O MOTO.com.br esteve presente em Londrina (PR), no Autódromo Internacional Ayrton Senna, para o lançamento do novo modelo da Yamaha,  a superesportiva YZF-R1 2013. O novo lançamento da marca dos três diapasões, já conhecido no exterior, foi apresentado após uma breve explicação feita por Wataru Endo, Diretor de Planejamento de Produto & Comercial da Yamaha do Brasil.

A principal novidade da nova Yamaha YZF-R1 fica por conta da adoção do Sistema de controle de tração (TCS), com seis níveis de ajuste mais a opção de ser desligado. Facilmente alterado com um simples toque em um botão localizado no punho esquerdo, o novo Sistema de controle de tração permite ajustar as características de desempenho da moto permitindo realizar curvas ainda mais emocionantes.

A nova Yamaha YZF-R1 também recebeu novos escapamentos, novos piscas (transparentes), novas pedaleiras e um novo conjunto óptico, agora seus olhos possuem um contorno com luzes de LED. Além destas modificações, seu potente motor de 998 cm3  recebeu novas configurações em sua ECU, sistema responsável pelo mapeamento do motor, com novas curvas de configuração, que pode ser alterado de acordo com cada piloto.

Com grafismo na cor branca exclusivo para o mercado brasileiro, o novo modelo também estará disponível nas cores azul e preto. Ainda sem preço público definido, Yamaha YZF-R1 desembarca no país por meio de importação e chega as concessionárias a partir da segunda quinzena de junho.

Fotos: Leandro Lodo

[Por:Moto.com.br]

O topo do segmento de superesportivas é a parte mais nobre do mercado brasileiro. São motocicletas de alto rendimento, tanto na pista quanto financeiro. E que em 2011 registraram perto de 4 mil unidades vendidas, apesar de o preço dos modelos ser sempre acima dos R$ 50 mil. O paradigma desse nicho atualmente é para modelos de 1.000 cc. Esse tamanho de motor é exatamente o mesmo apresentado pela Yamaha YZF R1 desde a época de seu lançamento, em 1998. O jeitão malvado, com dois faróis em forma de gota e o perfil pontiagudo, também é mantido até hoje. Mas uma boa dose de tecnologia foi embarcada para ajudar a domar as reações na pista.

Esse aumento de tecnologia foi fazendo com que a R1 ganhasse potência e emagrecesse ao longo dos anos. Dos iniciais 150 cv para empurrar 190 kg, hoje são 182 cv para dar conta de 184 kg – a relação peso/potência caiu em 20%, de 1,26 kg para 1,01 kg/cv. Outra evolução foi o embarque de tecnologia. O modelo atual tem válvulas em titânio, chassi em alumínio e virabrequim “crossplane”, típico de motores V8.

Este virabrequim distribuiu as bielas em ângulos de 90º e faz com que cada cilindro exploda a cada um dos quatro tempos. Essa formatação dispensa o uso de contrapesos, já que o nível de vibrações do motor fica naturalmente muito baixo. Além disso, lineariza a geração de potência, o que permite a alteração da sequência de ignição mais facilmente e sem provocar desequilíbrios.

A busca de um comportamento mais progressivo é mesmo necessária, já que a YZF R1 pode ser bastante feroz. Na verdade, ela tem três mapeamentos para a ignição, que são controlado por um botão no punho direito, alteram bastante o comportamento da moto. De acordo com a configuração, a YZF R1 pode ser civilizada, brava ou absolutamente selvagem.

A lógica de construção da R1 é a consagrada para o segmento: centralização das massas, redução de pesos e ganho de potência através de alívio no funcionamento do motor. Mas o que caracteriza o modelo da Yamaha é uma maior preocupação em ser mais agradável na tocada, com um despejo de torque na roda traseira bem harmônico.

Apesar de ter um motor forte e contar com vários componentes típico de bólidos da Moto GP, ela não se comporta como uma fera descontrolada que faz o piloto de passageiro. Nisso colabora muito o porte do modelo: tem 2,07 metros de comprimento e uma altura do assento ao chão de apenas 83,5 cm, apesar da boa distância de 13,5 cm para o solo. Esta R1 linha 2012 está nos últimos meses de vida no mercado. Já foi anunciada a chegada de uma R1 renovada para o meio do ano – o que torna o atual modelo passível de um belo desconto sobre o preço oficial de R$ 57 mil. E como acontece desde 1998, vai manter as características estéticas e técnicas que tornaram a R1 uma referência no segmento das RR – ou “racing replica”.
Além das aparências

A primeira visão da Yamaha YZF R1 provoca um certo déjà vu. O porte pequeno e leve para a cilindrada e corpo todo carenado quase a igualam às outras superesportivas do mercado. As diferenças estéticas são pequenas, embora bastante características, como o jeito agudo como a carenagem e os faróis apontam para a frente. O ronco do motor, rouco e pouco agressivo, já permite antever como ela é em ação. Não é exagero afirmar que a superesportiva da Yamaha pode se comportar exatamente como o piloto quiser. Caso se deseje arrancar um comportamento agressivo, ela responde bem. Mas é numa tocada rápida, em ritmo de turismo, que a moto mostra o que tem de melhor.

A R1 é sempre suave e dócil aos comandos do punho, dos freios e do corpo do piloto nas curvas. Tudo isso resgata a chamada “dimensão humana”, que ficou perdida em meio à guerra de mercado, quando as marcas passaram a disputar quem iria mais longe em velocidade e aceleração, mesmo que isso significasse um estresse maior para o piloto.
Em cada um dos mapeamentos, a R1 se apresenta de uma forma bastante diferente. Na cidade, o único modo indicado é o mais manso, o “B”, que oferece as reações mais finas e permite driblar os carros com bastante facilidade e agilidade. Este modo é também indicado para o uso com pista molhada. Na estrada, os outros dois modos, “Standard” e o violento “A” podem se alternar, dependendo do trecho e das condições.

O primeiro, a R1 mantém uma maneabilidade ainda agradável, mas com um toque de esportividade. No outro, o motor libera o máximo de agressividade. E aí o controle de tração se mostra bem necessário, para que a roda e a pista se entendam melhor. Hoje, esta versatilidade virou o padrão no segmento de superesportivas. O que difere a R1 é que ela consegue unir uma esportividade visceral com o prazer de pilotar. E tudo ao mesmo tempo.

Yamaha YZF-R1

Motor: A gasolina, quatro tempos, 998 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote com refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 182 cv a 12.500 rpm.
Torque máximo: 11,78 kgfm a 10 mil rpm
Diâmetro e curso: 77,0 mm X 53,6 mm.
Taxa de compressão: 12,7:1
Suspensão: Dianteira por garfo telescópico com curso de 120 mm. Traseira com braço oscilante e monoamortecedor e curso de 120 mm.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 190/55 R17 atrás.
Freios: Disco duplo de 310 mm de diâmetro na frente e disco simples de 220 mm de diâmetro atrás.
Dimensões: 2,07 metros de comprimento total, 0,71 m de largura, 1,13 m de altura, 1,41 m de distância entre-eixos e 0,83 m de altura do assento.
Peso: 184 kg.
Tanque do combustível: 18 litros.
Produção: Shizuoka, Japão.
Lançamento mundial: 2009.
Lançamento no Brasil: 2010.

[Por:Motor Dream]

Após o encerramento de um 2011 positivo para o mercado de duas rodas, as fabricantes agora se preparam para encarar o próximo ano com o otimismo gerado pelos bons resultados. As expectativas para 2012 são da manutenção do crescimento, ainda que um pouco mais moderado que no ano que termina. A produção de motos deve alcançar o patamar das 2,25 milhões de unidades, com as vendas encostando em 2,15 milhões, o que representa um aumento de 5% em relação a 2011, nas duas cifras. Só em exportações, a Abraciclo – entidade que reúne as fabricantes de motocicletas, motonetas e ciclomotores – vislumbra 46% a mais em 2012 e chegar às 98 mil unidades comercializadas. Essas boas perspectivas incentivam o lançamento de novidades em todos os segmentos.

Entretanto, a fatia do mercado que mais deve ganhar é a de motos maiores, mais luxuosas e mais potentes. O expressivo crescimento de cerca de 24% nesse setor em 2011 animou as marcas. Por isso mesmo, as fabricantes deverão trazer para o Brasil representantes de suas castas mais altas. A Honda vai investir em mais uma 1.000 cm³ com a RVF 1000 V4, que chegará às ruas no começo do ano e ocupar o segmento logo acima da Fireblade – hoje vendida por R$ 58 mil na configuração “top”. A motocicleta tem uma pegada muito esportiva e remete às motos de competição, com o retorno do clássico propulsor V4, que agora deve ultrapassar os 180 cv.

 

Triumph Tiger Explorer

O ano de 2012 também marca o começo das atividades de algumas marcas no país. A italiana MV Agusta irá montar suas esportivas em Manaus nas linhas da Dafra. Inicialmente, a F4 e as Brutale 1090 R (foto da capa) e RR, com motores de 187 cv e 144 cv respectivamente, serão comercializadas por valores entre R$ 150 mil e R$ 170 mil. Outra que deve surpreender é a inglesa Triumph, que marcou seu retorno ao país após vários anos ausente. A fabricante terá uma subsidiária própria, ainda a ser estabelecida, que cuidará das atividades no Brasil. A expectativa é que as motocicletas comecem a ser vendidas no segundo semestre.

A Yamaha também anunciou investimentos no país. A japonesa deve aumentar o aporte de R$ 60 milhões investidos em 2011 para R$ 100 milhões em 2012. O dinheiro irá para o desenvolvimento e lançamento de novos produtos, além de modificações na linha de produção da Zona Franca de Manaus. Uma das novidades deverá ser a max scooter T-Max, com motor de 500 cilindradas e 46 cv, mostrada no em novembro último Salão de Milão. Na Europa, a scooter é vendida por cerca de 6.500 euros, ou R$ 15.700.

Yamaha YZF-R1

Além dela, a YZF-R1 deve virar 2012 com mudanças no visual e mecânica. A Super Ténéré ganhou uma nova versão na Europa, a Worldcrosser, com mudanças mecânicas no 1.200 cm³ – para reduzir o peso dos componentes e melhorar o desempenho – para chegar aos 110 cv, e é mais uma que deve cruzar o Atlântico. Por lá, ela custa cerca de 16 mil euros, ou R$ 38.600.

Junto da nova “mil”, a Honda deve trazer ao país a CRF 250 L, concorrente direta da Yamaha WR 250 R no segmento das trails de pequena cilindrada. A moto tem visual e proposta semelhante à CRF 230 – que tem motor de 19 cv e custa cerca de R$ 10 mil –, mas pode circular nas ruas, enquanto a outra é restrita à competições off-road. A crossover Integra, também mostrada em Milão, ainda sem preço definido, é outra cotada para chegar ao Brasil em 2012. O modelo usa um novo motor de 670 cilindradas com 52 cv e câmbio automatizado de dupla embreagem.

Entre as motos menores, a tendência é crescer bem menos, mas ainda com números satisfatórios para a indústria, já que elas representam a fatia mais gorda das vendas, nada menos que 88% do mercado. E as fabricantes vão manter o investimento nos segmentos de até 150 cilindradas. A região Nordeste continua a puxar bons resultados neste segmento, a ponto de atrair novas fábricas para a região, como a chinesa Shineray – que se instalará em Pernambuco – e a paulista Jonny Motorcycles, cuja unidade fabril será no pólo industrial de Camaçari, na Bahia, ambas com produtos apenas entre 50 cm³ e 150 cm³.

Apesar da esperada queda no ritmo de crescimento, 2012 promete ser um ano bom para as motos, como o Salão Duas Rodas – maior evento do segmento no país – e o Salão de Milão – o maior do mundo – já indicavam estas mudanças. O Brasil, agora sexta economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, acelera em duas rodas.

[Por:Uol Motos]

Modelo 2012 não traz muitas alterações, mas aparece em versão comemorativa

Ainda que o lançamento da nova versão esportiva da Yamaha não tenha sido realizado oficialmente, já circulam na internet algumas imagens que revelam as novidades do mercado.

Ao que tudo indica, não haverá grande alteração na parte visual da nova R1. Porém, as poucas imagens mostram que uma versão comemorativa aos 50 anos da participação da Yamaha nos Grandes Prêmios irá ser lançada. Rumores indicam que esta edição será limitada a 2000 unidades.

Em contrapartida, o sistema mecânico deve aparecer com algumas novidades: o motor tetracilíndrico em linha recebeu um novo mapeamento da injeção, o que melhora o desempenho da moto em baixas e médias rotações.

Por fim, o novo sistema de injeção e uma ligeira atualização na carenagem frontal e nas entradas de ar, não tornam a nova Yamaha YZF-R1 2012 um modelo revolucionário, mas é o suficiente para recolocá-la no mercado.

Lucas Ganemian

Imagens Divulgação

[Por:Motociclismo Online]

Monster Yamaha Tech 3

Cal Crutchlow vai prolongar a sua bem sucedida colaboração com a Yamaha, depois de vencer o Campeonato do Mundo de Supersport em 2009, com cinco vitórias e dez pole positions e mostrar-se bem no comanda da Yamaha YZF-R1. Este ano, até agora, ele somou cinco pole positions, mas a marca da sua impressionante temporada foi uma fantástica dupla vitória na sua corrida caseira em Silverstone, no início de Agosto.

“É difícil para mim explicar como estou entusiasmado com a perspectiva de correr na MotoGP na próxima temporada com a Monster Yamaha Tech 3. Juntar-me a MotoGP é como um sonho tornado realidade para mim e quero agradecer à Yamaha e a Hervé Poncharal por me darem esta belíssima oportunidade. A Yamaha tem sido fantástica para mim e sem o seu apoio não estaria agora aqui”, disse Crutchlow.

“Estou mesmo ansioso por trabalhar com a equipe Tech 3. Eles são uma equipe muito profissional, com muita experiência e tenho a certeza que vão ser capazes de me ajudar a melhorar mais como piloto. Não tenho ilusões quão difícil esta mudança vai ser. Mas eu sempre adorei desafios e vou abraçar este. Pensar que vou correr contra pilotos como Valentino Rossi, de quem sou fã, é uma perspectiva muito excitante e mal posso esperar por 2011”, completou o britânico.

“Estou muito satisfeito que um piloto com o calibre do Cal vá correr para a Monster Yamaha Tech 3 Team. Ele mostrou com o sucesso que teve na Supersport em 2009 e com uma série de fantásticas prestações nas Superbike este ano que tem perspectivas muito boas para o futuro. Penso que ele está pronto para testar a si próprio contra os melhores do mundo e estou mesmo ansioso para trabalhar com ele. Ele é um piloto muito talentoso e tem um desejo incrível de sucesso. O Ben provou este ano que com talento, muito trabalho e determinação se pode mudar do SBK para a MotoGP. Não tenho dúvidas que o Cal tem o potencial para igualar o sucesso do Ben no futuro. Tenho a certeza que a combinação do Cal, da Yamaha e da Tech 3 será forte e mal posso esperar por iniciar esta excitante aventura na nossa história”, disse Harvé Poncharal, diretor da equipe Yamaha Tech 3.

[Por:Moto.Com.br]

r1 2010

Basta ligar a Yamaha YZF R1 2010 e escutar o ronco de seu motor para perceber que há algo de especial na nova 1.000 cc da casa de Iwata – um som profundo e grave, quase parecido com um rugido nervoso. Resultado de seu inovador virabrequim crossplane, configuração até então inédita em motos de rua. Lançada em 2009 no exterior, a YZF R1 com a mesma tecnologia da YZR M1 de Valentino Rossi na MotoGP só desembarcou agora no Brasil. Mas o grande diferencial dessa nova R1 é que, de fato, o modelo incorpora a mesma arquitetura de motor usada na moto de competição – não se trata simplesmente de uma frase de efeito do departamento de marketing da Yamaha.

Seus pistões posicionados a 90° um do outro, uma característica do tal virabrequim crossplane, é uma das maiores inovações mecânicas no segmento de esportivas nos últimos anos. O intervalo de ignição (270°-180°-90°-180°) faz com que cada cilindro detone individualmente. Isso resulta em uma relação muito próxima de 1:1 entre o torque proveniente da câmara de combustão, controlado pela mão do piloto no acelerador, e o torque transferido à roda traseira. Na prática, garanto-lhes: isso significa uma entrega de torque mais linear e precisa e um controle da aceleração nunca antes experimentado.

Qualquer movimento na manopla do acelerador, por menor que seja, já resulta em uma resposta do motor. Realmente impressionante e, no início, um pouco até assustador. Foram necessárias algumas voltas no circuito de Interlagos, na capital paulista, e também na pista do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo, em Piracicaba (SP), até que me sentisse mais à vontade com a nova Yamaha R1 2010.

Motor

O propulsor de quatro cilindros em linha, DOHC, com refrigeração líquida manteve a mesma capacidade cúbica do anterior – 998 cm³ – a as quatro válvulas por cilindro. Mas as semelhanças com a versão anterior param por aí. Sem dúvida, o propulsor é o grande destaque da nova moto.

motor da r1

Não pelos 182 cv a 12.500 rpm, que são os mesmos, mas sim pela maneira como entrega essa potência e esse torque. Isso sim o diferencia da concorrência. O novo motor perdeu um pouco aquela explosão em altas rotações, mas por outro lado mostrou um expressivo ganho nos médios regimes. Uma característica, vale dizer, bastante bem vinda em uma moto de rua. Porém mais que isso, o que impressiona nessa nova R1 é a direta conexão entre o acelerador e o pneu traseiro.

Na grande maioria das motos 1.000 cc qualquer giro a mais no acelerador pode ser a diferença entre uma saída de curva mais rápida ou uma derrapagem de traseira. Na nova R1 esse risco diminui, um pouco. Já que, a partir do momento que se acostuma com seu novo motor, fica ainda mais fácil dosar, e até abusar, o acelerador.

A parte “ruim” é que se o acelerador é sensível para aumentar o giro do motor, isso também vale quando se tira a mão. Imediatamente o chamado “freio motor” parece frear a moto e você perde a tomada de curva. Por isso é preciso se adaptar ao estilo da nova Yamaha de 1.000cc. O que não é assim uma tarefa das mais difíceis. Basta ter em mente que tanto para acelerar quanto para tirar a mão é necessário uma dose de progressividade. No restante é somente diversão.

O motor alimentado por uma injeção eletrônica Mikuni ganhou bicos com 12 furos, além de injetores auxiliares. Como na antiga R1, há o duto de admissão variável (YCC-I) que mantém seu comprimento maior até os 9.400 rpm e depois disso o reduz para melhorar o desempenho em altos giros. Essa tecnologia ajuda a melhorar a resposta do motor em baixos regimes e a ampliar sua faixa útil – a letargia do modelo anterior nas saídas de semáforos foi resolvida com o novo motor e também com uma coroa com dois dentes a mais.

Entretanto, esse melhor desempenho em baixos regimes acalmou um pouco, só um pouco, a superesportiva japonesa acima dos 11.000 giros. Não há aquele pico de potência de outras 1.000 cc, mas volto a dizer: um caráter bastante interessante levando-se em conta que, apesar de sua tecnologia de pista, a R1 2010 é uma moto de rua.

r1 2010

Completa o pacote eletrônico o YCC-T, o acelerador eletrônico da Yamaha. Agora o sistema conta com um D-Mode, que traz três mapas de resposta do motor. Mas diferentemente do sistema da Suzuki, por exemplo, o D-Mode da Yamaha apenas altera a resposta desse acelerador eletrônico sem mudar a faixa de potência e torque. Vá por mim, fique no modo Standard. No modo A, o acelerador fica ainda mais arisco e, no B, fica cerca de 30% mais lento.

Ergonomia revista

Somente o motor completamente novo já seria suficiente para decretar que a YZF R1 2010 evolui em relação à geração anterior. Porém, seria uma injustiça com as mudanças na sua ciclística e ergonomia.

O piloto ganhou uma posição de pilotagem um pouco mais espaçosa, com o guidão 10 mm recuado e o banco posicionado 8 mm mais a frente. Para mim, que meço 1,71 m, ficou perfeito. Talvez incomode um pouco aos motociclistas mais altos. Além disso, as pedaleiras são ajustáveis.

Ângulo de cáster e o trail mantiveram-se os mesmos, mas a distância entre-eixos diminuiu 5 mm. O quadro Deltabox também foi redesenhado e ganhou mais rigidez. O motor está posicionado mais à frente e o tanque de combustível fica mais embaixo, sob as pernas do piloto. Conferindo à nova R1 uma agilidade comparada a algumas esportivas de 600cc. Fiquei realmente surpreso como a nova Yamaha muda de direção com facilidade e é bastante precisa nas curvas.

painel r1 2010

Fruto de uma suspensão revista, além de um pneu traseiro um pouco mais alto: agora uma 190/55-17, contra o 190/50-17 da versão anterior de perfil mais baixo. O resultado são curvas radicais com total segurança e facilidade.

Os freios merecem outra menção honrosa: são extremamente potentes, apesar dos dois discos dianteiros serem 10 mm menores em diâmetro (310 mm) que os anteriores. Com pinça de seis pistões fixada radialmente proporcionam uma frenagem com total controle.

Título mundial

Em todos os aspectos, a nova Yamaha YZF R1 2010 é um modelo melhor que o anterior. Na minha opinião, a ciclística ficou mais ágil e arisca, no bom sentido. Em curvas a moto parecia querer deitar muito mais do que era necessário, tamanha sua agilidade.

Seu motor então, só merece elogios. Realmente revolucionário, confesso que nunca antes tinha acelerado um propulsor que transferisse à roda traseira tão prontamente e precisamente os meus comandos. Ganhou ainda mais força em médios regimes privilegiando os motociclistas comuns. Agora imagine os profissionais.

Basta dizer que o modelo garantiu à Yamaha o primeiro título no Campeonato Mundial de Superbike em 2009. Tudo bem que ao guidão da nova R1 estava o piloto americano Ben Spies, apelidado de “o terror do Texas”. Mas nesse casamento perfeito entre homem e máquina, não podemos ignorar as melhorias da Yamaha YZF R1 2010.

Infelizmente, o novo modelo desembarca por aqui apenas na cor preta e com preço sugerido de R$ 64.218,00 (posto São Paulo). A opção de cor é de bastante bom gosto com rodas douradas e uma pintura fosca. Mas não entendi porque privar os motociclistas brasileiros da cor branca com quadro vermelho, ou ainda do amarelo e preto que remete às cores de pista da marca na década de 70.

Ficha Técnica:
Motor: Quatro cilindros em linha, DOHC, refrigeração líquida, 16 válvulas
Capacidade cúbica: 998 cm³
Potência máxima: 182 cv a 12.500 rpm
Torque máximo: 11.78 kgf.m a 10.000 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica
Capacidade do tanque: 18 litros
Câmbio: Seis marchas com embreagem multidisco em banho de óleo
Transmissão final: por corrente
Suspensão dianteira: garfo telescópico invertido com 120 mm de curso
Suspensão traseira: Balança monoamortecida com 120 mm de curso
Freio dianteiro: Duplo disco de 310 mm de diâmetro com pinças radiais de três pistões
Freio traseiro: Disco de 220 mm de diâmetro com pinça de pistão simples
Chassi: Deltabox em alumínio
Dimensões (C x L x A): 2.070 mm x 715 mm x 1.130 mm
Altura do assento: 835 mm
Altura mínima do solo: 135 mm
Entre-eixos: 1.415 mm
Peso seco: 184 kg
Cores: preta
Preço público sugerido: R$ 64.218 (posto São Paulo, sem frete e seguro)

Fotos: Gustavo Epifanio

Arthur Caldeira

[Fonte:Agência Infomoto]

Yamaha traz nova R1 2010 ao Brasil

Esportiva atinge 182 cv de potência e tem preço sugerido de R$ 64.218,00

Yamaha YZF-R1

Após longa espera desde seu lançamento internacional, no final de 2008, a nova Yamaha YZF-R1 chega ao Brasil. O modelo 2010 da lendária esportiva já está disponível nas concessionárias da marca dos diapasões, apresentando muitas novidades em relação à versão anterior. Mas, sem dúvida, a principal atração da supermáquina está em seu novíssimo propulsor, que traz para às ruas a mesma tecnologia utilizada pela fabricante no Mundial de MotoGP.

Tudo no motor é novo, porém, o virabrequim do tipo “crossplane” merece destaque. Neste tipo de dispositivo, cada biela está posicionada a 90º, o que proporciona um intervalo de ignição não seqüencial ((270°-180°-90°-180°). De acordo com a Yamaha, isto proporciona um torque mais linear, garantindo mais controle da aceleração. Assim, a cifra de torque alcançada pelo motor de 998 cm³ é de 11,8 kgfm — contra 11,5 kgfm do modelo antigo.

Yamaha YZF-R1

Já a potência máxima aumentou em 2 cv, passando de 180 cv para 182 cv. O chassi “Deltabox” também é totalmente novo e representa, junto com o motor, as maiores mudanças em 11 anos de história da motocicleta. Outra novidades são os três mapas de ignição do motor: standard; modo A (esportivo); e o modo B (mais suave e progressivo).

Em relação ao design, a nova R1 tem muita personalidade, inovando com sua dianteira que faz os faróis parecerem dois olhos. Enquanto a traseira manteve os escapes com saída sob os bancos, agora de formatos triangulares, e a lanterna de LED também possui novo desenho. Apesar de no exterior a motocicleta ter opções de cores azul e branco, apenas a versão preta será vendida no Brasil. O preço sugerido pela fabricante é de R$ 64.218.

por Rafael Miotto

Imagens divulgação

[Por:Motociclismo Online]

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