega à versão 2014 na cor azul, além das tradicionais opções em preto e vermelho. A Pop 100 segue uma proposta urbana, pois oferece agilidade e economia.

Lead 110: A scooter conhecida pelas suas qualidades na cidade pela facilidade da transmissão automática aparece na versão 2014 nas cores preto fosco, vermelho metálico com preto e azul fosco com branco.

Biz: A Biz 100 aparece em tom rosa metálico com foco no público feminino. O modelo continua sendo comercializado nas cores vermelho e preto. Já a Biz 125, com tecnologia Flex, traz o novo rosa metálico na versão ES, além da pintura em preto fosco na versão EX.

NXR Bros: Modelo de entrada no segmento on-off road, desponta na versão 2014 com a cor vermelha, além da preta tradicional. A NXR 150 Bros, com sistema flex, aparece comercializada nas versões bicolor (branco com preto e vice-versa) e tricolor (vermelho, branco e preto).

CB 300R: Líder na categoria 300cc, o modelo conta com a tecnologia flex e é o único da categoria a oferecer sistema de freios ABS. Na linha 2014, a CB 300R chega com nova opção na cor branca, válida para as versões standard (STD) e com ABS, e mantém o preto convencional. O vermelho será exclusivo dessa versão.

O preço público sugerido dos modelos tem como base o Estado de São Paulo e não inclui despesas com frete e seguro. Para Pop 100 é de R$ 4.300,00. Já a scooter Lead será comercializada por R$ 6.100,00. A Biz 100 chega ao mercado por R$ 4.790,00 (KS) e R$ 5.450,00 (ES), enquanto a versão 125 cc será oferecida por R$ 6.400,00 (KS) eR$ 7.150,00 (ES) . A NXR 125 Bros pode ser adquirida por R$ 7.190,00 (KS), R$ 7.800 (ES) e a NXR 150 Bros por R$ 8.900,00 (ES) e R$ 9.200,00 (ESD). O modelo CB 300R permanece com os valores de R$ 11.990,00 (STD) e R$ 13.690,00 (ABS). A garantia para todos os modelos é de um ano sem limite de quilometragem.

 

[Por:Moto.com.br]

O segmento de motos trail representa grande parte do mercado brasileiro, sendo este o terceiro mais comercializado no país. Segundo dados da Fenabrave – Federação das Concessionárias – somente em 2012 foram mais de 260 mil motocicletas trail de baixa cilindrada (125 a 300cc) vendidas no período entre janeiro e dezembro.

Devido ao constante crescimento deste mercado, nosso teste da vez traz um comparativo entre dois modelos trail, a Honda Bros 150, que segue disparado no topo da lista com 192.580 unidades emplacadas, e a Kasinski CRZ 150, uma das mais baratas da categoria e sétima colocada com 2.296 motos emplacadas em 2012.

Honda NXR 150 Bros

Para se manter a frente da concorrência, a líder do segmento trail no Brasil recebeu algumas modificações no final do ano passado. Apesar do modelo anterior já possuir injeção eletrônica, a nova Bros recebeu a adoção de um sistema bicombustível (Flex), além de novas carenagens e um novo conjunto de farol, mais potente com 35W.

A estrutura de chassi e suspensões mantiveram-se as mesmas, porém a vocação off road foi deixada em segundo plano para dar espaço ao conforto durante o uso diário, o que faz dela meio “soltona” na terra. Mais urbano e com pneus mais largos, o novo modelo manteve as rodas com 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira, porém seu banco em dois níveis está muito mais macio e confortável.

De “tocada” fácil, a nova Honda NXR 150 Bros possui uma pilotagem extremamente agradável e possui um ótimo ângulo de esterço, facilitando a locomoção em congestionamentos mesmo para quem tem que passar horas sobre essas duas rodas de uma lado a outro da cidade.

A grande vantagem de uma motocicleta de pequeno porte é o seu baixo consumo, comprovado pela Bros que fez uma média de 31 km/l. Apesar da pequena trail da Honda possuir motor flex, optamos por fazer o consumo apenas com gasolina para que a disputa ficasse justa. Sendo assim, sua autonomia é de aproximadamente 370 km, já que seu tanque de combustível possui uma capacidade de 12 litros.

Kasinski CRZ 150

Diferentemente da Honda Bros, a Kasinski CRZ 150 possui uma pegada totalmente fora de estrada, basta olhar para o modelo e já é possível perceber sua vocação off road. Suas rodas são maiores – 21” na dianteira e 18’’ na traseira – e seu banco mais rígido, reto e estreito. Outro item que facilita o uso fora de estrada são suas largas pedaleiras com extremidades pontudas que garantem mais segurança para o piloto ao ficar em pé, muito útil em trilhas “travadas”.

Equipada com um motor de 150cc capaz de gerar 11,8 cv, a Kasinski CRZ 150 possui um motor alimentado por carburador e com um alto índice de vibrações, até desconfortável quando o acelerador está totalmente aberto. O câmbio também poderia ser um pouco mais preciso, não é nada fácil encontrar o neutro quando paramos no semáforo.

Além do preço público sugerido – R$ 6.790, um dos mais baixos da categoria, a CRZ possui outros diferenciais quase não encontrados em suas concorrentes como setas com luzes em LED, freio a disco na traseira, relampejador, suspensão invertida na dianteira e pedal de câmbio retrátil em alumínio, revelando mais uma vez seu lado off road.

Seu tanque de combustível também segue os padrões das motos especiais de competição, de plástico e com pequena capacidade – apenas 6,5 litros. Com essa capacidade não é possível ir tão longe sem abastecer, com uma média de 30,7 km/l, sua autonomia é de aproximadamente 200 quilômetros.

Desfecho

Nem sempre aquilo que vende mais é melhor, porém desta vez a mais vendida possui melhores atributos que a sua concorrente, apesar do preço mais “salgado” – R$ 6,790 da CRZ contra R$ 8.990 da Bros. Com um agradável conjunto ciclístico e forte apelo urbano, a Honda NXR 150 Bros tem motor bicombustível, mais potente e com uma autonomia quase duas vezes maior que a Kasinski CRZ 150.

Por outro lado, para quem quer uma moto para o uso urbano e ainda quer encarar um pouco de terra aos finais de semana fazendo um investimento menor, a Kasinski CRZ 150 é uma ótima opção. Das suas rodas maiores, passando pelo seu banco estreito até as suas largas pedaleiras e alavanca de câmbio retrátil revelam toda vocação off road dessa pequena trail. Agora, a escolha cabe a você e, principalmente ao seu bolso!

Os jornalistas usaram no teste jaqueta, calça e luvas Race Tech e Alpinestars, botas Dainese e Alpinestars e capacetes NoRisk.

Cotação de Seguro (*)

Kasinski CRZ 150
A vista: R$ 1.675,00
Franquia: R$ 1.062,00

Honda NXR 150 Bros
A vista: R$ 2.163,22
Franquia: R$ 1.489,00

(*) Perfil médio: Homem, 25 a 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, morador de São Paulo e com residência em região razoável (bairro da zona sul ou zona oeste, por exemplo).

[Por:Moto.com.br]

cg 150 fan

A Honda amplia sua gama de motocicletas flex com o lançamento da CG 150 Fan com a tecnologia bicombustível. O modelo reúne o sistema flex com a tecnologia Mix Fuel Injection, sistema de injeção eletrônica de combustível PGM-FI e partida elétrica. Há duas versões: ESi, com partida elétrica e injeção eletrônica, e ESDi, com o diferencial do freio dianteiro a disco, que proporciona mais segurança e conforto ao piloto.

A CG 150 Fan tem motor OHC (Over Head Camshaft), monocilíndrico, quatro tempos, de 149,2 cm³ de cilindrada, arrefecido a ar, com comando de válvulas no cabeçote e balancins roletados. Resistente, oferece torque máximo de 1,32 kgfm a 7.000 rpm e potência de 14,2 cv a 8.500 rpm. É alimentado por sistema de injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection), que gera respostas mais imediatas ao comando do acelerador, em qualquer situação de uso, e resulta em acelerações mais progressivas e lineares.
O modelo traz ainda transmissão de cinco velocidades e embreagem multidisco em banho de óleo, que oferece acionamento preciso e macio. Completam o conjunto partida elétrica e bateria selada, de maior vida útil e isenta de manutenção. O tanque armazena 16,1 litros de combustível. Na dianteira o conjunto óptico tem farol redondo com refletor multifocal e lâmpada de 35/35W, além de piscas com visual moderno. Na traseira, a rabeta esportiva leva a mesma cor do tanque, com lanterna e piscas integrados.

Disponível nas cores vermelho, preto e prata metálico, a CG 150 Fan chegou às concessionárias no início de novembro, ao preço público sugerido de R$ 6.290 para a versão ESi e R$ 6.590 para a ESDi. As outras motos flex da Honda são a CG 150 Titan e a NXR 150 Bros.

[Por:Interpress Motor]

NXR 150 Bros Mix

Desde janeiro a Honda só fabrica a versão Mix da versátil NXR 150 Bros. Até maio já foram emplacadas 73.649 unidades do modelo on/off-road. Os números colocam a Bros como a terceiro moto mais vendido no Brasil. Só perdendo para a linha CG (125 e 150cc). Disponível nas versões KS (partida a pedal e freio a tambor), ES (freio a tambor e partida elétrica) e a ESD (com partida elétrica e freio a disco), os preços da Bros variam entre R$ 7.890,00 e R$ 8.690,00.

Em 2009, a Bros 150 passou por uma grande reformulação. Do paralama à rabeta, passando pelo motor, que ganhou injeção eletrônica de combustível. Na dianteira, as linhas ficaram mais angulosas e a carenagem do farol também mudou. As aletas do tanque ganharam volume e contribuem para deixar a Bros 150 com cara de moto de maior capacidade cúbica. Da injeção até ganhar a tecnologia flex foram apenas alguns meses.
Agora o modelo pode rodar só com gasolina, só com álcool e ou com os dois combustíveis “misturados” em qualquer proporção. A NXR 150 Bros Mix é a primeira da categoria on/off-road dotada do sistema “flex fuel”.

Motor e consumo

O motor da Bros 150 Mix é um monocilíndrico de quatro tempos, com comando simples no cabeçote, 149,2 cm³ de capacidade e alimentado por sistema de injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection).
Quando abastecida com álcool, segundo a Honda, a potência chega aos 14 cv a 8.000 rpm e o torque, a 1,53 kgf.m a 6.000 rpm. Com gasolina, esses valores ficam em 13,8 cv de potência e 1,39 kgf.m de torque. Mas na prática, no “acelerador”, é impossível sentir a diferença de potência e torque. Já no bolso…

NXR 150 Bros Mix

Na primeira fase do teste de consumo de combustível, a Bros Mix rodou exclusivamente na cidade com gasolina (comum). Por 15 dias a moto encarou congestionamentos e as vias expressas da cidade de São Paulo. A Bros Mix obteve média de 30 km/l.

Para encher o tanque de gasolina, o motociclista gasta pouco mais de R$ 27,00 e a moto pode percorrer cerca de 330 km. Antes de iniciarmos a segunda etapa do teste, esgotamos o tanque completamente e abastecemos com etanol. Exatos 11 litros (R$ 13,19).

Nesta etapa colocamos a Bros Mix para rodar na estrada – rodovia dos Bandeirantes. Com velocidades entre 90 e 110 km/h, a moto cravou média de consumo de 20 km/l. A autonomia também caiu para 220 km.
Em função de sua agilidade e versatilidade, vale a pena ressaltar que a Bros 150 não é uma estradeira. Está mais para uma “CG rural”, já que conta com suspensões com maior curso, quadro de berço semiduplo e um visual mais agressivo. Porém compartilha praticamente o mesmo motor da CG 150 Titan.

Impressões

Se no dia a dia a Bros esbanja agilidade, na rodovia falta torque e potência para superar os ônibus e caminhões. Em alguns momentos, o piloto pode tomar alguns sustos na estrada, já que tem que rodar o tempo inteiro com aceleração máxima. Muitas vezes até baixando uma marcha para tentar ganhar velocidade.

Na chuva, atenção redobrada. Óleo na pista, deslocamento de ar e aquele “spray” que sobe quando a moto é ultrapassada pode ser um dos fatores determinantes para uma queda ou acidente. Por isso, “prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém”.

Rodando por mais de uma hora ininterrupta sobre a Bros 150 Mix, o piloto sente-se cansado em função da adoção de espuma do assento muito dura. Para finalizar, o conjunto óptico poderia oferecer um feixe de luz mais forte, pois a lâmpada de 32 W é fraca.

Luzes indicativas no painel

Além do funcionamento uniforme e acelerações progressivas do motor, outro destaque fica por conta da injeção eletrônica de combustível. O sistema gerencia a partida a frio. Em nenhum momento da avaliação, seja abastecida com gasolina ou álcool, a Bros “pipocou” ou engasgou. Sempre pegou de primeira, mesmo no inverno paulistano. Claro que na primeira partida do dia era preciso acionar o botão do “start” por mais tempo, mas fazendo isso o motor acordava sem problemas.

Para entender as indicações no painel da Bros 150 Mix é preciso seguir as dicas do fabricante. Ou seja, quando as duas luzes (“MIX” e “ALC”) estiverem apagadas, significa que a partida é possível em qualquer temperatura. Se a “MIX” estiver acesa, o usuário deve abastecer sua motocicleta com um mínimo de dois litros de gasolina. Foi o que aconteceu quando a moto testada recebeu 100% de álcool. A luz “MIX” ficou acesa, mas em nenhum momento a Bros “negou fogo”.

NXR 150 Bros Mix

Seguindo as recomendações da Honda, caso a “ALC” esteja acesa, é preciso adicionar pelo menos três litros de gasolina. Se, ao ligar a chave de ignição, a lâmpada “ALC” piscar, significa que a temperatura ambiente é baixa e que o teor de álcool no tanque é alto – o que pode dificultar a partida. Em locais no qual a temperatura fica ambiente abaixo dos 15ºC, recomenda-se que o tanque da Bros Mix tenha no mínimo 20% de gasolina para que se garanta a partida a frio.

Cálculo para a economia

O álcool, apesar de ser mais barato, tem consumo pior e, consequentemente, acaba primeiro que a gasolina. Por isso, o preço do etanol na bomba de combustível tem que ser vantajoso para o consumidor, de até 70% do cobrado na gasolina. Calcular a diferença é simples: basta pegar o preço do litro da gasolina e multiplicar por 0,70. Por exemplo: se o litro custa R$ 2,50, só vale a pena abastecer com o álcool se estiver a R$ 1,75 ou menos (R$ 2,50 multiplicado por 0,70 é igual a R$ 1,75). Se o preço do litro do álcool superar R$ 1,76, é melhor escolher a gasolina.

Na capital paulista, vale a pena rodar com a Bros 150 Mix abastecida somente com etanol, já que o preço em muitos postos gira em torno de R$ 1,20. Portanto, o combustível “verde” oferece maior economia no bolso do motociclista e menor emissão de poluentes na atmosfera em São Paulo. A única desvantagem é que a autonomia da moto diminui e o piloto tem de parar mais vezes para abastecer.

Ficha Técnica:

Motor: Monocilíndrico, OHC, 4 tempos, arrefecido a ar
Cilindrada: 149,2 cm³
Potência máxima: 13,8 cv a 8.000 rpm (gasolina) ou 14,0 cv a 8.000 rpm (álcool)
Torque máximo: 1,39 kgf.m a 6.000 rpm (gasolina) ou 1,53 kgf.m a 6.000 rpm (álcool)
Alimentação: Injeção Eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection)
Capacidade do tanque: 11 litros
Câmbio: Cinco velocidades
Transmissão final: Corrente
Suspensão dianteira: Garfo telescópico com 180 mm de curso
Suspensão traseira: Mono-shock com 150 mm de curso
Freio dianteiro: Tambor de 130 mm de diâmetro
Freio traseiro: Tambor de 110 mm de diâmetro
Chassi: Berço semiduplo
Dimensões (C x L x A): 2.036 X 810 X 1.138 mm
Altura do assento: 830 mm
Altura mínima do solo: 224 mm
Entre-eixos: 1.335 mm
Peso seco: 117,5 kg (versão KS), 118,6 kg (versão ES) e 119,1 kg (versão ESD)
Cores: preto, vermelho e laranja
Preço público sugerido: R$ 7.890,00 (KS), R$ 8.290,00 (ES) e R$ 8.690,00 (ESD)

Fotos: Gustavo Epifanio/Agência INFOMOTO

[Por:Moto.com.br]

Honda XRE e Bros passam por recall

Problema no retorno do acelerador pode ocasionar acidentes com as motos

Honda XRE

Os proprietários de motocicletas NXR 150 Bros (modelos 2009 e 2010, a gasolina) e XRE 300 (modelo 2010), com chassis abaixo relacionados, acabam de ser convocados pela Honda a comparecerem em uma concessionária da fabricante. Desde de 5 de abril, os estabelecimentos estão realizando a substituição gratuita do corpo do acelerador das motocicletas.

De acordo com a Honda, algumas unidades podem apresentar um retorno lento do acelerador, o que pode provocar a perda de controle da motocicleta e, eventualmente, uma queda. Além disso, a fabricante sugere um agendamento prévio com concessionária escolhida, assim, obtendo maior comodidade.

Os endereços e telefones podem ser obtidos pelo telefone 0800 77 05 125 ou pela internet, no site www.honda.com.br. Esta campanha se estenderá até 05 de outubro 2010. Confira os chassi das motos que constam no recall:

NXR 150 BROS KS (GASOLINA) – ano 2009
Chassi
9C2KD04309R000021 a 9C2KD04309R801325

NXR 150 BROS KS (GASOLINA) – ano 2010
Chassi
9C2KD0430AR000001 a 9C2KD0430AR003552

NXR 150 BROS ES (GASOLINA) – ano 2009
Chassi
9C2KD04209R000030 a 9C2KD04209R507205

NXR 150 BROS ESD (GASOLINA) – ano 2009
Chassi
9C2KD04109R000044 a 9C2KD04109R028654

XRE 300 (sem ABS) – ano 2010
Chassi
9C2ND0910AR000045 a 9C2ND0910AR021166

XRE 300 (com ABS) – ano 2010
Chassi
9C2ND0920AR000046 a 9C2ND0920AR003279

Rafael Miotto

Imagens divulgação

[Por:Motociclismo Online]

foto ilustrativa

Ainda bem que o ano de 2009 acabou. Após a crise mundial, o setor de duas rodas sentiu a falta de crédito abundante. Fechou o ano com 1.609.251 unidades emplacadas, retração de 16,42% em comparação ao ano de 2008. Por outro lado, as motocicletas estão ganhando espaço no cenário nacional. Dos dez veículos mais vendidos, cinco são motos. Além disso, a linha Honda CG 125 superou na preferência nacional VW Gol, Fiat Palio e Uno e GM Celta e Corsa sedã. O modelo popular da marca nipônica fechou o ano com 385.926 unidades vendidas contra 303.051 do VW Gol. Mas como foi o desempenho do segmento de duas rodas, divididos por categoria segundo levantamento da Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos)?

Na categoria City, que engloba os modelos street, supremacia da Honda. Juntas, CG 125 e CG 150 Titan venderam ano passado 715.136 unidades. O que representa 66,56% do total de motos desta categoria. A terceira colocada é a Yamaha YBR 125 Factor com 121.794 unidades emplacadas em 2009.

Na categoria CUB/Scooter, destaque para a Biz que em todo ano passado apresentou um bom desempenho de vendas. No total foram emplacadas 169.755 unidades da CUB de 125 cc da Honda. Já o scooter Lead 110, também da Honda, foi lançado em julho e provou que tem muito mercado para crescer. Nos últimos dois meses do ano vendeu mais que todos os concorrentes diretos – Yamaha Neo AT 115 e Suzuki Burgman AN 125.

TRAIL

A categoria de motos de uso misto é dividida em dois grupos: até 400 cm³ e as acima de 600 cm³. Nos modelos de baixa cilindrada, mais uma vez liderança da Honda com a NXR 150 Bros, primeiro modelo trail equipado com sistema bicombustível. A Bros Mix chegou em novembro no mercado. No acumulado do ano foram emplacadas 126.516 unidades. Apesar da Yamaha XTZ 125 figurar na segunda colocação, a Honda XRE 300 vem ganhando terreno rapidamente. Nos dois últimos meses de 2009, as vendas da on-off/road superaram em cerca de 48% o volume de vendas de Xtzinha.

Nos modelos trail de mais de 600 cm³, a Yamaha XT 600R detém 41% do mercado, o que reflete sua liderança absoluta na categoria (2.221 unidades). Nas segunda e terceira posições, os modelos Suzuki VStrom DL1000 e DL650. Este ano, a briga deve esquentar nesta categoria com a chegada da BMW G 650 GS, montada em Manaus (AM), pela Dafra, e da Honda Transalp XL 700V, que deve desembarcar no Brasil ainda no primeiro semestre.

Nakeds e esportivas

Na categoria das motos com desempenho esportivo, porém sem carenagem, mais uma vez deu Honda com a CB 600F Hornet. O modelo de comportamento apimentado abocanhou quase 53% do mercado em 2009 – 6.136 unidades emplacadas.

Já nos modelos esportivos, uma grata surpresa. A Kawasaki Ninja 250 foi a moto mais vendida em sua categoria (1.452 motos). A segunda colocada foi a Kasinski Comet 250. A diferença de mercado entre as duas foi de apenas 0,13% ou 25 unidades. Nos últimos dois meses do ano, duas motos tiveram desempenho acima da média: Honda CBR 600RR (968 unidades) e a Suzuki GSX-R 750 (837 motos). A superesportiva da Honda ficou na quinta colocação e a superbike da Suzuki na sétima colocação do ranking anual de emplacamentos.

Custom

No mercado das motos custom surpresa, ascensão e queda. A líder em emplacamentos é a pequena Dafra Kansas 150. O modelo de tecnologia chinesa detém 62,31% do mercado (16.953 unidades). Lançada em maio, a Yamaha XVS 950 Midnight Star teve um bom número de vendas. Em dezembro, por exemplo, vendeu mais que o dobro que sua principal concorrente, a Honda Shadow 750. Porém, no número absoluto, a Honda levou vantagem: 1.414 contra 751.

Previsões

Com a ampliação gradativa do crédito, o setor de duas rotas deve recuperar as vendas do ano passado e crescer cerca de 10% em 2010. Segundo dados preliminares da Fenabrave este ano mais de 1.775.000 novas motos circulando pelas ruas, avenidas e estradas brasileiras.

RANKING DE EMPLACAMENTOS 2009

Marca/Modelo Unidades
Honda CG 125 – 385.929
Honda CG 150 Titan – 329.319
VW Gol – 303.051
Fiat Palio – 203.738
Honda Biz 125 – 169.755
Fiat Uno – 168.499
GM Celta – 139.420
GM Corsa Seda – 138.010
Honda NXR 150 Bros – 126.516
Yamaha YBR 125 Factor – 121.794

RANKING DAS MONTADORAS 2009
Marca/Quantidade/Participação de Mercado
Honda – 1.175.800 – 73,06%
Yamaha – 194.855 – 12,11%
Suzuki – 82.920 – 5,15%
Dafra – 65.374 – 4,06%

Sundown – 39.577 – 2,46%

Aldo Tizzani

[Por:Moto.com.br]

Street e Trail

Qual a melhor moto para encarar o trânsito carregado dos grandes centros. Uma street ou uma trail de baixa cilindrada? Para responder esta pergunta analisamos o comportamento das Honda CG 150 Titan EX e NXR 150 Bros ESD, ambas com sistema bicombustível (álcool e gasolina). Com estilos e propostas completamente diferentes, as motos apresentam algumas particularidades – usam o mesmo motor –, mas com desenhos e conjuntos ciclísticos completamente distintos. Outros fatores também são levados em consideração na hora da compra: histórico, valor das peças de reposição e liquidez. Além disso, há uma diferença de R$ 1.200,00 no preço sugerido pela montadora de entre os modelos. A CG EX custa R$ 7.490,00 e a Bros ESD sai por R$ 8.690,00.

Então vamos tirar a prova dos nove. No quesito motorização, as aparências podem enganar. Apesar das mesmas características de construção – OHC (comando simples no cabeçote), monocilíndrico, quatro tempos, arrefecimento a ar e 149,2 cm³ de capacidade cúbica –, o motor trabalha em distintas faixas úteis de utilização (diferença entre as rotações de potência e torque máximos). Rodando apenas com álcool, a CG 150 Titan EX tem potência máxima declarada de 14,3 cv a 8500 rpm e torque máximo de 1,45 kgf.m a 6500 rpm.

Enquanto a NXR 150 Bros ESD oferece 14 cv a 8000 rpm de potência máxima e 1,53 Kgf.m a 6000 rpm de torque máximo. A micro diferença de potência se dá exclusivamente pela posição do filtro de ar. A CG 150 “respira” mais, já que o filtro fica mais exposto na lateral da moto. Na Bros o filtro fica mais escondido e protegido de detritos e sujeira. Apesar de a faixa útil ser a mesma (2000 rpm), a street tem mais potência em altos giros, enquanto a trail mais torque em médias rotações.

Para auxiliar no desempenho, a Bros conta ainda com uma coroa maior, o que oferece respostas mais rápidas em rotações mais baixas. Já a CG tem coroa menor e uma relação mais alongada, principalmente nas últimas marchas (4ª e 5ª), garantindo uma maior velocidade final.

Ciclística

Na parte ciclística, a diferença começa no desenho e na geometria do chassi. Na CG 150 EX, quadro tipo diamante, no qual o motor faz parte da estrutura. Esta configuração é mais suscetível à torção, porém garante maior maneabilidade ao piloto. A Bros ESD conta com o tradicional berço semiduplo, que abraça e protege o motor na parte inferior. O chassi da trail é praticamente o mesmo da CRF 230 (modelo de competição off-road), o que lhe garante maior rigidez e robustez. Na prática, isso significa mais controle da moto no fora-de-estrada.

No árduo trabalho de transpor buracos, ondulações, piso irregulares ou trechos de terra, as motos contam com propostas completamente diferentes. Na dianteira vantagem para a Bros. Isso em função dos 180 mm de curso do garfo telescópico da Bros, contra 130 mm na CG 150 Titan EX. Na trail o poder de absorção e retorno é mais rápido, como nas motos de competição.

Na traseira, a CG conta com sistema bichoque, com 101 mm de curso (bichoque), contra 150 mm de curso do modelo trail (monoamortecida). Essa diferença se dá pela proposta de trabalho incorporado na linha CG há mais de 30 anos, já que os amortecedores são fixados lateralmente no eixo da roda. Detalhe: rodando em um piso muito ondulado o pneu traseiro da CG pode até quicar. No caso da Bros, o alinhamento do amortecedor com a roda força o pneu para baixo, oferecendo maior aderência em pisos irregulares. Outros fatores que colaboram para uma maior poder de absorção são as rodas raiadas e os pneus de uso misto.

No item frenagem, o comportamento das motos foi muito semelhante, já que ambos os modelos estão equipados com disco simples de 240 mm de diâmetro, com pinça de dois pistões, na dianteira. Na traseira, o tradicional freio a tambor. O conjunto oferece respostas rápidas e eficientes.

Conforto e ergonomia

Em função de seu estilo, a NXR 150 Bros ESD oferece uma melhor postura e, consequentemente, maior conforto para o piloto. Reflexo do guidão aberto e mais alto, que passa com facilidade por cima dos retrovisores da maioria dos carros de passeio. Além disso, a trail da Honda tem uma maior distância do solo (244 mm), que pode fazer a diferença na hora de cruzar uma área alagada.

Já a CG 150 Titan EX é mais ágil nas mudanças de direção em função de um entre-eixos mais curto (1.315 mm, conta 1.353 mm da Bros). A CG também é mais fácil de pilotar, pois é mais baixa, o que ajuda bastante na realização de manobras. Ambos os modelos contam com assentos em dois níveis e com espuma de boa densidade.

Para quem não gosta de rodar com mochila nas costas, a Bros oferece ainda um generoso bagageiro no qual é possível instalar um bauleto. Na CG EX não há bagageiro como item de série. Para se colocar o baú é necessário a retirada das alças do garupa e a instalação de um bagageiro. A versão mais esportiva da CG conta ainda com rodas de liga leve e a polêmica moldura do farol com piscas embutidos.

Conclusão

Ambas as motos são muito equilibradas e ágeis no dia-a-dia. A CG leva vantagem na tradição, versatilidade, robustez, autonomia, peças de reposição mais baratas e alto valor de revenda. Além disso, a CG 150 EX é um modelo verdadeiramente “urbanóide”, lapidado por mais de 35 anos para ser uma trabalhadora nata, mesmo na sua versão topo de linha. O preço sugerido pela Honda é de R$ 7.265,00.

Já a Bros é mais robusta e tem a capacidade de enfrentar estradas de terra, oferecer maior nível de conforto, além de responder melhor em rotações mais baixas. O que pesa contra é a altura do assento (830 mm, contra 792 mm da CG), o estilo “cross” e o preço sugerido – R$ 8.690,00. Ou seja, no trânsito urbano dos grandes centros quem “manda” ainda é a CG 150. Um best-seller que evoluiu com o tempo.

Ficha Técnica:

NXR 150 Bros ESD Mix (versão bicombustível)

Motor: OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Cilindrada: 149,2 cc
Potência Máxima: 14,0 cv a 8.000 rpm
Torque Máximo: 1,53 kgf.m a 6.000 rpm
Diâmetro x Curso: 57,3 X 57,84 mm
Sistema de Alimentação: Injeção Eletrônica PGM-FI
Taxa de Compressão: 9,5 : 1
Ignição: Eletrônica
Partida: Elétrica
Transmissão: 5 velocidades
Embreagem: Multidisco em banho de óleo
Sistema de Lubrificação:  Forçada, por bomba trocoidal
Suspensão:
Dianteira: Garfo telescópico com 180 mm de curso
Traseira: Duplo amortecedor com 150 mm de curso
Freios:
Dianteiro: Disco de 240 mm de diâmetro e cáliper de dois pistões
Traseiro: Tambor com 110 mm de diâmetro
Pneus:
Dianteiro: 90/90-19M/C 52P
Traseiro: 110/90-17M/C 60P
Chassi: Berço semiduplo
Altura do Assento: 830 mm
Distância Mínima do Solo: 244 mm
Dimensões (C x L x A): 2.036 X 810 X 1.138 mm
Distância entre-eixos: 1.353 mm
Tanque de Combustível: 12 litros
Peso Seco: 119,1 kg
Cores: Preta, vermelha e laranja
Preço:  R$ 8.690,00

Ficha Técnica:

CG 150 Titan Mix EX (versão bicombustível)
Motor: OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Cilindrada: 149,2 cc
Potência Máxima: 14,3 cv a 8.500 rpm
Torque Máximo: 1,45 kgf.m a 6.500 rpm (álcool)
Diâmetro x Curso: 57,3 X 57,84 mm
Sistema de Alimentação: Injeção Eletrônica PGM-FI
Taxa de Compressão: 9,5 : 1
Ignição: Eletrônica
Partida: Elétrica
Transmissão: 5 velocidades
Embreagem: Multidisco em banho de óleo
Sistema de Lubrificação:  Forçada, por bomba trocoidal
Suspensão:
Dianteira: Garfo telescópico com 130 mm de curso
Traseira: Duplo amortecedor com 101 mm de curso
Freios:
Dianteiro: Disco de 240 mm de diâmetro e cáliper de dois pistões
Traseiro: Tambor com 130 mm de diâmetro
Pneus:
Dianteiro: 80/100-18M/C 47P
Traseiro: 90/90-18M/C 57P
Chassi: Diamond
Altura do Assento: 792 mm
Distância Mínima do Solo: 165 mm
Dimensões (C x L x A): 1.988 X 730 X 1.098 mm
Distância entre-eixos: 1.315 mm
Tanque de Combustível: 16,1 litros
Peso Seco: 116,9 kg
Cores: Vermelha, preta, cinza metálica e laranja metálica
Preço:  R$ 7.265,00

Aldo Tizzani

Fotos: Caio Mattos e Renato Durães

[Por:Agencia Infomoto]

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