Yamaha XT 660R: Liderança absoluta

A Yamaha XT 660R reina absoluta no segmento trail. Em 2008 foram vendidas 2.569 unidades da ‘topa-tudo’ da marca nipônica. O número representa que a on/off-road da Yamaha detém 48,24% de seu nicho de mercado, deixando para trás pesos-pesados como a Suzuki DL 1000 V-Strom, as BMW R 1200 GS e F 800/650 GS e a Honda XL 1000V Varadero.

Para se manter no topo, a versão 2009 da XT 660R apresenta várias novidades. Adotou nova cor — vermelha — e grafismos, além de protetores de escape. No tanque foram aplicados adesivos mais modernos e arrojados.

Para uma maior harmonia, a barra externa dos amortecedores dianteiros, a balança da suspensão traseira, os protetores dos escapamentos e aros em alumínio estão pintados em preto.

O vermelho “Ferrari” causou certa estranheza entre os fãs da marca. Alguns alegam que a moto perdeu sua identidade, ou melhor, a cor azul, que sempre foi uma referência da Yamaha nas pistas. Polêmicas à parte, a trail XT 660R tem outro fator que conta, e muito, a seu favor: o preço de R$ 27.273.

Só para comparar, a BMW F 650 GS Standard custa R$ 44.900. Com o “troco” de R$ 17.627, o motociclista pode fazer o seguro da moto e ainda investir em equipamentos de segurança.

Motor

A XT 660R apresenta um leve e compacto motor monocilíndrico. Equipado com sistema de injeção eletrônica e arrefecimento líquido, o propulsor é capaz de gerar 48 cv de potência máxima e 5,95 kgf.m de torque.

O cabeçote da motocicleta traz quatro válvulas e o cilindro tem revestimento cerâmico. Além disso, o pistão é forjado. Itens herdados dos modelos de competição da Yamaha. Já o câmbio de cinco velocidades oferece engates precisos.

Na prática, o motor impressiona pela resposta rápida desde as baixas rotações e também por sua força, seja para retomadas de velocidade em saídas de curvas, para uma ultrapassagem segura ou até para encarar uma bela subida. Ou seja, quando o motociclista precisa “dar motor”, a moto está pronta para responder.

Na terra, a XT 660R é um “trator”. Com o auxílio dos pneus Metzeler Tourance — de uso misto —, a trail oferece boa dirigibilidade em estradas não-asfaltadas. No asfalto, a velocidade máxima chegar a 170 km/h. Porém, a 100 km/h o consumo é de 20 km/l.

Para se adequar à terceira fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot), a Yamaha instalou uma sonda Lambda. O dispositivo analisa os gases do escapamento e corrige eventuais falhas por meio da central eletrônica que monitora o sistema de injeção de combustível.

Ciclística

Se o motor é robusto e confiável, a ciclística oferece também conforto e segurança ao piloto. Com 165 quilos de peso a seco, a XT 660R é montada sobre um chassi tubular em aço. Equilibrada e bastante versátil, a trail da Yamaha é uma guerreira que enfrenta qualquer tipo de terreno, seja no fora de estrada ou na “selva de pedra”, rodando entre os carros, enfrentando enchentes etc.

Na dianteira, roda de alumínio de 21 polegadas. O sistema de freio tem disco flutuante com 298 mm de diâmetro, além da suspensão dianteira Paioli, com 225 mm de curso. Na traseira, roda de aro 17 polegadas, disco de freio de 245 mm de diâmetro, com pinça simples com o pistão da grife Brembo e suspensão monocross, com um curso de 200 mm, ajustável em cinco posições.

O sistema de freios é eficiente e o conjunto de suspensões cumpre bem seu papel: absorve imperfeições como buracos e lombadas na cidade, e mantém a tração na roda traseira em estradas de terra.

Outro diferencial é o painel de cristal líquido, multifuncional. É possível visualizar rapidamente várias informações para uma boa pilotagem: velocidade, hodômetro total ou parcial. Também estão disponíveis dados sobre temperatura e estado do motor, piscas, combustível na reserva, luz alta, ponto morto e luz espia para indicar a ativação do sistema de imobilização. Em uma viagem noturna, o farol oferece boa iluminação. O ponto negativo é a ausência de conta-giros no painel.

História

A família XT, que começou na década de 70 com as XT 500 e chegou até a XT 600E, sempre teve como proposta um modelo para os motociclistas que querem ir a qualquer lugar e não dispensam a imagem forte e robusta que essas motos transmitem. Com a XT 660R não foi diferente.

Lançada em 2004 na Europa, a 660R chegou aqui no ano seguinte e foi a primeira motocicleta fabricada no Brasil a ser equipada com o sistema eletrônico de alimentação.

Ficha Técnica

Motor: Monocilíndrico, OHC, 4 tempos, 4 válvulas por cilindro,
Refrigeração: Líquida
Capacidade cúbica: 660 cm³
Potência máxima: 48 cv a 6.000 rpm
Torque máximo: 5,95 kgf.m a 5.250 rpm
Câmbio: 5 velocidades
Transmissão final: Corrente
Alimentação: Injeção eletrônica
Partida: Elétrica
Quadro: Berço semiduplo
Suspensão dianteira: Garfo telescópico com 225 mm de curso
Suspensão traseira: Balança monoamortecida, monocross, com 200 mm de curso
Freio dianteiro: Disco de 298 mm de diâmetro
Freio traseiro: Disco de 245 mm de diâmetro
Pneu dianteiro: 90/90-21 m/c 54 s
Pneu traseiro: 130/80-17 m/c 65 s
Comprimento: 2.240 mm
Largura: 845 mm
Altura: 1.230 mm
Distância entre-eixos: 1.505 mm
Distância do solo: 210 mm
Altura do assento: 865 mm
Tanque de combustível: 15 litros
Peso seco: 165 kg
Cores: vermelha e preta
Preço: R$ 27.273

Fotos: Caio Mattos.

[Por:Agencia Infomoto]

Maxitrail da Yamaha recebeu inédito grafismo vermelho e sensor de oxigênio

Líder de vendas de sua categoria no Brasil, a XT 660R acaba de ser renovada pela marca dos diapasões. O motor de 660 cm³ da motocicleta é capaz de gerar 48 cv de potência a 6 000 rpm e alcança torque de 5,95 kgfm a 5 250 rpm. A mudança que mais chama atenção é o novo visual com a chamativa cor vermelha, além da tradicional preta.

Outras novidades ficam por conta de novos protetores antiqueimadura nos escapes e a inclusão da sonda lambda. Com o sensor de oxigênio, o sistema calcula a quantidade necessária de combustível para deixar a combustão otimizada. Os gases liberados ainda passam por dois catalisadores.

Desse modo, a nova XT 660R passa a enquadrar-se no Promot3 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares). Mais um ponto interessante da moto é o painel de cristal líquido com marcador de velocidade, marcador de combustível, hodômetro total e parcial, indicador de temperatura do motor, luz de reserva, entre outros.

A XT 660R também possui um sistema de imobilização que é acionado ao se retirar a chave, bloqueando a partida. O chassi da máquina é tubular em aço do tipo Diamond duplo. Enquanto as suspensões são Paioli, na dianteira (225 mm de curso) e do tipo Monocross na traseira (200 mm de curso), sendo ajustável em cinco posições.

As rodas de alumínio tem 21” (dianteira) e 17” (traseira), ambas dotadas de freio a disco. O preço sugerido pela Yamaha para a XT 660R é de R$ 27 273, com a possibilidade de dividir em 60 parcelas sem juros de R$ 596,87 pelo consórcio Yamaha Motor.

Rafael Miotto

Imagens divulgação

[Por:Motociclismo Online]

A Equipe Petrobras Lubrax acaba de ganhar um reforço para o 16º Rally Internacional dos Sertões. O piloto Tiago Fantozzi integrará o time, na disputa da categoria motos até 450 cilindradas ao lado de Rodolpho Mattheis. A efetivação foi assinada na manhã de segunda-feira (26), na sede da equipe em São José dos Campos (SP).

“Minha expectativa é a melhor possível, pois estava acostumado a correr sozinho e em times menores e, agora, tenho toda a estrutura de uma grande equipe, que me dará todo suporte que preciso” disse Fantozzi.

“Integrar um grupo que tem nomes como André e Jean Azevedo, ambos com experiência internacional em provas como o Dakar, também contribui bastante para a minha carreira”, enfatiza o piloto.

No Rally dos Sertões, Fantozzi foi campeão na geral das motos em 2001, segundo colocado em 2002 e 2004, e terceiro em 2003. Nos dois anos seguintes, não completou a prova por problemas mecânicos e também sofreu um acidente e, na edição passada, não participou. Em 2008, o piloto venceu o Rally RN 1500, maior competição off-road do Nordeste brasileiro.

Tiago Fantozzi atravessará os 4.474 quilômetros previstos de percurso a bordo da Yamaha WR450F, enquanto Rodolpho Mattheis competirá o Sertões com uma motocicleta Yamaha XT 660R.

[Por:Moto.com.br]

Yamaha

A Motori Minarelli, fabricante de motores italiana subsidiária da Yamaha Motor Company, celebrou a produção de 10 milhões de motores no último 11 de abril desde sua fundação em 1951.

Atualmente, a empresa produz propulsores Yamaha que variam de 49cc a 660cc (o monocilíndrico utilizado na XT 660R) e os distribui para todas as subsidiárias européias da marca.

A produção neste ano de 2008 deve atingir a marca de 280.000 motores.

[Por:moto.com.br]

Confraternização

O que leva um motociclista a participar de um encontro? Rever velhos amigos de estrada, fazer novas amizades, conferir de perto os últimos lançamentos entre motos, peças e acessórios ou o simples prazer de viagem por centenas de quilômetros. É essa reunião de fatores que faz do Megacycle um dos maiores encontros motociclísticos do Brasil.

A 21ª edição da festa de duas rodas aconteceu na hospitaleira cidade mineira de São Lourenço, entre os dias 3 e 6 de abril. Apesar do tempo nublado, 15 mil motocicletas, na sua grande maioria modelos de média e alta cilindradas, e 40 mil pessoas prestigiaram o “Mega”.

Pilotando uma BMW K 1200 R, Antonio Carlos de Oliveira rodou 870 km em 12 horas de viagem entre Três Lagoas (MS) e São Lourenço. Acompanhado por mais três amigos, Totó, como é mais conhecido, gosta muito de participar de encontros motociclísticos. “Estar aqui é uma forma de terapia. Reencontro amigos e vejo as novidades do setor”, conta o mototurista, satisfeito também com a infra-estrutura oferecida pelo Megacycle.

Para o funcionário público Frank James, de Brasília (DF), o clima de confraternização é o ponto alto do evento. “Encontramos pessoas de todas as partes do Brasil. Além disso, moto e rock fazem uma união perfeita”. James, dono de uma Yamaha XT 660R, destaca também os atrativos turísticos da cidade.

Participação ilustre mesmo foi a do Capitão Senra, de 77 anos, que a 54 pilota motos.  Apaixonado pela Harley-Davidson, este senhor de espírito jovem e alma estradeira diz que não “há nada melhor do que pegar a estrada e rever velhos amigos”.

Oficial reformado e ex-batedor da Polícia do Exército na época do presidente Juscelino Kubitschek, Capitão Senra organizou um dos primeiros encontros de motos do Brasil. Foi em 1980, em Três Corações (MG). Detalhe: esta “figura-carimbada” do meio motociclístico é presidente do Moto Clube Águias de Aço, de Belo Horizonte (MG).

Muitas atrações

Exposição de motos, peças e acessórios, shows musicais, provas de motocross, shows de free style com Jorge Negretti e wheeling com a equipe Força e Ação. Essas foram algumas das atrações da 21ª edição do Megacycle. Quando o motociclista entrava no Parque Municipal Ilha Antonio Dutra, uma série de possibilidades se abria a sua frente.

No estande da Pirelli, por exemplo, era possível trocar e calibrar os pneus, além de alinhar e balancear. Na Mobil, a troca de óleo estava garantida. A Castrol, por sua vez, apresentou a nova geração de óleos com exclusiva tecnologia trizone. Já as lojas Nacar e Red Fox vendiam os últimos lançamentos em termos de equipamentos para motociclistas: capacetes, luvas, botas, jaquetas e macacões.

Já no estande da Yamaha, destaque para os modelos do Conceito X, entre eles, a recém-lançada XTZ 250X. O público pode ver de perto uma MT-03 personalizada com um kit de acessórios, além de uma Drag Star 650 customizada pela Manri Motos. Na Honda, a nova CB 600F Hornet chamou muito a atenção dos motociclistas. A Suzuki expôs a B-King, a nova naked da marca, que tem absurdos 184 cavalos.

Além de sua mega-carreta, o Grupo Izzo levou para Minas três de suas marcas: Husqvarna, Ducati e Harley-Davidson. Os destaques ficaram por conta da nova HD Dyna Super Glide e para a réplica da Ducati 999R Xerox, modelo usado no Mundial de Superbike. Já a marca FYM, de origem chinesa, exibiu no Megacycle toda sua linha de motos, entre elas uma custom de 250cc e a street FY 125-20 Sachs, de design arrojado e tecnologia alemã.