Desde o último dia 18 de junho, quando a Ecopistas, uma das empresas do grupo EcoRodovias, assumiu a concessão do corredor formado pelas Rodovias Ayrton Senna/Carvalho Pinto, que liga a cidade de São Paulo aos municípios do Vale do Paraíba, no interior do estado, os motociclistas passaram a pagar pedágio.
Enquanto os motoristas de automóveis tiveram uma redução de cerca de 45% na tarifa, os motociclistas agora são obrigados a pagar o pedágio, cujo valor é metade do cobrado pelos automóveis.
A cobrança do pedágio de motos, motonetas, scooters e bicicletas a motor segue o modelo da tarifa bidirecional, na qual os motoristas pagam em uma das praças de pedágio no sentido Interior e também em uma das praças no sentido Capital. Se estiver viajando para cidades do Interior paulista, o motociclista pagará pedágio na praça de Itaquaquecetuba (km 32,9) e de São José dos Campos (km 92,5).
No retorno, efetuará o pagamento no pedágio localizado no município de Caçapava (km 114) ou no de Guararema (km 57,8). Para percorrer todo o percurso de ida e volta, o motociclista vai desembolsar agora R$ 8,00. Segundo a assessoria de imprensa da Ecopistas, estava prevista no programa de concessões a redução da tarifa para os carros e o início da cobrança de pedágio para as motos.
O motivo da cobrança, ainda de acordo com a assessoria, é o aumento na circulação de motos que, apesar de não danificarem a pista, utilizam os serviços oferecidos pela concessionária, como atendimento de emergência 24 horas por dia, com auxílio guincho, socorro mecânico e socorro médico.
[Por:Moto.com.br]
Concessionárias alegam aumento nos custos devido ao crescimento da frota de motocicletas
O governo do Estado de São Paulo pretende revogar o Decreto 9 812, de 1977, que impede a cobrança de pedágio aos motociclistas. A previsão é que em 2009 as tarifas comecem a ser cobradas — o valor tende a ser a metade do cobrado pelos veículos de passeio.
As concessionárias alegam o aumento nos custos nas rodovias devido ao crescimento da frota de motocicletas. Primeiramente as tarifas aparecerão nas rodovias que estão em fase de privatização — Rodovias Raposo Tavares, Marechal Rondon, Ayrton Senna, Carvalho Pinto e D. Pedro I pela Artesp (Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo) —, com possibilidade de se estender para outras rodovias.
Segundo a Artesp, a participação de motocicletas na frota de veículos do Estado pulou de 9,4% em 1998 para 16,4% no ano passado.
[Por:Motociclismo Online]