
Desde a chegada da CB 600F Hornet ao mercado nacional em 2004, a categoria das motos entre 600 e 700 cm³ de capacidade vem ganhando a cada dia mais força e espaço. Nos últimos três anos, as marcas ampliaram suas linhas de produtos e, consequentemente, sua participação de mercado. Outros fatores que também contribuíram para este crescimento foi o amadurecimento do motociclista brasileiro e também sua ascensão sócio-econômica.
Hoje, há dez modelos sendo oferecidos ao consumidor, entre trails, que encaram qualquer tipo de aventura, e as nakeds, motos nuas, sem carenagem. Isso sem falar nas superesportivas. O time das mais “desejadas” do Brasil é formado por Honda Hornet, Kawasaki ER-6n, Yamaha XT 660R e XJ6 (N e F), Suzuki Bandit 650 (N e S) e V-Strom 650. Os lançamentos mais recentes desta categoria são a BMW G 650 GS, montada em Manaus (AM) pela Dafra, e a Kawasaki Versys, que chega em junho e será a concorrente direta da dual porpuse da Suzuki. Os preços variam entre R$ 25.550 (ER-6n) e R$ 36.680 (Hornet, com sistema de freios ABS).
Entre as trails e as nakeds, o motociclista pode optar pelo estilo, design e configuração mecânica que mais lhe agrada: um cilindro, dois cilindros em “V” ou dois cilindros paralelos ou até quatro cilindros em linha. No primeiro quadrimestre do ano, 3.880 unidades dessa faixa de cilindrada foram comercializadas no País. Se o mercado de duas rodas continuar em ascensão, esta categoria de médias cilindradas deve encerrar o ano com quase 12 mil unidades vendidas, contra 8.122 de 2007, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Ou seja, um crescimento de 43% em três anos. Parece pouco se compararmos com o volume de motos de 150 cc vendidas mensalmente, que tem 88% de todo o mercado nacional. Mas o mercado acima de 400cc já representa 2% do total de motos comercializadas no Brasil, segundo pesquisa da Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motocicletas. Vale ressaltar que este é o segmento que mais vem crescendo em todo mundo.
Mercado em ebulição
Líder absoluta deste segmento de 600cc, a Honda vendeu em 2009 exatas 6.136 unidades da CB 600F Hornet. Já nos primeiros quatro meses deste ano foram comercializadas 2.014 unidades da moto que está equipada com motor quatro cilindros de 102 cv. Segundo Alfredo Guedes Jr, engenheiro e supervisor de Relações Públicas da Honda, o grande trunfo da Hornet foi o de resgatar a tradição da marca nos modelos de quatro cilindros em linha, que chegou ao Brasil nos anos 70 e se imortalizou com a CBX 750 Four, nas décadas de 80/90.
“Antes do lançamento da CB 600F Hornet, a Honda fez uma ampla pesquisa de mercado. Os dados mostraram que teríamos um bom resultado de vendas. A moto tem outras características marcantes além do motor; um belo design e grande esportividade”, conta Guedes Jr, dizendo que a marca abriu as pontas deste segmento para o público e que ampliou sua base década após década. “Houve ainda uma expansão natural e um amadurecimento do mercado brasileiro”, completa.

Considerado uma evolução natural de sua linha de 250 cc, a Yamaha oferece três modelos entre 600 e 700 cm³ de capacidade cúbica: XT 660R e XJ6, nas versões naked e semi-carenada. A XT 660R é líder absoluta de seu segmento trail. Nos últimos três anos vendeu em média 2400 unidades/ano. Sua principal característica é a versatilidade para rodar em qualquer tipo de piso.
A recém lançada XJ6 é uma moto mais comportada, de construção ciclística tradicional que tem agradado muito o motociclista que quer uma moto bonita, confortável, fácil de pilotar e com um motor mais manso e preço mais acessível. A XJ6 tem 77 cv de potência máxima e custa R$ 27.500, enquanto sua antecessora FZ6, tinha 98 cv e custava cerca de R$ 32.000.
Para Ricardo Suzuki, gerente de marketing da Kawasaki do Brasil, a estratégia da marca nipônica é investir em modelos de média e alta cilindradas. “A Honda criou um mercado, mas hoje há vários outros produtos que se encaixam nesta categoria e faixa de cilindrada. Da Kawasaki temos a ER-6n e a Versys, moto de uso misto que chega às concessionárias em junho para brigar diretamente com a Suzuki V-Strom 650”, conta o gerente da “Kawa”, dizendo que o grande diferencial dos modelos é seu motor de dois cilindros paralelos.
Segundo o responsável pelo marketing da Kawasaki, a estabilidade econômica e o aumento da renda do brasileiro têm impulsionado as vendas de modelos de maior valor agregado. “O motociclista está mais exigente e, consequentemente, busca produtos de uma categoria superior”, explica Ricardo Suzuki. Só por curiosidade, a Kawasaki já produz três modelos em Manaus (AM): Ninja 250, a ER-6n e a Z 750. No total, são 700 unidades/mês.
Aldo Tizzani
[Por:Moto.com.br]
Maxitrail da Yamaha recebeu inédito grafismo vermelho e sensor de oxigênio
Líder de vendas de sua categoria no Brasil, a XT 660R acaba de ser renovada pela marca dos diapasões. O motor de 660 cm³ da motocicleta é capaz de gerar 48 cv de potência a 6 000 rpm e alcança torque de 5,95 kgfm a 5 250 rpm. A mudança que mais chama atenção é o novo visual com a chamativa cor vermelha, além da tradicional preta.
Outras novidades ficam por conta de novos protetores antiqueimadura nos escapes e a inclusão da sonda lambda. Com o sensor de oxigênio, o sistema calcula a quantidade necessária de combustível para deixar a combustão otimizada. Os gases liberados ainda passam por dois catalisadores.
Desse modo, a nova XT 660R passa a enquadrar-se no Promot3 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares). Mais um ponto interessante da moto é o painel de cristal líquido com marcador de velocidade, marcador de combustível, hodômetro total e parcial, indicador de temperatura do motor, luz de reserva, entre outros.
A XT 660R também possui um sistema de imobilização que é acionado ao se retirar a chave, bloqueando a partida. O chassi da máquina é tubular em aço do tipo Diamond duplo. Enquanto as suspensões são Paioli, na dianteira (225 mm de curso) e do tipo Monocross na traseira (200 mm de curso), sendo ajustável em cinco posições.
As rodas de alumínio tem 21” (dianteira) e 17” (traseira), ambas dotadas de freio a disco. O preço sugerido pela Yamaha para a XT 660R é de R$ 27 273, com a possibilidade de dividir em 60 parcelas sem juros de R$ 596,87 pelo consórcio Yamaha Motor.
Rafael Miotto
Imagens divulgação
[Por:Motociclismo Online]
A Yamaha divulgou na última semana a nova tabela de preços de suas motocicletas. As novidades nacionais ficam por conta a YBR 125 Factor, a nova linha XTZ 125 e a Fazer 600, agora nacionalizada.
A nova 125 urbana da montadora japonesa tem seu preço inicial de R$ 5.600 e a trail sai por R$ 7.013, ambas na versão K.
Comparando com os modelos anteriores, a YBR e a XTZ tiveram acréscimo de apenas R$ 64. Elas custavam, respectivamente, R$ 5.536 e R$ 6.949. Já a FZ6 tem preço sugerido de R$ 33.000 na versão N.
Confira a tabela:
- YBR 125 Factor K: R$ 5.600,00
- YBR 125 Factor E: R$ 6.210,00
- YBR 125 Factor ED: R$ 6.585,00
- XTZ 125K: R$ 7.013,00
- XTZ 125E: R$ 7.817,00
- XTZ 125X/K: R$ 7.231,00
- XTZ 125X/E: R$ 8.025,00
- XTZ 250X: R$ 12.060,00
- NEO AT: R$ 6.087,00
- FAZER 250: R$ 10.477,00
- XT 660R: R$ 24.794,00
- MT-03: R$ 26.950,00
- Drag star XVS 650: R$ 25.300,00
- Lander 250: R$ 11.210,00
- FZ6 S: R$ 33.800,00
- FZ6 N: R$ 33.000,00
- TDM 900: R$ 40.928,00
- YZF-R1: R$ 55.941,00
- MT-01: R$ 52.618,00
[Fonte:Agência Infomoto]